Central da COP dá cartão vermelho para a desinformação e defende debate climático no cotidiano

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Central da COP dá cartão vermelho para a desinformação e defende debate climático no cotidiano

Parceria entre Agenc e Observatório do Clima realizou mesa-redonda na última segunda (2), durante a Semana de Meio Ambiente da Uerj

Por Julia Lima

Da esquerda para a direita: Isvilaine Silva, Ana Carolina Lourenço, Fernanda da Escóssia, Petroleco e Cláudio Ângelo. Foto: Letícia Santana.

A desinformação climática e o desafio de mobilizar a sociedade civil em defesa do planeta foram os temas abordados na “Central da COP: a mesa-redonda do clima”, evento realizado na última segunda-feira (2) na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). A mesa teve a presença dos debatedores Claudio Angelo, Ana Carolina Lourenço e Fernanda da Escóssia, com apresentação de Isvilaine Silva. Parceria entre a Agência de Notícias Científicas da Uerj e do Observatório do Clima, a Central da COP seguiu o modelo das famosas mesas-redondas de futebol, em que um tema é lançado – neste caso, um assunto relacionado à COP30 – e os comentaristas se revezam para dar suas opiniões.

E, como o jornalismo ouve os dois lados, a mesa teve a presença do Petroleco, lobista da indústria do petróleo, que pôde contribuir – ou nem tanto – para o enriquecimento do debate. A mesa discutiu os principais temas da COP30, a Conferência do Clima da ONU que acontece em novembro em Belém, o PL da Devastação, a agressão sofrida pela ministra Marina Silva e a desinformação sobre a mudança do clima. 

O jornalista Claudio Angelo, do Observatório do Clima, comentou o episódio de agressão à ministra Marina Silva em audiência no Senado Federal. “Armaram uma arapuca contra a ministra do Meio Ambiente. Mal sabiam eles que ela já era senadora quando eles tomavam Toddynho”, afirmou.

Um dos episódios de desinformação discutidos foi a entrevista de Elon Musk à rede de TV Fox News, em que afirmou que não é necessário criar pânico em torno do assunto, e que todos poderão continuar “comendo seu churrasco”. Com relação a essa fala, Ana Carolina comentou: “Ele afirma que a principal função de nós aqui nessa mesa, o movimento climático global, é tirar o churrasco das pessoas”.

Realizado no auditório 91 da Uerj, o evento reuniu cerca de cem pessoas, entre professores e estudantes de diversos cursos, além de técnicos. Ao final da discussão entre os debatedores, a plateia pôde fazer perguntas e tirar dúvidas sobre a COP30 e o atual cenário ambiental no Brasil e no mundo. O público também participou da mesa a partir de um bingo. Quem completava a cartela com palavras relacionadas ao tema ganhava um álbum de figurinhas exclusivo da Central da COP.

                                                      Álbum de figurinhas da Central da COP. Foto: Letícia Santana.

De acordo com Fernanda da Escóssia, professora da Uerj e coordenadora da Agenc, “o clima é um assunto político, mas não é dos políticos”. E é por isso, segundo a jornalista, que é necessário que o tema seja cada vez mais levado para o debate entre membros da sociedade civil. A professora destacou a relevância do jornalismo para combater a desinformação e o negacionismo que costumam acompanhar debates climáticos.

Ana Cláudia Campos, estudante de biomedicina, contou à Agenc, que conhecia pouco sobre a COP, e que foi bom ter uma visão mais detalhada do assunto. “Ter pessoas especializadas falando do assunto e como realmente nos afeta é importante para causar comoção e o sentimento de que devemos lutar pelo nosso planeta”, finaliza.

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