Skate: liberdade e expressão sobre rodas

Skate: liberdade e expressão sobre rodas

Com manobras e estilo próprio, skate domina cidades e transforma ruas em palcos

Por: Lívia Martinho

Enquanto muitos veem apenas uma prancha de madeira com rodas, milhões enxergam liberdade, resistência e cultura. No Brasil, cerca de 9 milhões de pessoas praticam skate, segundo a Confederação Brasileira de Skateboarding (CBSk). O esporte chegou ao país nos anos 1960 e 1970, no Rio de Janeiro, e rapidamente se espalhou por calçadas, ruas e praças das cidades.

 

Antes da estreia olímpica o país já revelava grandes nomes no skate, como Sérgio Negão, Bob Burnquist, Sandro Dias (o Mineirinho) e Letícia Bufoni, entre outros. Hoje, o país soma cinco medalhas olímpicas no esporte. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, Rayssa Leal e Kelvin Hoefler conquistaram a prata na categoria street, enquanto Pedro Barros ficou com a prata na categoria park. Já nos Jogos Paris 2024, Rayssa Leal garantiu o bronze no street e Augusto Akio conquistou o bronze no park.

 

O que começa como lazer transforma-se em muito mais: o skate é arte, estilo e expressão. Durante muito tempo, os skatistas foram vistos como desarrumados e  desleixados. Mas, ao usar corrimãos, rampas e pistas improvisadas, eles conquistaram um estilo próprio e transformaram a cidade em palco.

 

Em entrevista para AJ, Duda Ribeiro, promessa brasileira da categoria street, contou um pouco sobre como o skate influencia no seu estilo e na sua forma de se expressar: “O skate influencia muito o meu estilo e como me expresso, ele me ensinou a ser mais autêntica. No skate, não há regras rígidas sobre como se vestir ou como se comportar. A gente usa o que é confortável e o que nos faz sentir bem.”

 

(Imagem via @dudaribeirosk8)

 

Marcas como Vans, Converse e Drop Dead se consolidaram como símbolos do skate e seus praticantes, enquanto estilos musicais como hip hop e rap ajudaram a formar sua identidade. E na moda, peças como calças largas, tênis irados, estampas xadrez, moletons com capuz e bonés marcaram o visual que atravessou gerações e segue influente até hoje.

 

“O skate é a minha respiração. É nele que eu brinco, crio, me sinto feliz, inteira, me sinto eu.” — Rayssa Leal, medalhista olímpica.

 

(Imagem via @rayssalealsk8)

 

Com manobras e estilo único, o skate consolidou-se como expressão cultural e social. Influenciando moda, música, arte e transformando vidas, o esporte inspira novas gerações a ocupar e transformar as ruas.

 A ascensão dos esportes ‘esquecidos’

A ascensão dos esportes ‘esquecidos’

Ginástica rítmica, tênis de mesa e tiro com arco ganham destaque e viram promessas de medalhas na próxima Olimpíada

Por: Eduardo Campos

Faltando menos de três anos para o início das Olimpíadas de Los Angeles em 2028, as projeções de medalhas para o Brasil já começaram a ser feitas. Algumas são mais previsíveis, em esportes que nosso país já é tradicional, como o futebol, o vôlei, o atletismo… Contudo, ao longo desse ciclo olímpico, certas modalidades estão se destacando e surgindo como possíveis conquistas inéditas. São elas: a ginástica rítmica, o tênis de mesa e o tiro com arco.

O esporte com o destaque mais recente é a ginástica rítmica. No campeonato mundial ocorrido em solo nacional dos dias 20 a 24 de agosto, o conjunto brasileiro conquistou duas medalhas de prata inéditas: uma na prova de conjunto geral e uma na série mista. Resultados melhores do que os obtidos nas Olimpíadas de 2024, em que o Brasil terminou na nona posição.

Foto: Ivan Carvalho/CBG

Enquanto isso, no tênis de mesa, o fenômeno Hugo Calderano chega confiante e pronto para alcançar um pódio olímpico pela primeira vez, após terminar em quarto nas Olimpíadas de 2024. Campeão da Copa do Mundo de Tênis de Mesa e vice-campeão do Campeonato Mundial de Tênis de Mesa, o carioca também briga por medalha nas duplas mistas com Bruna Takahashi.

 

Foto: Abelardo Mendes JR/Calderano TM

Por fim, destaque para o tiro com arco e Marcus D’Almeida. Terceiro colocado do ranking mundial de arco recurvo, foi eliminado nas oitavas de final das Olimpíadas de 2024 para o medalhista de ouro Kim Woo-jin, da Coreia do Sul. Em 2025, Marcus conquistou a prestigiada Copa do Mundo de Tiro com Arco Antália, na Turquia, e tem expectativas altas para Los Angeles.

Foto: Wander Roberto/COB

Ao analisar o bom desempenho brasileiro recente nessas modalidades, algumas dúvidas são levantadas: os investimentos feitos em esportes de menos destaques são compatíveis com seus sucessos esportivos? A ascensão deles é algo passageiro ou duradouro? Existe um incentivo para praticar esses esportes? 

Com o objetivo de responder a essas perguntas, algumas informações foram coletadas para saber o panorama atual desses esportes. Percebe-se que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e o governo federal estão interessados na manutenção desse sucesso. Através do Bolsa Atleta, o Ministério do Esporte fornece cerca de R$ 4 mil para atletas olímpicos e paralímpicos e R$ 16 mil para atletas pódio. Enquanto isso, o COB fez repasses de R$ 225 milhões de reais para as confederações olímpicas no ano passado, valor distribuído em função do desempenho esportivo de cada modalidade, como medalhas nas Olímpiadas e em Mundiais.

As performances recentes sinalizam que o Brasil não pode ser resumido a apenas alguns esportes já conhecidos do grande público. O investimento feito em modalidades menos badaladas é válido, provando-se um sucesso a cada dia que passa, com novas conquistas que trazem mais visibilidade para o cenário esportivo brasileiro no geral.

Vôlei feminino brasileiro: Elisângela fala sobre reformulação da seleção, Bernardinho, Zé Roberto e futuro da seleção.

Vôlei feminino brasileiro: Elisângela fala sobre reformulação da seleção, Bernardinho, Zé Roberto e futuro da seleção.

Seleção vive fase de mudança, mesclando jovens promessas e jogadoras experientes para manter o Brasil no topo.

Por: João Pedro Marins

O vôlei feminino brasileiro atravessa mais uma fase de renovação. Após quase duas décadas de conquistas históricas, a seleção busca se reconstruir, apostando em jovens talentos sem abrir mão da experiência de nomes consagrados. Essa transição foi visível na convocação para a Copa do Mundo de vôlei feminino que ocorre na Tailândia. 

Uma reformulação semelhante ocorreu no final dos anos 90 e início dos anos 2000, com a chegada do Bernardinho e a troca por Zé Roberto Guimarães.

Crédito: Fotos/ Pedro Ugarte

Elisângela comemorando vitória

Elisângela Oliveira, ex-oposta da seleção brasileira, viveu de perto o período de transição entre Bernardinho e Zé Roberto Guimarães. Medalhista olímpica em Sydney 2000, ela relembra como cada treinador marcou sua carreira, analisa o atual momento da equipe e relembra a reformulação dos anos 90 e 2000

“Eu acho que a mudança no voleibol começou na Olimpíada de Atlanta, em 96, com a chegada do Bernardinho. A seleção começou a subir no pódio, revelou grandes jogadoras e o feminino passou a ficar mais em evidência, até maior do que o masculino, que tinha sido campeão em 92. Além disso, naquela época havia uma rivalidade enorme com Cuba, algo que até hoje não se repetiu”, recorda à AJ.

A ex-jogadora também lembra á AJ da emoção de conquistar uma medalha olímpica. “Assistir a Barcelona 92 me motivou a querer jogar uma Olimpíada. Eu queria ganhar. Não consegui o ouro, mas conquistei uma medalha. Quando você volta ao Brasil e vê as pessoas vibrando com você, entende a dimensão do que conquistou. Até hoje, quando me apresento em projetos, digo: eu sou medalhista olímpica. Estar numa Olimpíada é o ápice, o momento mágico de qualquer atleta.”

Sobre as diferenças entre Bernardinho e Zé Roberto, ela resume á AJ: “São pessoas muito diferentes, mas dois vitoriosos, dois dos maiores treinadores do mundo. Trabalhar com eles foi prazeroso, cada um acrescentou algo na minha vida. Tenho lembranças muito boas e sou grata a Deus por ter jogado duas Olimpíadas com esses dois feras.”

Atenta ao momento atual da seleção, Elisângela avalia que o ciclo olímpico é um dos mais desafiadores. “Hoje a equipe está mais enxuta, sentimos a falta de jogadoras de referência como a Ana Cristina. Antigamente a gente tinha três, quatro ponteiras no nível. Então hoje a Ana Cristina saindo, não que não tenha outras jogadoras, há mas do nível dela eu acho que ainda não temos. Tem as outras jogadoras que são mais de composição, mais de passe, mais atacar, bloquear, a altura dela, a experiência, né? Que apesar de nova, já estava jogando há bastante tempo fora. Hoje nossa seleção está muito mais enxuta. A maior liderança é a Gabi, mas precisamos de mais nomes de peso, especialmente na posição de oposta”. 

A ex-jogadora também alertou á AJ sobre a necessidade urgente de o Brasil rever o processo formador das jogadoras. “O Brasil deixou de investir na base, e isso reflete nos resultados. É urgente olhar para projetos sociais e formação.”

Créditos: Fotos/ Vôlei BC

Elisangela Oliveira nos dias atuais.

Fora das quadras, ela segue envolvida com o vôlei. “Me dediquei mais de 20 anos ao esporte e hoje trabalho em projetos sociais. Atendo a 300 crianças em Itajaí e estou montando outro em Londrina, minha terra natal. A mensagem que deixo para as jovens é treinar, se dedicar, cuidar da alimentação e do sono. O tempo passa rápido, então aproveitem cada minuto, cada campeonato, porque passa voando”, disse a ex-jogadora à AJ.

A seleção está em busca do ouro inédito da copa do mundo e está no rumo das olimpíadas de Los Angeles 2028. 

Conheça as brasileiras que trouxeram a prata no Mundial de Ginástica Rítmica

Conheça as brasileiras que trouxeram a prata no Mundial de Ginástica Rítmica

‘A medalha chegou, mas vamos continuar buscando. Agora queremos uma de ouro, depois mais três de ouro, a olímpica. Com ou sem a medalha no peito, a gente vai trabalhar muito para os próximos objetivos’

Por: Livia Bronzato

Apresentando-se na modalidade três bolas e dois arcos, ao som de Evidências, a equipe feminina brasileira conquistou a prata na prova geral, atrás apenas da equipe japonesa. Treinada pela Camila Ferezin, a seleção brasileira de ginástica rítmica é composta por cinco jovens: Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Sofia Madeira Pereira e Nicole Pircio.

Crédito: Divulgação/Confederação Brasileira de Ginástica

 

Todas moram juntas e treinam oito horas por dia, majoritariamente na sede da Confederação Brasileira de Ginástica, em Aracaju. Segundo Camila, a convivência traz uma sincronia única, transformando-as em uma família, que compartilha o mesmo desejo e disciplina. 

 

O grupo também foi finalista da modalidade Final 5 fitas e terminou em sexto lugar. “É a primeira vez que conseguimos duas finais em um Mundial. Vamos chegar ao hotel e acabou rede social, é colocar a cabeça no travesseiro e começar do zero. Acreditamos que faremos séries melhores ainda e fazer história pelo Brasil”, diz Nicole.

 

A 41ª edição do evento, em sua primeira vez na América do Sul, foi sediada na cidade do Rio de Janeiro. A competição aconteceu entre os dias 20 e 24 de agosto, na Arena Carioca 1, localizada no Parque Olímpico (Barra Olímpica).

 

Maria Eduarda Arakaki

 

Crédito: Instagram/dudaarakaki

Duda visitando o Cristo Redentor

 

A capitã da Seleção iniciou sua história na ginástica com apenas 6 anos de idade, participando de campeonatos regionais durante a juventude. Atualmente com 22 anos, conquistou três ouros no Pan-Americano de Ginástica em 2021 em diferentes modalidades (5 Bolas, em 3 Arcos e 4 maças e no grupo geral). No ano anterior, a alagoana havia participado da equipe que competiu nas Olimpíadas de Tóquio e que terminou em 12º lugar.

Arakaki, além disso, levou duas medalhas de ouro na Copa do Mundo de Ginástica Rítmica de 2023. As conquistas ocorreram na etapa de Portimão (Portugal) com a música I wanna dance with somebody, de Whitney Houston; e, na de Cluj-Napoca (Romênia), pelo conjunto  misto de 3 Fitas e 2 bolas.

 

Maria Paula Caminha

 

Crédito: Instagram/mariapaulacaminha

Maria Paula nos Jogos Escolares da Juventude 2022, em Aracaju.

 

Maria Paula, com apenas 16 anos, foi selecionada para integrar a seleção, em dezembro de 2024. Sua estreia foi na Copa do Mundo de Ginástica Rítimica 2025, conquistando o ouro no individual geral e nas duas finais do evento, ao lado de Arakaki, Nicole, Mariana e Sofia. A carioca também conquistou o ouro no individual geral no Mundial de Milão.

 

Mariana Gonçalves 

 

Créditos: Instagram/marigpinto

Mari exibe as medalhas de ouro conquistadas durante a Sul-Americana em 2023.

 

Mariana é uma curitibana de 20 anos que acumula em sua trajetória 5 medalhas de ouro em Copas do Mundo, conquistadas em 2024 e 25, tanto em modalidades individuais quanto em conjunto ao lado das integrantes da Seleção. Compartilhando em seu instagram, Mari, como prefere ser chamada, registra seus treinos e suas viagens que a carreira proporciona.

 

Sofia Madeira Pereira

 

Crédito: Instagram/sofiamadeirapereir

Sofia durante as Olimpíadas de Paris, em 2024.

 

Sofia iniciou sua história com o esporte quando, enquanto sua mãe treinava na academia, ela ocupava seu tempo na ginástica rítmica e, mais tarde, passou a defender o Clube ICESP, do Espírito Santo.

Titular desde 2022, chegou à seleção já conquistando três medalhas de ouro no Sul-Americano da Colômbia, no conjunto geral, cinco arcos e mista. Nessas mesmas três modalidades, a atleta conseguiu mais medalhas de ouro durante o Pan-Americano de Guadalajara. 

Sofia comentou sobre o Mundial de Valencia 2023, em que terminaram em 6º lugar: “O mundo agora enxerga o Brasil de outra forma porque estamos no topo do mundo na  ginástica rítmica. Porque, querendo ou não, agora somos uma ameaça a todos eles. E isso é incrível! Fizemos história para o Brasil.”



Nicole Pircio

 

Crédito: Instagram/nicole_pircio

Nicole como porta-bandeira no Prêmio Brasil Olímpico 2023.

 

A paulista, de 23 anos, se apaixonou pelo esporte ao assisti-lo pela televisão, aos 10 anos. Por isso, se juntou ao Programa Desporto de Base, da prefeitura de Piracicaba. Pela seleção, Nicole compete há oito anos e, ao lado de Duda Arakaki, participou das Olimpíadas de Tóquio 2020.

A atleta acumula medalhas em Pan-Americanos: no Rio em 2022, trouxe dois ouros no conjunto geral e na modalidade de 5 arcos e uma prata na série de bolas e fitas; enquanto em Santiago em 2023, alcançou o ouro na prova mista em conjunto.

Rayssa Leal: inspiração nas pistas e no mundo fashion

Rayssa Leal: inspiração nas pistas e no mundo fashion

Por Livia Bronzato

Além de se arriscar nas rampas de campeonatos mundiais, a skatista Rayssa Leal se aventura em roupas que demonstram muito de sua personalidade. Com certeza, por causa das Olimpíadas, você sabe qual é o estilo desses looks – um street style, mas já imaginou a Fadinha vestindo grifes e saias plissadas em desfiles internacionais?

 

Rayssa se tornou, em 2024, a primeira brasileira embaixadora global da Louis Vuitton, marca renomada francesa. A atleta declara que gosta de estar próxima ao mundo da moda, mas que se sente desafiada porque não está acostumada com o “glamour”. Em evento de desfile da marca, a brasileira apostou em um xadrez de tons terrosos, conjunto que une blazer e saia de tweed, um tipo de tecido feito de lã.

 

Foto: Instagram

Rayssa no desfile Louis Vuitton Spring-Summer 2025.

 

Além das cores sóbrias, a embaixadora da marca já ousou em propostas mais coloridas e divertidas, mas o ponto em comum entre seus conjuntos são as saias e partes de cima com mangas compridas, e, claro, uma bolsa de mão.

 

Foto: Instagram

Em 2023, Rayssa assiste a desfile Louis Vuitton Fall-Winter.

 

A Nike também patrocina a adolescente e, em conjunto, lançaram o tênis Nike SB Dunk Low Pro Rayssa, que possui detalhes com a letra R formando asas – remetendo ao apelido “Fadinha” – nas cores branco, roxo e azul. O produto, que custava R$ 899,99, esgotou em menos de vinte minutos, durante seu lançamento em março de 2024.

 

Foto: Instagram

Modelo “dunk” da colaboração entre Rayssa e Nike.

 

Já para os eventos e competições esportivas, realmente Rayssa costuma escolher o estilo streetwear, investindo em tops, calças mais largas, alguns moletons e blusões e, para complementar dando um charme, um boné. A maneira que a skatista se veste é um espelho de sua carreira já que esse estilo é compartilhado entre a comunidade que pratica o esporte o que ressalta que, além de apenas roupas, a moda é sobre pertencimento e identificação. “A moda é uma das partes mais importantes do skate como cultura”, diz Rayssa.

 

Foto: Instagram

Rayssa durante as Olimpíadas 2024

 

O streetwear nasce a partir dos anos 90, com berço na cultura urbana do hiphop, skate e surf nos Estados Unidos e, aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular no Brasil depois dos anos 2000. 

‘O Fluminense orgulha todos os verdadeiros tricolores’

‘O Fluminense orgulha todos os verdadeiros tricolores’

Torcedores de Fluminense, Botafogo e Flamengo aprovam novo formato de competição e participação de seus clubes. 

Por: Mariana Martins

Reprodução: Instagram (@fluminensefc)

Troféu do Mundial de Clubes FIFA na cidade do Rio de Janeiro

Com as eliminações de Flamengo e Botafogo nas oitavas de final, Fluminense e Palmeiras seguem representando o Brasil na Copa do Mundo de Clubes FIFA e disputam as quartas de final na sexta-feira (4 de julho). Se tricolores e palmeirenses comemoram seguirem na competição, alvinegros e rubo-negros estão orgulhosos das campanhas de seus times. 

Pedro Mafra, músico e torcedor do Fluminense, acredita que o torneio está sendo muito positivo: “O Mundial está oferecendo uma oportunidade maravilhosa para os clubes ‘menores’, especialmente se considerarmos o crescimento econômico e esportivo dominante do futebol europeu desde a década de 90. Ver os clubes brasileiros mostrando seu potencial é emocionante. É muito significativo vê-los ganhando destaque, com seus nomes sob os holofotes do mundo. Está sendo importante para mostrar que o mais importante do futebol é o show de ambos os times.” 

Mafra está acompanhando o time que venceu o Inter de Milão nas oitavas de final do Mundial de Clubes, e relembra como foi a conquista da Libertadores, título que garantiu a vaga para o torneio que acontece nos Estados Unidos: “Quando o Fluminense conquistou a Libertadores, o clube foi elevado a outro nível. Uma sensação fora do comum. É importante ressaltar que, mesmo sendo tricolor com muito amor, em diversos momentos surgiram dúvidas, ansiedade e muita angústia. Mas Fluminense sem altos e baixos não é Fluminense.”

O torcedor tricolor considera a vitória contra a Inter de extrema importância para o futebol brasileiro, e sente muito orgulho do clube: “O sentimento, até então, é de vitória. O Fluminense orgulha todos os verdadeiros tricolores.” O Fluminense ainda vai disputar as quartas de final contra o Al-Hilal, mas Mafra já sente muito orgulho do time: “Independentemente dos próximos resultados, com certeza voltamos pra casa, se não com o título, com muito orgulho dessa linda campanha. O Fluminense é mais que um sentimento. É muito amor.” 

A Copa do Mundo de Clubes da FIFA já existe desde 2000, unindo os melhores clubes de futebol  de cada continente para escreverem seu nome na história. Em junho de 2025, no entanto, um novo formato de competição empolgou os torcedores de todo o globo ao reunir, pela primeira vez, 32 dos melhores clubes do de várias partes do mundo em formato que lembra a Copa do Mundo FIFA. Os times que se classificaram para participar desse campeonato inédito, movimentam os apoiadores que foram acompanhar os clubes de perto, ou de longe. 

Leticia Bomfim é estudante de Comunicação Social na Universidade Federal de Viçosa e torcedora do Botafogo. Mesmo com a eliminação nas oitavas de final contra o Palmeiras, Bomfim acredita ter sorte: “Quando eu nasci meu pai não tinha visto o Botafogo ser campeão, então tudo que o Botafogo está participando atualmente, estar no Mundial, a vitória contra o PSG, eu vejo como algo extraordinário. Eu estou tendo a sorte de ver o meu time vencer competições, de estar em lugares que há quatro anos era impensável. Que sorte, não ganhamos mas a gente conseguiu estar lá. É algo incrível como torcedor ver isso.”

Amanda Souza, estudante de Jornalismo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e torcedora do Flamengo, está achando esse novo formato incrível e muito interessante: “É divertido acompanhar clubes do mundo inteiro se enfrentando nesse clima de Copa. Dificilmente perco algum jogo.” Quanto à campanha do Flamengo, Souza avalia como uma campanha muito boa: “Encarou adversários fortes, representou bem o Brasil e mostrou a força do elenco. Claro que sempre sonhamos com o título, mas é preciso reconhecer o esforço e a qualidade do time em campo. Faltou pouco para ir ainda mais longe.” Mesmo com a eliminação nas oitavas de final contra o Bayern de Munique, a torcedora rubro-negra sente orgulho do time: “Ver o Flamengo disputando uma competição mundial e enfrentando outros gigantes do futebol só reforça o tamanho do clube.”

Além dos três times cariocas, o Palmeiras é o quarto representante do Brasil  no Mundial de Clubes. Ao vencer o Botafogo, avançou para as quartas de final e vai jogar contra o Chelsea, time que perdeu para o Flamengo na fase de grupos. Caso os dois times brasileiros que ainda estão na competição vençam seus respectivos jogos, é garantia de que um time brasileiro estará na final do campeonato. 

Do século XX ao Mundial de 2025: o protagonismo brasileiro contra clubes europeus

Do século XX ao Mundial de 2025: o protagonismo brasileiro contra clubes europeus

Flamengo, Fluminense, Botafogo e Palmeiras, representantes do Brasil na Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025, possuem uma história rica de embates contra times estrangeiros.

 

Por: Amanda Souza

Reprodução: Site/Pexels

Os bons resultados dos clubes brasileiros na Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025 não surpreendem quem conhece a história do futebol nacional. Entre as décadas de 1920 e 1998 — ano da promulgação da Lei Pelé, que acabou com o passe dos jogadores de futebol e, na prática, transferiu os direitos sobre os atletas para os empresários —, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Palmeiras protagonizaram confrontos marcantes contra times europeus, com vitórias expressivas e títulos que reforçaram o protagonismo do Brasil no cenário internacional.

Até 1998, o Flamengo disputou cerca de 218 partidas contra clubes europeus, com 108 vitórias, 46 empates, 64 derrotas e 442 gols marcados — um aproveitamento de 56,8%. O jogo mais importante dessa trajetória ocorreu em 1981, quando o rubro-negro superou o Liverpool por 3 a 0 na final da Copa Intercontinental, no Japão, e conquistou seu primeiro título mundial. Entre outros destaques, estão a goleada por 7 a 0 sobre a Real Sociedad, em 1990, e a vitória por 3 a 0 sobre o Real Madrid, em 1997 — ambos amistosos realizados também em território japonês.

O Fluminense disputou 143 partidas, com 84 vitórias, 30 empates e 29 derrotas — um aproveitamento de 65,7%. Um dos jogos mais notáveis ocorreu em 1976, com a vitória por 1 a 0 sobre o Bayern de Munique, no Maracanã. Em 1987, o clube conquistou o Torneio de Paris ao superar Paris Saint-Germain e Bordeaux sem sofrer gols.

Outro clube carioca que deixou sua marca contra adversários europeus foi o Botafogo. O alvinegro disputou 164 confrontos até 1998, com 82 vitórias, 38 empates, 44 derrotas e 327 gols marcados — um aproveitamento de 57,7%. Entre os resultados mais relevantes estão os 2 a 0 sobre o Barcelona, em 1956, e os 6 a 4 contra o Atlético de Madrid, em 1959. Já na década de 1990, venceu a Juventus  — campeão europeu e mundial naquele ano — nos pênaltis após empate em 4 a 4 e conquistou o Troféu Teresa Herrera, em 1996. No mesmo ano, venceu o Borussia Mönchengladbach por 5 a 0 e levantou o Troféu de Berna.

O Palmeiras, por sua vez, realizou 103 partidas até 1998, com 56 vitórias, 25 empates e 22 derrotas, além de 188 gols marcados e 127 sofridos — um aproveitamento de 62,5%. O principal destaque do período foi a conquista da Copa Rio de 1951, ao derrotar a Juventus de Turim na decisão. Mais de 40 anos depois, o Alviverde goleou o Borussia Dortmund por 6 a 1 na Copa Euro-América de 1996, torneio amistoso entre campeões continentais.

‘Uma vez Flamengo, sempre Flamengo’: 130 anos de história rubro-negra

‘Uma vez Flamengo, sempre Flamengo’: 130 anos de história rubro-negra

Do remo ao gramado, o clube faz aniversário afirmando sua grandeza dentro e fora dos gramados.

Por: Geovana Costa

 

“Para mim, ser flamenguista é ser como um rei que conhece sua nobreza e, mesmo nos piores momentos, mantém a postura e a determinação”, diz o estudante Carlos Roberto Alves, que cursa Jornalismo na Uerj. O Flamengo completa, neste ano, 130 anos. Sua trajetória teve início com um grupo de remadores, sendo fundado em 12 de novembro, mas a comemoração ocorre na data escolhida na ata: 15 de novembro, em alusão à Proclamação da República.

 

Reprodução: Gilvan de Souza/ Flamengo

Sede da Gávea do Clube de Regatas do Flamengo 

 

O clube acumula conquistas em diversas modalidades esportivas, com maior destaque para o time de futebol masculino. E não é só o desempenho que impressiona: a torcida flamenguista possui um papel especial na trajetória da instituição.

 

“Nossa, mas um time reúne tanta gente?” A estudante de Jornalismo Sara Pimentel, da Faculdade de Comunicação Social da Uerj, teve seu primeiro contato com o clube por meio dos pais. Ela relembra que o pai carregava um chaveiro do Flamengo e que, a partir dali, soube que também queria fazer parte da Nação Rubro-Negra. Segundo pesquisa divulgada pelo portal InfoMoney, em estudo realizado pelas empresas TM20 Branding e Brazil Panels, o Flamengo lidera o ranking de torcidas no Brasil, com 24,8% da preferência nacional.



Reprodução: Geovana Costa

Sara Pimentel com sua camisa do Flamengo

 

A torcida acompanhou até os momentos mais difíceis do clube. Antes de viver sua era mais vitoriosa no futebol recente, o Flamengo passou por uma grave crise financeira que teve início nos anos 2000. Entre 2013 e 2018, iniciou-se um processo de reestruturação administrativa, com foco na gestão financeira e na profissionalização do clube. Ainda em 2013, por exemplo, o time de futebol masculino quase foi rebaixado da Série A do Campeonato Brasileiro, escapando graças a uma punição sofrida pela equipe da Portuguesa — que atualmente compete na Série D do Brasileirão.

 

Entre os desafios, cada torcedor possui uma memória única em meio a tantos capítulos de história. Para Carlos, a lembrança mais marcante é a conquista da Libertadores de 2019. Ele relembra que o clube precisava daquela vitória como um incentivo, após anos turbulentos, marcados por dívidas, instabilidade em campo e momentos de frustração.

 

Já para o estudante Gabriel Gatto, da Faculdade de Comunicação Social da Uerj, a final de 2022 ocupa um lugar especial. Ele lembra que assistiu ao jogo ao lado de amigos e que, após a vitória, um deles saiu desfilando pela Dias da Cruz — rua movimentada do Méier — vestindo apenas uma sunga. Gabriel também revela que fez uma promessa: pintaria o cabelo no estilo de Gabigol se o time fosse campeão, mas admite que não chegou a cumprir.

 

“E se naquela época horrível a gente ganhava, imagina agora! Por isso somos soberbos mesmo, e acho, inclusive, importante manter essa tradição, porque é isso que faz o rubro-negro”, completa Carlos.



Reprodução: arquivo pessoal Geovana Costa

Gabriel Gatto, Kamila Campos, Geovana Costa, Sophia Rezende, Lucas Apolinário, Carlos Roberto e Sara Pimentel após a vitória do Flamengo na Copa do Brasil

 

“Vencer, vencer, vencer…” — canta a torcida. O Flamengo construiu uma trajetória marcada por conquistas. Em 2025, o futebol masculino já garantiu o título do Campeonato Carioca e segue com boas campanhas em competições nacionais e internacionais. No basquete masculino, o clube se consagrou tricampeão continental ao vencer a Champions League das Américas. Já o futebol feminino vem ganhando espaço: está nas quartas de final do Campeonato Brasileiro e ocupa a quinta colocação na tabela.

 

Com 130 anos de existência, o Flamengo é mais do que um clube: tornou-se um símbolo de paixão. Entre derrotas, crises e vitórias, segue reafirmando, a cada geração, que ser flamenguista é um sentimento que, embora maltrate, arrebata — e traria um desgosto profundo se não existisse.

Giannis Antetokounmpo, MVP da NBA, se joga na cultura brasileira

Giannis Antetokounmpo, MVP da NBA, se joga na cultura brasileira

O atleta, eleito MVP (jogador mais valioso) em 2019 e 2020, na temporada regular, e em 2021, na final, passeou pelo Rio de Janeiro e por São Paulo

Por: Livia Bronzato

O jogador do Milwaukee Bucks chegou ao Brasil para aproveitar as férias da liga, na companhia de sua mãe Veronica e seus irmãos, Thanasis, Kostas e Alex. Desde sua chegada no sábado (7), Giannis conheceu um pouco de tudo que a cultura do nosso país oferece.

 

Como parada quase obrigatória para qualquer celebridade estrangeira, o atleta conheceu o Cristo Redentor no início da manhã de domingo ao lado de sua família e de Rodinei, jogador de futebol do Olympiakos. 

 

Foto: Reprodução/Instagram

Da esquerda para direita: Rodinei, Kostas, Veronica, Alex, Giannis e Thanasis

 

O passeio não contou com a melhor das vistas já que o tempo estava fechado, mas o jogador declarou ter sido uma honra visitar um dos lugares mais especiais do mundo.

 

Foto: Reprodução/Instagram

Giannis Antetokounmpo no Cristo Redentor

 

Na sua visita, Antetokounmpo autografou uma camisa e uma bola de basquete, doadas ao Santuário Cristo Redentor. Segundo a equipe do Santuário, os itens serão leiloados e a renda será convertida para obras sociais que eles apoiam. Além disso, Giannis recebeu a bênção do padre João Damasceno na Capela de Nossa Senhora Aparecida.

 

O atleta conheceu um pouco do samba na quadra da escola Unidos do Viradouro. Já na área da culinária, foi visto experimentando feijoada, um dos pratos típicos brasileiros, em um restaurante na orla da praia.

 

Foto: Reprodução/Instagram

O atleta curtindo o som do samba, na Unidos do Viradouro

 

Ainda no Rio de Janeiro, Antetokounmpo assistiu a uma partida da seleção brasileira de vôlei feminino, pela VNL, Liga das Nações de Voleibol. O jogo aconteceu no estádio Maracanãzinho, na Zona Norte do Rio.

 

Foto: Reprodução/Instagram

Antetokounmpo aproveitando sua passagem pelo Maracanãzinho

 

O atleta participou também da reinauguração de uma quadra de basquete no Leblon, localizada na Praça Cláudio Coutinho, na segunda-feira (9). A quadra, agora reformada, conta com uma arte com seu rosto no chão, feita pelo artista  Neto 78.

 

Bruno Silvares, estudante de Economia da Uerj e amante do esporte, esteve presente na reinauguração e comenta que foi muito legal ter visto de perto uma estrela da NBA, já que comumente esses atletas são vistos como inacessíveis. Além de crer que a vinda de Giannis ao Brasil foi importante para que o basquete brasileiro ganhe mais visibilidade.

 

Foto: Divulgação/Betano

Arte do atleta, assinada por Neto 78

 

Já em São Paulo, o jogador assistiu ao jogo Brasil x Paraguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Na ocasião, encontrou no gramado o jogador da seleção Vini Jr, que joga pelo Real Madrid. A partida terminou 1 a 0 para o Brasil, certamente Antetokounmpo trouxe boas energias à Neo Química Arena e felizmente, pôde ver a seleção fazendo jus à fama do Brasil no futebol com gol do próprio Vini Jr.

 

Foto: Reprodução/Instagram

 Vini Jr e Antetokounmpo se cumprimentam

Saquarema: uma cidade que vive as ondas

Saquarema: uma cidade que vive as ondas

Capital nacional do surfe reforça sua identidade esportiva durante etapa brasileira da WSL

Por: Lívia Martinho

 Foto: Prefeitura de Saquarema

Praia de Itaúna, palco da etapa brasileira do circuito mundial de surfe da WSL

 

Doze surfistas brasileiros estarão na disputa, entre eles Ítalo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora, com grandes chances de manter o Brasil no topo do surfe mundial. Entre os dias 21 e 29 de junho, Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, receberá a nona etapa da World Surf League (WSL). A etapa é decisiva para a definição do ranking da WSL e para a consolidação desses atletas na temporada. Para entender a importância do evento, é preciso conhecer a trajetória do surfe no Brasil que começou com poucos apaixonados e hoje é um fenômeno nacional.

O surfe brasileiro teve seu início na década de 1930, quando Osmar Gonçalves surfava com uma prancha de madeira nas ondas de Santos. A prática, no entanto, não se firmou de imediato. Foi apenas no final dos anos 1950 e início dos anos 1960 que o esporte ganhou força, com novos adeptos no Rio de Janeiro. Nos anos 1970, Pepê Lopes foi pioneiro ao competir no Havaí e Rico de Souza foi fundamental para a estruturação do surfe brasileiro, tanto como atleta quanto fora das competições. Ele fundou uma escola voltada à formação de novos talentos e criou uma marca com seu nome, que oferece pranchas, roupas e acessórios. O esporte no Brasil se fortaleceu, e nomes como Daniel Friedmann, Teco Padaratz e Picuruta Salazar despontaram, abrindo espaço para outros, como Gabriel Medina, Ítalo Ferreira e Filipe Toledo.

Pioneiras como Silvana Lima, Jacqueline Silva e Maya Gabeira abriram caminho no surfe feminino. Hoje, essa modalidade é respeitada e cresce em visibilidade e competitividade. Atletas como Tatiana Weston-Webb e Luana Silva competem no mais alto nível, inspirando novas gerações. O que antes era uma presença marginalizada, hoje ocupa espaços de destaque tanto nas competições quanto na mídia.

Saquarema, com suas ondas potentes e uma comunidade vibrante, tornou-se o palco ideal para o surfe. A cidade sediou seu primeiro campeonato internacional em 1976, na Praia de Itaúna. Desde então, firmou-se como ponto de encontro dos melhores surfistas do Brasil e do mundo. Em 2020, Saquarema foi oficialmente declarada, por lei federal, a Capital Nacional do Surfe. O esporte influencia o comércio local, movimenta escolas especializadas e inspira muitos jovens da região.

Enquanto ondas perfeitas quebram em Itaúna e os melhores surfistas do mundo disputam a glória em Saquarema, do lado de fora da areia uma cidade inteira se transforma no comércio, na cultura e na identidade. Em 2024, cerca de 300 mil visitantes passaram por Saquarema durante o campeonato, segundo dados da prefeitura. 

Além do impacto econômico, o evento assume um compromisso social e ambiental. Projetos como o Surf para Todos oferecem aulas gratuitas a jovens promovendo inclusão e cidadania. A WSL realiza ações sustentáveis, como limpeza das praias, campanhas de reciclagem e preservação da vegetação local. 

A etapa da World Surf League em Saquarema representa muito mais do que uma simples competição esportiva: é um símbolo da evolução do surfe no Brasil, que conquistou reconhecimento nacional e internacional. O evento reforça a importância do surfe, não apenas como esporte, mas também como um agente de transformação social, econômica e ambiental para a região. Com a presença dos melhores atletas e o envolvimento da população local, Saquarema reafirma seu papel como capital nacional do surfe, inspirando novas gerações a se conectarem com o mar, respeitarem a natureza e buscarem a excelência nas ondas.

As baterias serão transmitidas pela plataforma da WSL e pela SporTV e costumam iniciar pela manhã conforme as melhores condições do mar.