Brasileiros para se ficar de olho nas Olimpíadas de Inverno 2026
Quem são os atletas que podem ter os melhores resultados na Itália?
Por: Mariana Martins
Reprodução: Instagram (@nicole__silveira)
O Time Brasil está com altas expectativas para superar as campanhas anteriores em delegação e resultados nas Olimpíadas de Inverno. Nicole Silveira e Lucas Pinheiro são as duas maiores apostas para a décima participação do país no evento. Silveira compete no skeleton e vai para sua segunda Olimpíadas, enquanto Pinheiro busca fazer sua estreia com as cores do Brasil no esqui alpino. Os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão e Cortina d’Ampezzo acontecem entre os dias 6 e 22 de fevereiro, época do ano em que as temperaturas marcam perto ou abaixo de 0°C, podendo chegar a mínima de -10°C nas cidades italianas.
Melhor atleta do ano nos esportes no gelo pelo Prêmio Brasil Olímpico, Nicole Silveira, de 31 anos, é um dos principais nomes entre os atletas brasileiros que praticam esportes no gelo e na neve. Natural de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, Silveira se mudou para o Canadá com a família aos sete anos de idade. Apesar de sempre estar envolvida com o esporte, o primeiro contato com os esportes de inverno foi apenas em 2017, e com o skeleton no ano seguinte, quando estava com 23 anos.
Desde então, ela participou dos Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing 2022, na China, quando se consolidou na modalidade. Silveira conquistou duas vezes o bronze nas etapas de PyeongChang e St. Moritz na Copa do Mundo de 2024, se tornando a primeira brasileira medalhista em um torneio de esportes olímpicos de inverno e alcançando o quarto lugar no mundial. Além de sua carreira como atleta, ela é formada em Enfermagem e atua em sua área quando não está em temporada.
Reprodução: Instagram (@icebrasil)
Sua modalidade, o skeleton, é considerado um dos esportes mais radicais das Olimpíadas de Inverno. É disputado individualmente em uma pista coberta por gelo que deve ter entre 1.200 e 1.300 metros. O atleta usa um trenó e desce pela pista ganhando velocidade. Ganha quem fizer duas a quatro descidas com o menor soma dos tempos.
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Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, é uma aposta para o Time Brasil conquistar a primeira medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno no esqui alpino. Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Pinheiro praticava futebol na infância até começar no esqui por influência do pai. Até 2023, defendeu as cores da Noruega, conquistando duas medalhas no Mundial Júnior de Esqui Alpino, somando bons resultados em etapas da Copa do Mundo e vencendo o torneio de Slalom em 2023 com seis pódios em nove oportunidades.
Em 2024 resolveu representar o Brasil internacionalmente. Desde o retorno, Pinheiro se tornou um prodígio da sua modalidade e conquistou a primeira vitória do Brasil na Copa do Mundo FIS em novembro deste ano. Para Milano-Cortina 2026, Pinheiro chega como uma esperança de obter o melhor resultado brasileiro nos esportes de inverno. Além de atleta, ele é DJ, e gosta de moda: é modelo e desenha roupas.
O esqui alpino faz parte dos Jogos Olímpicos desde 1936. Atualmente as categorias são divididas entre provas de velocidade e provas de velocidade e técnica. As provas de velocidade são o downhill e o super-G, que acontecem em apenas uma rodada em pistas íngremes e o vencedor é aquele que registra o menor tempo. As provas mais técnicas são o slalom e o slalom gigante, realizadas em duas etapas e o vence quem somar o menor tempo total. Essa é a única modalidade de inverno que contou com brasileiros entre as nove participações do Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno.



