Fala muito, Infantino!
Gianni Infantino, presidente da Fifa, se destaca por suas promessas e declarações antes e depois da Copa do Mundo.
Por: Eduardo Campos
“Vou trabalhar incansavelmente para devolver o futebol à Fifa e a Fifa ao futebol.” Essa foi a frase dita por Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, após assumir o cargo em 2016. O suíço é conhecido por ser alguém que fala bastante, principalmente sobre assuntos polêmicos.
No dia 11 de junho, data da estreia da Copa do Mundo, Infantino foi perguntado se havia perdido o controle do torneio devido às inúmeras polêmicas que estavam ocorrendo: passaportes e vistos negados, a delegação do Irã não podendo ficar nos Estados Unidos para treinar, o árbitro Omar Artan ter sido recusado a entrar no país por “ligações com terroristas”. Visivelmente desconfortável, Infantino afirmou que existem informações que se tornam públicas e outras que permanecem nos bastidores, e disse que toda a organização estava tentando solucionar os problemas.
Reprodução: Instagram (@gianni_infantino)
No mesmo dia, ele foi questionado sobre a proposta de aumentar para 64 seleções no Mundial de 2030. Infantino respondeu que seria necessário avaliar como a Copa de 2026 com 48 países aconteceria, ainda alfinetando a tetracampeã Itália, que não se classificou para o torneio deste ano. Um dia após a final entre Espanha e Argentina, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que está responsável por três das sedes da Copa de 2030 (Argentina, Uruguai e Paraguai), afirmou em sua rede social que a próxima Copa contará com 64 equipes. Nem Infantino e nem a Fifa responderam sobre a declaração de Domínguez.
Mas sem dúvida, seu principal ponto de questionamento foi sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao mesmo tempo que Infantino diz: “O senhor não precisa que lhe façam elogios, senhor presidente”, ele também complementa: “Mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão incrível sem o senhor.” Após o término da Copa, Infantino declarou que Trump havia feito uma promessa de receber todo o mundo no torneio e que o objetivo foi cumprido com sucesso. Uma declaração contraditória para quem disse estar resolvendo problemas desse aspecto.
Reprodução: Instagram (@gianni_infantino)
Para completar a relação polêmica, Trump foi vaiado na final ao entrar no gramado para entregar as medalhas de campeão. Além disso, Infantino teve que retirá-lo de perto dos jogadores espanhóis para que eles levantassem a taça sozinhos e evitasse constrangimento.



