De Memphis Depay a Braithwaite, brasileirão vira refúgio de estrelas internacionais em busca de espaço

De Memphis Depay a Braithwaite, Brasileirão vira refúgio de estrelas internacionais em busca de espaço.

Em 2024, 90 jogadores estrangeiros foram contratados por clubes da Série A, maior número da história.

Por: Isaque Ramos

Esse fenômeno, porém, não é isolado. Ele acompanha uma mudança tanto estrutural quanto financeira que vem acontecendo no futebol brasileiro, mudança essa que é impulsionada pelo modelo de clube empresa (SAF), cada vez mais comum entre os clubes do país. Além da lei das SAFs, a valorização do real frente a outras moedas na América Latina, destaca o Brasileirão cada vez mais como a principal liga do continente, impulsionando a imagem da liga globalmente. Isso tudo colocou o Brasileirão em um patamar de competitividade e atratividade que pouco tempo atrás parecia restrito a ligas do Oriente Médio (isso, é claro, excluindo as europeias).

 Reprodução: Instagram (@memphisdepay)

Para esses jogadores, o Brasileirão se tornou um destino interessante principalmente por oferecer algo que eles não encontrariam nas principais ligas europeias: protagonismo. Basta olhar para o dinamarquês Martin Braithwaite, que, após seguidas temporadas sendo coadjuvante em times europeus, chegou no Grêmio e imediatamente foi alçado ao patamar de protagonista do time, e não é qualquer time, e sim um dos clubes mais populares de um dos países mais populosos do mundo. O mesmo ocorreu com Memphis Depay que, apesar que ser um jogador mais conhecido do que o dinamarquês, também vinha de seguidas temporadas em baixa na Europa. Fato é, Ambos os jogadores chegaram ao país e imediatamente foram alçados a um patamar de referência técnica e midiática que eles dificilmente encontrariam no Velho Continente. No caso do holandês, o salto foi muito maior, já que ele passou de um jogador descartável da Europa para referência no clube de segunda maior torcida do país.

 

É interessante observar que o Brasileirão já foi o destino de algumas estrelas, ou pelo menos jogadores de renome no passado, como por exemplo do holandês Seedorf no Botafogo, em 2012, e que fez sucesso por aqui, ou ainda falando do alvinegro carioca, o japonês Keisuke Honda em 2020, que nunca correspondeu às expectativas. A grande diferença é que esses movimentos pareciam ser algo muito mais isolado, ou buscando apenas o retorno midiático, diferentemente de hoje, em que os jogadores, como no caso do próprio Depay, ainda estão no auge técnico, diferentemente do modelo desse tipo de contratação adotado no passado. 

 

O Brasileirão tem cada vez mais se consolidado como uma liga atrativa e extremamente competitiva e, somado ao momento de internacionalização sem precedentes, tem tudo para se tornar uma liga que cada vez mais importa estrelas dispostas a dar tudo de si em campo, e que não visam o país apenas como um último passo antes da aposentadoria.

Reprodução: Instagram (@braithwaiteofficial)

De Memphis Depay a Braithwaite, brasileirão vira refúgio de estrelas internacionais em busca de espaço

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