Em busca de uma nova redenção, Vasco elimina rivais e fará final da Copa do Brasil contra Corinthians

Em busca de uma nova redenção, Vasco elimina rivais e fará final da Copa do Brasil contra Corinthians

Cruzmaltino eliminou Botafogo e Fluminense nos pênaltis e fará decisão contra velho rival de fases melhores

Por: Augusto Oliveira

O Vasco chegou à final, eliminando o Fluminense no Maracanã. O cruzmaltino perdeu o jogo de volta por 1 a 0, mas como havia vencido o jogo da ida por 2 a 1, a decisão foi para os pênaltis, na qual mais uma vez brilhou a estrela do goleiro Léo Jardim, assim como havia acontecido na fase anterior contra o rival Botafogo e contra o Operário, nesta mesma edição. Na final, no jogo de ida, o Gigante da Colina empatou sem gols com o Corinthians, na Neo Química Arena.

No ano passado, o Vasco também chegou à semifinal da Copa do Brasil, mas foi eliminado pelo vice-campeão Atlético Mineiro. O gol de Hulk já na reta final da partida angustiou a torcida vascaína, que sonhava com a conquista do torneio nacional para “lavar a alma” depois dos piores anos da história do clube.

Entre 2008 e 2022, o Vasco jogou a segunda divisão 5 vezes; em 2021, caiu e sequer conquistou o acesso à Série A.

O Vasco foi rebaixado pela primeira vez em 2008. No ano seguinte, foi campeão da Série B e chegou às semifinais da Copa do Brasil, sendo eliminado pelo campeão Corinthians. A redenção definitiva veio em 2011, quando, na presidência de Roberto Dinamite, o cruzmaltino conquistou seu primeiro título da Copa do Brasil, foi vice campeão brasileiro e semifinalista da Copa Sul-Americana.

No entanto, em 2013 é novamente rebaixado. No ano do retorno, em 2015, chega a ser campeão estadual, mas é novamente rebaixado no Brasileiro. Em 2016 é bicampeão carioca, e conquista o acesso somente na última rodada. Após alguns anos na Série A, o cruzmaltino sofre uma nova queda em 2021. No mesmo ano, não conseguiu subir, no que pode ser considerado o pior ano da história do clube.

Em 2022, o Vasco transita para o modelo SAF e inicia uma reconstrução financeira e esportiva a passos lentos e instáveis, ao mesmo tempo em que assiste aos seus rivais cariocas empilharem títulos importantes. Apesar das campanhas irregulares, nos últimos campeonatos a equipe quebrou uma série de incômodos tabus contra times do G-12. Na Copa do Brasil, após eliminações vexatórias na modalidade para equipes inexpressivas em 2022 e 2023, o time transformou a disputa por pênaltis em um trunfo, chegando a 6 classificações dessa forma nos últimos 2 anos. 

Sob a gestão do ídolo Pedrinho, que rompeu com a 777 Partners e assumiu o controle do futebol do Vasco, a sua imensa torcida sonha em voltar a ser feliz, e vê uma chance de redenção pelos anos sombrios que passou nessa Copa do Brasil, na qual o time já eliminou Fluminense e Botafogo e faz final contra o Corinthians – um rival paulista que fez frente com o Vasco nos melhores anos dos dois clubes, em decisões marcadas por erros de arbitragem que favoreceram o alvinegro paulista, como impedimentos inexistentes no Mundial de Clubes de 2000 e na Libertadores de 2012, um pênalti claro não marcado em cima do atacante Élton no último encontro entre os dois times pela Copa do Brasil, em 2009. Houve ainda sucessivos erros de arbitragem ao longo do Campeonato Brasileiro de 2011, quando os dois times disputaram o título do Campeonato Brasileiro ponto a ponto e o Corinthians foi campeão na última rodada.

Os erros de arbitragem frustram a torcida do Vasco, que poderia ter uma história diferente e uma galeria de títulos muito maior se a arbitragem tivesse funcionado da maneira correta. Agora, a torcida cruzmaltina se sente mais próxima do que nunca de conquistar a tão sonhada redenção que pavimentará a estrada da reconstrução para que o Vasco recupere a sua posição de protagonista no futebol brasileiro que nunca deveria ter perdido e finalmente dê fim aos seus anos sombrios.

Brasileiros para se ficar de olho nas Olimpíadas de Inverno 2026

Brasileiros para se ficar de olho nas Olimpíadas de Inverno 2026

Quem são os atletas que podem ter os melhores resultados na Itália?

Por: Mariana Martins

Reprodução: Instagram (@nicole__silveira)

Nicole Silveira na sede das Olimpíadas de Inverno: melhor atleta do ano nos esportes no gelo

O Time Brasil está com altas expectativas para superar as campanhas anteriores em delegação e resultados nas Olimpíadas de Inverno. Nicole Silveira e Lucas Pinheiro são as duas maiores apostas para a décima participação do país no evento. Silveira compete no skeleton e vai para sua segunda Olimpíadas, enquanto Pinheiro busca fazer sua estreia com as cores do Brasil no esqui alpino. Os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão e Cortina d’Ampezzo acontecem entre os dias 6 e 22 de fevereiro, época do ano em que as temperaturas marcam perto ou abaixo de 0°C, podendo chegar a mínima de -10°C nas cidades italianas.

Melhor atleta do ano nos esportes no gelo pelo Prêmio Brasil Olímpico, Nicole Silveira, de 31 anos, é um dos principais nomes entre os atletas brasileiros que praticam esportes no gelo e na neve. Natural de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, Silveira se mudou para o Canadá com a família aos sete anos de idade. Apesar de sempre estar envolvida com o esporte, o primeiro contato com os esportes de inverno foi apenas em 2017, e com o skeleton no ano seguinte, quando estava com 23 anos. 

Desde então, ela participou dos Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing 2022, na China, quando se consolidou na modalidade. Silveira conquistou duas vezes o bronze nas etapas de PyeongChang e St. Moritz na Copa do Mundo de 2024, se tornando a primeira brasileira medalhista em um torneio de esportes olímpicos de inverno e alcançando o quarto lugar no mundial. Além de sua carreira como atleta, ela é formada em Enfermagem  e atua em sua área quando não está em temporada.

Reprodução: Instagram (@icebrasil)

Nicole Silveira durante a Copa do Mundo de Skeleton

Sua modalidade, o skeleton, é considerado um dos esportes mais radicais das Olimpíadas de Inverno. É disputado individualmente em uma pista coberta por gelo que deve ter entre 1.200 e 1.300 metros. O atleta usa um trenó e desce pela pista ganhando velocidade. Ganha quem fizer duas a quatro descidas com o menor soma dos tempos.

Reprodução: Instagram (@pinheiiiroo)

Lucas Pinheiro é o primeiro brasileiro a vencer uma etapa da Copa do Mundo

Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, é uma aposta para o Time Brasil conquistar a primeira medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno no esqui alpino. Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Pinheiro praticava futebol na infância até começar no esqui por influência do pai. Até 2023, defendeu as cores da Noruega, conquistando duas medalhas no Mundial Júnior de Esqui Alpino, somando bons resultados em etapas da Copa do Mundo e vencendo o torneio de Slalom em 2023 com seis pódios em nove oportunidades. 

Em 2024 resolveu representar o Brasil internacionalmente. Desde o retorno, Pinheiro se tornou um prodígio da sua modalidade e conquistou a primeira vitória do Brasil na Copa do Mundo FIS em novembro deste ano. Para Milano-Cortina 2026, Pinheiro chega como uma esperança de obter o melhor resultado brasileiro nos esportes de inverno.  Além de atleta, ele é DJ, e gosta de moda: é modelo e desenha roupas. 

O esqui alpino faz parte dos Jogos Olímpicos desde 1936. Atualmente as categorias são divididas entre provas de velocidade e provas de velocidade e técnica. As provas de velocidade são o downhill e o super-G, que acontecem em apenas uma rodada em pistas íngremes e o vencedor é aquele que registra o menor tempo. As provas mais técnicas são o slalom e o slalom gigante, realizadas em duas etapas e o vence quem somar o menor tempo total. Essa é a única modalidade de inverno que contou com brasileiros entre as nove participações do Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno.  

Florestas marinhas correm risco de desaparecer com aumento das mudanças climáticas

Florestas marinhas correm risco de desaparecer com aumento das mudanças climáticas

Aquecimento das águas pode levar à destruição de mais de 80% das regiões onde são encontradas espécies de sargaço

Por: Maria Luísa Fontes

                          Algas de sargaço em uma costa rochosa na Ilha Grande. Foto: Ivan Carneiro

 

Nas florestas marinhas de sargaço, a espécie que predomina é a Sargassum, alga parda comum em regiões tropicais e subtropicais. A maioria delas cresce sobre rochas na região litorânea, formando extensas florestas com alto grau de diversidade, que funcionam como berçário para peixes e invertebrados nas regiões costeiras.

O sargaço também é essencial para o processo do ciclo do carbono, pois acumula grande quantidade de biomassa, o que aumenta o estoque do carbono azul – dióxido de carbono capturado e armazenado nos ecossistemas costeiros e marinhos. Essas algas, quando depositadas nas profundezas do oceano, auxiliam no sequestro de carbono a longo prazo. As espécies de sargaço são, com isso, fundamentais na luta contra o excesso de CO2 no ambiente, um dos responsáveis pelo agravamento da crise climática.

O estudo sobre as ameaças a esses ecossistemas era somente destinado às florestas marinhas de águas frias, como as formadas por kelps, enquanto as florestas tropicais ainda eram pouco pesquisadas e praticamente ausentes das discussões globais sobre o clima. De acordo com O Relatório sobre as Ciências Oceânicas Globais, publicado pela UNESCO, em 2020, cerca de apenas 1,7% dos orçamentos nacionais de pesquisa são destinados às ciências do oceano. No Brasil, essa fração é inferior a 0,5%, expondo a falta de prioridade que as pesquisas marinhas recebem. 

Um estudo inédito de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com a Universidade de Pisa, publicado na revista científica internacional Limnology and Oceanography, apresenta os efeitos do aquecimento dos oceanos sobre as espécies de sargaço. A pesquisa combinou experimentos em laboratório, observações externas e projeções sobre o futuro desses seres. Ivan Carneiro, pesquisador do programa de pós-graduação em Ecologia da UFRJ, afirma: “Embora estudos locais já indicassem sinais de declínio, faltava uma síntese global que evidenciasse a dimensão e a urgência desse problema.”

A extinção das florestas formadas por espécies de sargaço pode acarretar na perda das interações entre os elementos de um ecossistema, como a transferência de energia e a regulação de gases. Caso não sejam feitas ações mais drásticas para frear o aquecimento global, esse biossistema corre sério risco de desaparecer, o que impacta diretamente a pesca, a biodiversidade e a regulação do clima. 

Carneiro ainda destaca que enquanto as florestas marinhas de regiões frias já contam com programas de monitoramento e medidas de conservação, as tropicais continuam praticamente negligenciadas. A previsão a longo prazo é que as florestas de sargaço vivenciem quedas expressivas da sua cobertura nas costas tropicais.

A professora Maria Teresa M. de Széchy, do Departamento de Botânica da UFRJ e coautora do estudo, ressalta que o desaparecimento das florestas de sargaço pode intensificar os desafios ambientais e sociais trazidos pelas mudanças climáticas. Esse cenário piora quando somado aos impactos causados pela ação humana sobre as zonas costeiras, o que dificulta ainda mais a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais marinhos.

Desde 2011, as espécies flutuantes Sargassum natans e Sargassum fluitans têm proliferado de forma expressiva, sendo encontradas em novas regiões, como a costa norte do Brasil. O “Grande Cinturão de Sargaço do Atlântico”, refere-se à maior quantidade já encontrada dessas algas, com volume recorde de 37,5 milhões de toneladas e mais de 8.850 km de extensão. Tendo em vista que esse evento é resultado dos impactos das mudanças climáticas, ele é prejudicial ao ambiente e gera consequências negativas para a humanidade.

Quando alcançam o litoral, as algas flutuantes morrem e, ao apodrecerem, liberam elementos sulfurados e carbônicos. Esses compostos estimulam a proliferação de bactérias,  que diminuem o oxigênio da água e causam a morte de animais marinhos, prejudicando a pesca e até mesmo a indústria do turismo. A liberação desses gases também pode gerar irritação nos olhos, no nariz e na garganta. 

A esperança dos pesquisadores era que na COP 30 fosse expandida a discussão acerca das florestas marinhas tropicais, a fim de atrair recursos e políticas voltadas à conservação desses ambientes. Esse tema foi discutido na Green Zone, levantando a questão do sargaço flutuante: “Das Marés Marrons a um Futuro Azul: Um Esforço Multilateral para Mitigar os Impactos do Grande Cinturão de Sargaço do Atlântico”.

No Pacote Azul, iniciativa que lançou propostas para a proteção e restauração dos oceanos em meio à crise climática, foram incluídas as proteções de recifes de corais, manguezais e florestas de kelps, por exemplo. No entanto, o debate acerca da proteção das florestas marinhas de sargaço não foi contemplado no documento.  A cúpula representou um avanço inegável na luta pela conservação marinha, mas que ainda não soluciona a crescente problemática do desaparecimento das regiões de sargaço.
                                      

 

Vivência e permanência estudantil: o impacto das redes de apoio na universidade

Vivência e permanência estudantil: o impacto das redes de apoio na universidade

Os vínculos criados na universidade ajudam o estudante a se manter e se desenvolver no ensino superior

Por: Maria Clara Jardim

Em meio ao aumento das discussões sobre saúde mental e permanência estudantil, alunos da Uerj têm encontrado nos laços de amizade um importante fator de estabilidade acadêmica. No campus Maracanã, grupos de convivência e trocas cotidianas em espaços como os centros acadêmicos e os halls ajudam a reduzir a sensação de isolamento e aliviar a pressão das demandas acadêmicas.

Grupo de amigos reunido em torno da estrutura “Eu ♥ UERJ”, no campus Maracanã.

   (Foto: Maria Clara Jardim)

Durante o semestre letivo, os estudantes lidam com diferentes demandas enquanto tentam equilibrar todas elas. Esse contexto costuma impactar a saúde mental dos universitários, considerando as responsabilidades e pressões que os acompanham. A necessidade de cumprir prazos e ter um bom desempenho, além de fatores como a conciliação dos estudos e trabalho, tornam a rotina ainda mais exaustiva. 

 

Esse cenário exemplifica um estudo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que revelou que cerca de 83% dos universitários já enfrentaram algum nível de sofrimento psicológico durante a vida acadêmica. Diante desse quadro, o suporte psicológico oferecido pelas instituições torna-se fundamental para a promoção de uma vida acadêmica mais saudável. Para além do apoio institucional, também é essencial que haja uma rede de apoio que funcione como amparo emocional dentro da universidade. A partir das trocas cotidianas entre amigos, os estudantes vivem momentos de lazer que ajudam a reduzir o estresse.

 

A professora do Departamento de Psicologia Clínica da Uerj, Laura Quadros, ressaltou a importância dos vínculos sociais para o aumento do desempenho dos estudantes: “O grupo pode ter essa função de fortalecer e colaborar para o enfrentamento dos desafios, pois no grupo você pode construir laços profundos e reconhecer suas qualidades através da relação com o outro”. A especialista entende que, quando o grupo compartilha de um objetivo em comum, como a busca pelo desenvolvimento acadêmico, ocorre um auxílio mútuo e amparo nas dificuldades. 

 

As reflexões da professora são confirmadas no depoimento de uma estudante de jornalismo da Uerj. Sofia Inerelli está no processo de transição do segundo para o terceiro período do curso e, mesmo no início da graduação, já lida com muitas demandas da rotina acadêmica. Ela diz que ao criar vínculos no ambiente universitário, a sua rotina se tornou menos desgastante:  “Eu tive sorte de encontrar um grupo muito legal e aberto no início da faculdade, que realmente abre espaço para que todos dividam suas ideias”. Segundo ela, ter um grupo que seja uma base de acolhimento e equilíbrio, com todas as demandas fortes da faculdade, impactou o seu emocional. “Não é um substituto da família ou de outros amigos, mas por ter um convívio diário por muitos dias, se torna o seu porto seguro de alguma forma”. 

 

Para Sofia, a rotina semelhante do grupo gera a sensação de pertencimento: “Impacta o seu psicológico porque você sabe que eles estão no mesmo barco que você […], há uma confiabilidade muito grande para você trocar algumas informações”. Além disso, Sofia acrescenta que suas amizades incentivam o seu desenvolvimento acadêmico, pois “são um suporte que acalma e traz sempre leveza”, o que auxilia na busca pelo aprendizado e novas oportunidades sem que a pressão seja extrema. A estudante conclui mostrando o principal ensinamento que observou ao conviver com seu ciclo de amigos: “Ter esse equilíbrio das demandas de tarefas e da pressão profissional futura, mas com a importância e necessidade também de relaxar e descontrair”.

Grupo de amigos celebrando aniversário em espaço da UERJ.

(Foto: Vitória Perez)

Os alunos relatam que os laços de amizade exercem papel importante na estabilidade emocional e na permanência deles na Uerj. Nesse sentido, a existência de espaços sociais que estimulem a convivência no campus torna-se fundamental. Segundo Quadros, a Universidade pode contribuir ao promover espaços culturais, programações livres e incentivar momentos de leveza em meio às obrigações acadêmicas, favorecendo o bem-estar da comunidade universitária.

Para além das iniciativas institucionais, no entanto, o fortalecimento desses ciclos acontece de forma espontânea. Como conclui a professora, “nem tudo é da ordem institucional. Há uma frase política que diz que o afeto é revolucionário, pois o afeto humaniza, aproxima e promove o encontro com nossas potências”. Para Laura, apostar na espontaneidade é permitir que o jovem possa ser quem realmente é. “Um bom grupo de amigos nos traz essa possibilidade”, acrescenta a professora.

As promessas de sucesso

As promessas de sucesso

Atletas e modalidades esportivas do Brasil para ficar de olho em 2026

Por: Eduardo Campos

O ano de 2025 está chegando ao fim. Ao longo dos últimos doze meses, alguns brasileiros ficaram em relevância pelo sucesso que obtiveram, muitos desses ganhando textos neste portal. Apresentamos um levantamento sobre possíveis sucessos brasileiros nos esportes em 2026, desde atletas individuais a esportes coletivos, para ficar de olho no próximo ano.

O principal assunto esportivo no ano que vem será a Copa do Mundo de futebol masculino. Ela vai acontecer de 11 de junho até 19 de julho, e apesar de o Brasil não ser o grande favorito a conquistá-la, a seleção pentacampeã não deve ser desrespeitada. Nomes como Vinícius Júnior, Marquinhos e Estêvão, além de um dos maiores técnicos da história, Carlo Ancelotti, irão buscar o hexa nos Estados Unidos, México e Canadá.

Reprodução: Instagram (@brasil)

Seleção brasileira em amistoso contra a Tunísia: o hexa vem?

Ano que vem também ocorrerá outra Copa do Mundo: a de tiro com arco. Ela é dividida em quatro etapas iniciais por México, China, Turquia e Espanha, e uma etapa final com os oito melhores arqueiros das primeiras etapas em local ainda não definido. A competição contará com o brasileiro top 2 do ranking mundial, Marcus D’Almeida, vice-campeão em 2014, campeão em 2023 e terceiro lugar em 2024.

Outro torneio de grande expectativa é o Pan-Americano de Ginástica Artística e Rítmica no Rio de Janeiro. O Brasil é um dos grandes favoritos nas duas categorias, juntamente com os Estados Unidos. O principal destaque fica por conta da volta de Rebeca Andrade, que se ausentou das competições em 2025 para preservar seu corpo. Ricardo Resende, diretor-geral da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), afirmou que buscará sediar, em um futuro próximo, o Mundial.

Reprodução: Instagram (@flavialopessaraiva)

Equipe feminina de ginástica artística, bronze na prova por equipes nas Olimpíadas de 2024

Além dos eventos esportivos já mencionados, existem outras modalidades com seus calendários habituais em que os brasileiros podem se destacar. No tênis de mesa, Hugo Calderano quer manter seu título da Copa do Mundo e buscar o segundo lugar no ranking mundial. Já no tênis, João Fonseca busca ganhar mais títulos e subir posições no ranking da ATP, enquanto Bia Haddad Maia busca recuperação após um ano conturbado. Na Fórmula 1, Gabriel Bortoleto espera superar seu ano de estreia na categoria com mais experiência e um carro novo. No skate, a atual campeã mundial Rayssa Leal quer manter seu título da SLS pelo quinto ano seguido. Por fim, Caio Bonfim e Maria Clara Pacheco, da marcha atlética e do taekwondo, que ganharam o Prêmio Brasil Olímpico em 2025, buscam continuar seus bons desempenhos para, quem sabe, serem novamente os vencedores da premiação em 2026.

Brasil nas Olimpíadas de Inverno: como foram as participações?

Brasil nas Olimpíadas de Inverno: como foram as participações?

País está a caminho da décima participação nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2026

Por: Mariana Martins

Reprodução: Instagram (@icebrasil)

Time brasileiro de bobsled na sede das Olimpíadas de Inverno Milano-Cortina 2026

Em 2026, o Brasil vai dar continuidade a uma história que começou em 1992: pela décima vez seguida, haverá uma delegação brasileira competindo nos Jogos Olímpicos de Inverno. O evento esportivo que reúne modalidades disputadas no gelo e na neve acontece entre os dias 6 e 22 de fevereiro do ano que vem, com sede em  Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália. 

Para essa edição, o Brasil busca superar as campanhas anteriores em termos de delegação e resultados. Para isso, a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) investiu em estratégias para aproximar os atletas brasileiros às melhores condições de treinamento, como uso de instalações no exterior, intercâmbios e programas de incentivo para jovens competidores. Tudo que está sendo feito nesse ciclo é resultado de 33 anos de trabalho, que começou com sete atletas no esqui alpino em Albertville 1992.

Foto de Divulgação/CBDN

Delegação brasileira da abertura das Olimpíadas de Inverno Albertville 1992

A primeira participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno foi resultado da criação da Associação Brasileira de Ski (ABS) em 1989, o que tornou o país apto a participar do evento. A convite da Federação Internacional de Esqui (FIS), o Brasil levou seis homens e uma mulher para a cidade da França. Compuseram a estreia brasileira Christian Lothar Munder, Robert Scott, Hans Egger, Fabio Igel, Marcelo Apovian e os irmãos Sergio Schuler e Evelyn Schuler. O melhor resultado foi o de Evelyn Schuler: 40ª no slalom gigante. 

Nas edições de 1994 e 1998, apenas um atleta representou o Brasil. Em Lillehammer 1994, Christian Lothar Munder disputou o esqui alpino downhill em sua segunda Olimpíadas de Inverno. Quatro anos depois, Marcelo Apovian voltou à competição em Nagano, no Japão. Apovian competiu no esqui alpino, e atualizou o então melhor resultado brasileiro: conseguiu a 37º no Super G. 

Em uma edição marcada por estreias, a edição de Salt Lake City teve 10 atletas brasileiros em quatro modalidades diferentes. A introdução de esportes de gelo permitiu a participação da equipe brasileira no 4-man do bobsled: Renato Mizoguchi e Ricardo Raschini no luge, Franziska Becskehazy e Alexander Penna no esqui cross-country além de Nikolai Hentsch e Mirella Arnhold. Mais uma vez houve melhora nos resultados: o conjunto do 4-man bobsled conquistou a 27º colocação. 

Na última vez em que a Itália sediou os Jogos Olímpicos de inverno, o Brasil obteve um resultado histórico: Isabel Clark garantiu a nona colocação na prova de snowboard cross em Turim 2006. Nikolai Hentsch e Mirella Arnhold seguiram representando o Time Brasil e houve a estreia de Jaqueline Mourão no esqui cross-country com Hélio Freitas. O conjunto de 4-men bobsled também participou dessa edição entre os esportes no gelo. 

Reprodução: Instagram (@isabelclarksnow)

Isabel Clark disputando as Olimpíadas de Inverno de Vancouver 2010

Em Vancouver 2010, a delegação contou com cinco atletas de neve. Os estreantes Johnathan Longhi e Maya Harrisson disputaram no esqui alpino. Jaqueline Mourão foi novamente convocada para o esqui cross-country, ao lado de Leandro Ribela. Isabel Clark garantiu o melhor resultado brasileiro na edição ao ficar na 19º posição no snowboard. 

Foi estabelecido em 2014 o recorde de delegação: 13 atletas em sete modalidades para a edição sediada em Sochi, na Rússia. O Brasil estreou em quatro esportes, com Jaqueline Mourão no biatlo, Josi Santos no esqui estilo livre, Isadora Williams na patinação artística e Fabiana Santos e Sally Mayara no bobsled 2-women. Entre as categorias em que já havia participado, o Time Brasil seguiu com os mesmos representantes no esqui alpino e no esqui cross-country: Johnathan Longhi e Maya Harrisson e Jaqueline Mourão junto a  Leandro Ribela. O conjunto brasileiro de 4-men bobsled retornou às Olimpíadas e, mais uma vez, Isabel Clark foi a melhor brasileira na edição. 

Em PyeongChang 2018, na Coreia do Sul, o melhor desempenho brasileiro foi na patinação artística: Isadora Williams ficou em 24º colocação, e se tornou a primeira sul-americana a avançar para uma disputa por medalha na categoria feminina. Além dela, Michel Macedo e Isabel Clark disputaram o snowboard e Jaqueline Mourão foi convocada mais uma vez ao lado de Victor Santos. No gelo, as equipes de 2-men e 4-men no bobsled se classificaram.

Reprodução: Instagram (@brasilnaneve)

Delegação brasileira na cerimônia de abertura de Beijing 2022

Em 2022, Nicole Silveira fez sua estreia olímpica no skeleton e Sabrina Cass no moguls do esqui estilo livre. A cidade de Beijing, na China, também recebeu Jaqueline Mourão, Eduarda Ribera e Manex Silva no esqui cross-country. O bobsled obteve os melhores resultados da edição: classificou os conjuntos de 2-men e 4 men, garantindo top 20 com o quarteto. Além disso, Nicole Silveira ficou com a 13º colocação no skeleton feminino.  

A menos de 100 dias para Milano-Cortina 2026, a delegação brasileira segue atrás de vagas, que serão confirmadas até 18 de janeiro. As classificações podem ser conquistadas em mais de metade dos esportes através de etapas da Copa do Mundo e pontuações no ranking mundial para, quem sabe, o Brasil superar o recorde de delegação de Sochi 2014. 

Sesc RJ Flamengo: um começo avassalador

Sesc RJ Flamengo: um começo avassalador

Clube venceu todas as partidas no início da Superliga Feminina

Por: Murilo Soares

Foto: Reprodução (Carolina Scotton)

A temporada 2025/26 da Superliga Feminina começou no dia 20 de outubro, e por enquanto, apresenta uma equipe com 100% de aproveitamento: o Sesc RJ Flamengo. O que explica a boa fase do time carioca? 

Comandado por Bernardinho, técnico multicampeão por onde passou, o Sesc RJ Flamengo manteve a base da temporada passada, permanecendo com 10 atletas, e se reforçando com outras cinco: as levantadoras Giovana e Vivian, a oposta Tainara, a ponteira americana Simone Lee e a central sérvia Masa Kirov. Apostando em uma mescla de atletas experientes e jovens, o clube venceu seus 7 jogos no torneio, perdendo apenas 2 sets na vitória contra o Gerdau Minas por 3 x 2. Com um jogo a menos que a maior parte das equipes adversárias, as flamenguistas ocupam a 2ª posição com 20 pontos em 7 jogos. O Gerdau Minas lidera a competição com 21 pontos em 8 jogos.

Atleta da seleção brasileira, Tainara contou à AJ sobre a estabilidade do Sesc: “Bom, eu acho que a constância vem do treinamento, se a gente treina muito, a gente consegue aplicar melhor no jogo, e acho que é reflexo do que a gente faz no dia a dia mesmo. Obviamente que nenhum jogo na Superliga é fácil, mas se a gente impuser o nosso ritmo e fizer o que a gente treina diariamente, a gente consegue se sair bem.”

Foto: Reprodução (Carolina Scotton)

Tainara em entrevista à AJ após vitória contra o Brasília

O clube que firmou a parceria entre o Flamengo e o Sesc-RJ em 2020, visa a se tornar uma referência mundial no esporte, buscando disputar e vencer o Mundial de Clubes. Maior campeão do voleibol brasileiro com 36 títulos, incluindo 12 Superligas, o Sesc RJ Flamengo também quer voltar a vencer o torneio nacional após sua última conquista: o título de 2016/17. A próxima partida do time carioca na competição é contra o Sesi-Bauru em São Paulo, na sexta-feira (5), às 21h. 

Emoção até a última volta

Emoção até a última volta

Fórmula 1 entra em sua última corrida no ano com três pilotos na disputa pelo título

Por: Eduardo Campos

A Fórmula 1 de 2025 está se despedindo sem ainda conhecer o seu campeão. No próximo domingo (7), ocorrerá nos Emirados Árabes Unidos o último GP de uma temporada inesquecível. Repleta de surpresas e reviravoltas, ela ainda nos guarda um último capítulo de tirar o fôlego: a definição do título. O britânico Lando Norris, o holandês Max Verstappen e o australiano Oscar Piastri disputam ponto a ponto quem será o campeão. 

Desde o início do mundial, Norris e Piastri foram considerados os favoritos pelo excelente carro da McLaren. O atual tetracampeão Verstappen corria por fora por conta do seu talento, já que o carro da Red Bull sofreu com muitos problemas. O tempo foi passando, com o britânico e o australiano lutando ponto a ponto pela liderança. No entanto, após alterações no carro da McLaren e fases ruins dos dois pilotos, o holandês cresceu na disputa, conquistando pontos importantes e ultrapassando Piastri na classificação.

É com esse cenário que chegamos ao GP de Abu Dhabi: o líder Lando Norris tem 408 pontos, Max Verstappen tem 396 e Oscar Piastri tem 392. Para o título do britânico, basta ele ficar na frente dos outros dois ou torcer para Verstappen terminar no máximo em 4° e Piastri no máximo em 3°. O holandês precisa ganhar a corrida e torcer para que Norris termine no máximo em 4°, enquanto o australiano também necessita vencer o GP e torcer para Norris chegar no máximo em 6°.

Reprodução: Instagram (@F1)

Norris, à esquerda, Verstappen, ao centro, e Piastri: quem será o campeão?

A última vez em que uma temporada de Fórmula 1 foi tão acirrada ocorreu em 2021, justamente o primeiro título de Verstappen. O piloto da Red Bull disputou a liderança até o final contra o britânico Lewis Hamilton, à época na Mercedes, conseguindo uma ultrapassagem em cima do próprio Hamilton na última volta na mesma Abu Dhabi para ganhar o campeonato.

Para além da disputa pelo título, é necessário destacar que a Fórmula 1 contou com um brasileiro no grid após muitos anos. Gabriel Bortoleto, piloto da Sauber, estreou na elite do automobilismo após ser campeão da Fórmula 2 em 2024. Em seu primeiro ano na elite, Gabriel teve um início conturbado, mas mostrou competência para se recuperar e ganhar 19 pontos, tendo como melhor resultado um 6° lugar no GP da Hungria. No próximo ano, com a mudança de Sauber para Audi e provavelmente com um carro melhor, o brasileiro deve evoluir na categoria e superar a 19ª posição na classificação geral.

Reprodução: Instagram (@gabrielbortoleto_)

Gabriel Bortoleto no GP de São Paulo acena para a torcida

Nesse último GP, as luzes vão se acender às 10h, com transmissão da Band para todo o Brasil. Chegou a hora da decisão!

Novo bar em Vila Isabel explora o que tem de melhor na vida boêmia do bairro

Novo bar em Vila Isabel explora o que tem de melhor na vida boêmia do bairro

Localizado no Boulevard 28 de setembro, Patota Bar & Restaurante explora o samba e o futebol enquanto enfrenta os desafios de se estabelecer na região 

Por Laura de Sousa e Silva dos Santos

                                          Patota Bar & Restaurante. Foto: Laura de Sousa e Silva dos Santos

 

O bairro Vila Isabel é conhecido pela sua vasta história e cultura. Localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, o lugar é marcado pela música, pelo futebol, pela boêmia e pela comunidade. Além da escola de samba Unidos de Vila Isabel e do estádio de futebol Maracanã, a região também concentra uma grande quantidade de bares tradicionais, o que intensifica a vida noturna do bairro.

 

No dia 15 de setembro deste ano, Vila Isabel deu as boas-vindas a mais um estabelecimento que intensificará a vida boêmia do lugar: Patota Bar & Restaurante, localizado na rua 28 de setembro. O sócio-operador do espaço, André Costa comentou um pouco sobre a ideia de abrir o bar na região: “É um bar ligado à música, alguns dos sócios que já eram do bar tentaram reabrir com uma nova marca, uma nova proposta. Com música, samba, tudo a ver com Vila Isabel. Petiscos tradicionais e essas coisas”.

 

Cultura do samba

André comentou que como diferencial de outros restaurantes do bairro, o ambiente traz música, especialmente o samba, para entreter os clientes. Ele relatou que o estabelecimento busca contratar músicos do próprio bairro para tocarem no lugar: “São artistas menos conhecidos, que precisam de um espaço para tocar. É isso que a gente pensa, trazer pessoas do bairro, artistas do bairro que estejam aqui e que queiram o seu espaço para tocar. E que a gente possa ter uma troca’.

 

Cultura do futebol

O sócio-operator afirmou que o bar busca agradar os torcedores de futebol que costumam acompanhar os jogos que acontecem no Maracanã. As torcidas que costumam marcar presença no lugar são as do Flamengo e do Fluminense, justamente por já serem do estádio, porém André comentou que quando o Botafogo e o Vasco jogam no bairro, alguns dos entusiastas desses dois times também marcam presença.

Para atender a esse público lunático por futebol, ele descreveu como o estabelecimento se prepara para receber esse público: “A gente contrata mais gente, a gente se prepara, faz um cardápio mais enxuto para poder atender melhor. A gente faz todo um planejamento de número de pessoas, a gente se planeja para atender esse público”.

 

Público-alvo

André comentou que quando se abre um negócio, a primeira coisa que se pensa é no público em volta, e ele explicou quem o restaurante busca alcançar: “O nosso público-alvo é o morador, pessoal do hospital, pessoal que trabalha aqui em volta e o pessoal da Uerj. Tanto os professores, quanto os diretores, estudantes. A gente quer ter opção para todas essas pessoas”.

 

Para os alunos da Uerj, o sócio-operador afirmou que o estabelecimento planejou um cardápio um pouco mais em conta pensando nesse grupo.

 

Importância do espaço 

 

Um restaurante desse porte em um bairro como o de Vila Isabel ajuda a perpetuar a vida noturna tão popular na região, e André reconhece isso: “Eu acho bastante importante porque Vila Isabel está um pouco degradada, está um pouco sozinha. A gente está investindo aqui, a gente está apostando em resgatar algumas coisas aqui de Vila Isabel“.

 

O bar que se encontrava anteriormente ali, Boteco Mané, fechou por conta de problemas na gestão, algo que o sócio-operador já afirmou que não será um problema para o Patota Bar & Restaurante. O que se apresenta como um problema são os desafios constantes que todo morador da região enfrenta: a violência e a decadência do bairro. “A decadência vem da Zona Norte, com o crescimento da violência. Então muita gente migrou para outros lugares. Esse é um fenômeno desde o final da década de 80 para 90. A violência cresceu, as pessoas se sentem inseguras”, lamentou André.

O sucesso de espaços como o Patota Bar & Restaurante ajuda a dar força a um espaço tão rico culturalmente e popular como Vila Isabel, e que problemas como a violência podem até passar a ser rotina, mas não podem parar a vida dos moradores. “É uma preocupação constante, mas faz parte. Infelizmente, o Rio de Janeiro normalizou a violência”, ele lamentou.

 

Expectativa

Com dois meses e meio de funcionamento, André já consegue ter uma perspectiva sobre o futuro do lugar: “Minha expectativa é de ter um movimento constante, com boa música, com um grupo bom, que venha gostar do atendimento, que faça um giro interessante. Para a gente poder ter o retorno do investimento”.

Mundial de Handebol 2025 começa para o Brasil

Mundial de Handebol 2025 começa para o Brasil

Seleção brasileira enfrenta Cuba, República Tcheca e Suécia na primeira fase, em Stuttgart, Alemanha

Por: Lívia Martinho

O Mundial de Handebol Feminino 2025 já começou, e o Brasil iniciou sua trajetória nesta quinta-feira (27) pela primeira rodada do Grupo G, com uma vitória por 41 a 20 diante de Cuba. A 27ª edição, que vai até 14 de dezembro, reúne as principais seleções do mundo na Alemanha e nos Países Baixos (antiga Holanda). 

Na primeira fase, as 32 seleções são divididas em oito grupos, e as três melhores de cada chave avançam para a Main Round. Nessa etapa, as seleções enfrentam três novas equipes e  as duas melhores de cada chave da Main Round avançam para as quartas de final, iniciando o mata-mata até as semifinais e a final.

Os próximos jogos da seleção brasileira serão no dia 29 de novembro (sábado) contra a República Tcheca e 1º de dezembro (segunda-feira) contra a Suécia, ambos em Stuttgart, Alemanha. Caso avance, a equipe seguirá para Dortmund na fase seguinte e, posteriormente, para Roterdã, sede das semifinais e da final.

Reprodução: Instagram/@cbhb1

Para o Mundial, o técnico Cristiano Rocha convocou 18 jogadoras. A lista reúne atletas que atuam majoritariamente na Europa, com apenas uma jogadora atuando no Brasil: Jamily Félix (Clube Português). 

Entre as jogadoras experientes, Alexandra Nascimento destaca-se pelo retorno histórico. Com 44 anos, a jogadora disputa seu oitavo Campeonato Mundial (2003, 2005, 2007, 2011, 2013, 2015, 2019 e 2025). Eleita a Melhor Jogadora do Mundo em 2012, integrou a equipe campeã mundial em 2013 e soma 415 jogos pela seleção.  Além dela, entre os principais nomes estão Bruna de Paula, uma das referências ofensivas da equipe; Patricia Matieli, jogadora fundamental na construção do jogo; e Gabriela Moreschi, goleira experiente que atua na Romênia.

Lista de convocadas:

Pivôs: Marcela Arouinian (Saint Amand Handball PH – FRA); Milena Maria (Szombathely – HUN) e Sabryne Santos (São Pedro do Sul – POR).

Centrais: Jhennifer Lopes (Saint Amand Handball PH – FRA); Maria Grasielly (Gurpea Beti-Onak – ESP) e Patricia Matieli (MKS Zaglebie Lubin – POL).

Armadoras: Bruna de Paula (Györ Audi ETO KC – HUN); Gabriela Bitolo (Tus Metzingen – ALE); Giulia Guarieiro (Thüringer HC – ALE); Kelly Rosa (Dunaujvaros Kohász KA – HUN); Mariane Fernandes (MKS Zaglebie Lubin – POL) e Micaela Rodrigues (BM Bera Bera – ESP).

Pontas-esquerdas: Jamily Felix (Clube Português – BRA) e Larissa Fais (CSM Corona Brasov – ROU)

Pontas-direitas: Alexandra Nascimento (Handball Erice – ITA) e Jéssica Quintino (CSM Baia Mare – ROU).

Goleiras: Gabriela Moreschi (CSM Bucharest – ROU) e Renata Arruda (Gloria Bistrita – ROU).

No dia 22 de dezembro de 2013, o Brasil conquistou o Campeonato Mundial pela primeira vez e única vez ao derrotar a Sérvia por 22 a 20. Nessa edição, ganhou os nove jogos que disputou e tornou-se a segunda nação não europeia (após a Coreia do Sul) e primeira da América a conquistar o título na história do torneio.

Além disso, o Brasil conquistou seis medalhas de ouro de forma consecutiva nos Jogos Pan-Americanos, incluindo o hexacampeonato em Lima 2019. Já nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, o Brasil fez sua melhor campanha, terminando em 5º lugar após ser eliminado pelos Países Baixos (antiga Holanda) nas quartas de final.

No Mundial que ocorreu na Espanha em 2021, a seleção brasileira enfrentou uma eliminação nas quartas de final para a Noruega, que terminaria campeã. Já na edição de 2023, a seleção fechou sua participação com quatro vitórias e duas derrotas, avançou à Main Round (fase em que as equipes classificadas levam apenas os pontos conquistados contra outras seleções que também avançaram e passam a jogar apenas contra as que ainda não enfrentaram), mas acabou eliminada antes das quartas.

Reprodução: Instagram/@jamily_felix_88

Entre as novidades desta edição está a estreia de Jamily Félix em um Mundial. Em entrevista à AJ, a ponta-esquerda do FMO/Português falou sobre a importância desse momento na carreira: “Disputar meu primeiro Mundial é a realização de um sonho que carrego desde quando comecei no handebol. Representar o Brasil neste nível é uma honra enorme e um marco na minha carreira.”

Sobre sua preparação para o torneio, Jamily destaca: “A preparação tem sido muito intensa e focada. Trabalho para chegar na melhor forma, física e mentalmente, sempre buscando evolução e ajustando detalhes.”

Por fim, Jamily revelou suas expectativas para o Mundial: “Quero ajudar a equipe no que for preciso, competir em alto nível e mostrar a força do handebol brasileiro.”

As partidas da Seleção Brasileira terão transmissão pelo SporTV, na TV por assinatura, e pela CazéTV, no YouTube.