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Futebol feminino ganha mais espaço nas premiações individuais
Crescimento da modalidade resulta em novas categorias e mais reconhecimento para jogadoras e times femininos
Por: Mariana Martins
Reprodução: Instagram (@aitanabonmati)

Aitana Bonmatí com sua terceira Bola de Ouro
Aitana Bonmatí, jogadora espanhola que atua no Barcelona, ganhou pela terceira vez seguida a Bola de Ouro, prêmio de futebol criado pela revista francesa France Football que é entregue aos melhores atletas das modalidades feminina e masculina. A cerimônia aconteceu na última segunda-feira (22/9) e marcou a estreia de três premiações para o futebol feminino: o Troféu Kopa para a melhor jogadora sub-20, o Troféu Yashin, que reconhece a melhor goleira, e o Troféu Gerd Müller, destinado à artilheira da temporada.
A cerimônia da Bola de Ouro acontece desde 1956 e foram 62 edições contemplando apenas o futebol masculino. Só em 2018 elegeram pela primeira vez a melhor jogadora de futebol. Naquela ocasião, Ada Hegerberg, norueguesa que ainda atua pelo Olympique Lyonnais, recebeu o troféu. Desde então, as jogadoras Megan Rapinoe (Estados Unidos), Alexia Putellas (Espanha) e Aitana Bonmatí (Espanha) receberam o prêmio de melhor do mundo. A France Football já havia incluído as categorias de melhor time feminino do ano e melhor técnico do futebol feminino, e na 69º edição ampliou as premiações individuais, igualando as premiações masculinas e femininas.
A Fifa foi a instituição de reconhecimento máximo antes da introdução da Bola de Ouro feminina, e ainda possui destaque nas premiações individuais. Em 1991, a categoria World Player of The Year foi criada e passou a reconhecer o futebol feminino em 2001. Em 2024, o Fifa The Best, que existe desde 2016, entregou o primeiro Prêmio Marta para a autora do gol mais bonito do futebol feminino, que se assemelha ao Prêmio Puskas na modalidade masculina. A vencedora do troféu inédito foi a própria Marta, brasileira considerada a melhor jogadora da história do futebol feminino pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), que também acumula seis prêmios de melhor do mundo pela Fifa entre os anos de 2006 e 2010 e em 2018.
Reprodução: Instagram (@selecaofemininadefutebol)

Marta com um dos seus seis prêmios Fifa The Best
O aumento do destaque para as atletas reflete o crescimento da modalidade, que entre 2022 e 2024 teve um salto de 18% para 22% no interesse global, de acordo com o relatório divulgado em 2025 pela Nielsen Sports, em parceria com a PepsiCo. O relatório também prevê que o futebol feminino será o 5º maior esporte do mundo até 2030, e deve alcançar 800 milhões de fãs. Com isso, competições como a Eurocopa Feminina e a Copa do Mundo recebem maior audiência, cobertura da mídia, investimento e visibilidade para as jogadoras, que as levam a ocupar um espaço maior no futebol.
No Brasil, a premiação Bola de Prata, atualmente organizada pelo canal esportivo ESPN, reconhece os melhores atletas e treinadores da Série A do Campeonato Brasileiro. A primeira cerimônia foi realizada em 1970, e em 2021 passou a incluir as mulheres do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino de forma igualitária. O crescimento da modalidade no país está ligado ao investimento do governo federal, com programas como a Bolsa Atleta, ação incluída na Estratégia Nacional para o Futebol Feminino, instituída pelo Decreto nº 11.458, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março de 2023.



