A ascensão dos esportes ‘esquecidos’
Ginástica rítmica, tênis de mesa e tiro com arco ganham destaque e viram promessas de medalhas na próxima Olimpíada
Por: Eduardo Campos
Faltando menos de três anos para o início das Olimpíadas de Los Angeles em 2028, as projeções de medalhas para o Brasil já começaram a ser feitas. Algumas são mais previsíveis, em esportes que nosso país já é tradicional, como o futebol, o vôlei, o atletismo… Contudo, ao longo desse ciclo olímpico, certas modalidades estão se destacando e surgindo como possíveis conquistas inéditas. São elas: a ginástica rítmica, o tênis de mesa e o tiro com arco.
O esporte com o destaque mais recente é a ginástica rítmica. No campeonato mundial ocorrido em solo nacional dos dias 20 a 24 de agosto, o conjunto brasileiro conquistou duas medalhas de prata inéditas: uma na prova de conjunto geral e uma na série mista. Resultados melhores do que os obtidos nas Olimpíadas de 2024, em que o Brasil terminou na nona posição.
Foto: Ivan Carvalho/CBG

Enquanto isso, no tênis de mesa, o fenômeno Hugo Calderano chega confiante e pronto para alcançar um pódio olímpico pela primeira vez, após terminar em quarto nas Olimpíadas de 2024. Campeão da Copa do Mundo de Tênis de Mesa e vice-campeão do Campeonato Mundial de Tênis de Mesa, o carioca também briga por medalha nas duplas mistas com Bruna Takahashi.
Foto: Abelardo Mendes JR/Calderano TM

Por fim, destaque para o tiro com arco e Marcus D’Almeida. Terceiro colocado do ranking mundial de arco recurvo, foi eliminado nas oitavas de final das Olimpíadas de 2024 para o medalhista de ouro Kim Woo-jin, da Coreia do Sul. Em 2025, Marcus conquistou a prestigiada Copa do Mundo de Tiro com Arco Antália, na Turquia, e tem expectativas altas para Los Angeles.
Foto: Wander Roberto/COB

Ao analisar o bom desempenho brasileiro recente nessas modalidades, algumas dúvidas são levantadas: os investimentos feitos em esportes de menos destaques são compatíveis com seus sucessos esportivos? A ascensão deles é algo passageiro ou duradouro? Existe um incentivo para praticar esses esportes?
Com o objetivo de responder a essas perguntas, algumas informações foram coletadas para saber o panorama atual desses esportes. Percebe-se que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e o governo federal estão interessados na manutenção desse sucesso. Através do Bolsa Atleta, o Ministério do Esporte fornece cerca de R$ 4 mil para atletas olímpicos e paralímpicos e R$ 16 mil para atletas pódio. Enquanto isso, o COB fez repasses de R$ 225 milhões de reais para as confederações olímpicas no ano passado, valor distribuído em função do desempenho esportivo de cada modalidade, como medalhas nas Olímpiadas e em Mundiais.
As performances recentes sinalizam que o Brasil não pode ser resumido a apenas alguns esportes já conhecidos do grande público. O investimento feito em modalidades menos badaladas é válido, provando-se um sucesso a cada dia que passa, com novas conquistas que trazem mais visibilidade para o cenário esportivo brasileiro no geral.




