Promessas ou presente? Estrelas do futebol feminino traçam carreiras profissionais distintas
Enquanto Giovanna Waksman ainda não atua profissionalmente, Claudia Martínez já disputou uma Copa América pela seleção principal paraguaia
Por: Mariana Martins
Reprodução: Instagram (@giovannawaksman / @claudinha_11_ )
Giovanna Waksman e Claudia Martínez
As atletas Giovanna Waksman e Claudia Martínez integram sua respectivas seleções na Copa do Mundo Feminina Sub-17. Fora das categorias de base, a brasileira e a paraguaia traçam caminhos diferentes na carreira. Waksman atua pelo FC Florida e pela The Pine School, escola que frequenta nos Estados Unidos, e Martínez tem contrato profissional com o Club Olimpia no Paraguai, além de somar atuações pela seleção principal albirroja. Assim, enquanto a uma representa o futuro da equipe brasileira, outra já tem grande destaque, e é vista como uma jogadora essencial para levar seu país à Copa do Mundo de 2027.
Giovanna Waksman, atacante de 16 anos, começou sua trajetória na base do Sogima FC, em Jacarepaguá. Em 2020, com 11 anos, ela chegou ao Botafogo para treinar com o time feminino sub-18, mas logo integrou as equipes masculinas do sub-12 e sub-13 para disputar campeonatos de acordo com sua idade. Waksman se destacou com a camisa 10 e a titularidade, atraindo a atenção de John Textor, dono da SAF do Botafogo.
Em 2022, Textor fez um acordo com a atleta para que ela pudesse desenvolver sua carreira nos Estados Unidos. Waksman se transferiu para o FC Florida, clube de base administrado pelo empresário, e também integra o time da sua escola. Em 2025 ela recebeu o prêmio de “Melhor jogadora do país” pela The Pine School, além de ter marcado 87 gols na temporada.
Pela seleção brasileira, Giovanna Waksman disputou o Sul-Americano sub-17 e integrou o time que chegou à semifinal da Copa do Mundo sub-17. Na fase de grupos do Mundial, ela marcou seis gols e deu cinco assistências em cinco jogos. O técnico da seleção principal Arthur Elias mantém Waksman no radar, e a convidou para treinar com o time antes da disputa da Copa América Feminina em julho de 2025.
Foto: Reprodução Instagram (@giovannawaksman)
Giovanna Waksman comemorando gol na Copa do Mundo sub-17
A carreira de Claudia Martínez, de 17 anos, segue por um caminho bem diferente. Natural de Capitán Bado, cidade que faz fronteira com o Brasil, ela começou no futebol há apenas três anos, em 2022, quando trocou o handebol pelo campo. Apesar do começo tardio, Martínez rapidamente se destacou e teve oportunidade de jogar no Sportivo Amelaino, na Primeira Divisão. Em 2024 foi contratada pelo Club Olimpia, para três temporadas na equipe principal. Desde então é um destaque no clube, nas categorias de base e na seleção principal, o que a levou a ser indicada ao prêmio Kopa, destinado à melhor jogadora sub-21.
No Sul-Americano sub-17, Martínez marcou 10 gols em nove jogos, garantindo o topo da artilharia e um título inédito para o Paraguai, além de ajudar a classificar a seleção para o Mundial sub-17. Ela também ficou no topo das marcadoras na Copa América, empatando com a brasileira Amanda Gutierrez com seis gols em quatro partidas. Na Copa do Mundo sub-17, Martínez foi eleita “Melhor Jogadora da Partida” em dois jogos, com direito a um hat trick (três gols em um jogo) contra a Nova Zelândia.
Foto: Reprodução Instagram (@claudinha_11_)
Claudia Martínez na cerimônia da Bola de Ouro, em Paris
Mesmo com carreiras tão diferentes, as jogadoras mostram que não há um único caminho para o sucesso e se destacaram na Copa do Mundo sub-17. Giovanna Waksman é uma promessa que a comissão técnica brasileira trata com cautela para que, quando estiver pronta, possa vestir a camisa verde e amarela com confiança e experiência. Por outro lado, Claudia Martínez é a principal atacante da seleção paraguaia, mesmo com apenas três anos de futebol. Ela representa o que a La Albirroja pode conquistar no futuro, mas também o que conquista hoje, seja nas seleções de base, seja na principal.



