Elas voltaram! Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis estrelam sequência aguardada pelos fãs da Disney

Elas voltaram! Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis estrelam sequência aguardada pelos fãs da Disney

A continuação do filme “Uma sexta feira muito louca” estreia dia 07 no Brasil com novas aventuras na família Coleman 

Por: Maria Eduarda Galdino

Poster de divulgação do filme Uma sexta-feira mais louca ainda. Foto: Disney

O novo filme da Disney “Uma sexta-feira mais louca ainda” (2025), continua a história de Anna e Tess Coleman (Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis), que vivem mais um episódio misterioso de troca de corpos 22 anos depois. Só que agora, com mais uma pitada de aventura: Anna, agora vive no corpo de Harper, sua filha e Tess troca de corpo com a mais nova enteada de Anna, Lily Rayner. Enquanto a família não descobre o jeito de reverter a magia, o jeito é viver a vida do outro, como a normalidade.

 Além da nova troca de corpos, outras tramas estão presentes na sequência, como a questão da maturidade de Anna, que agora é mãe de uma adolecsente, diferente da versão anterior, onde Anna era a filha que lidava com problemas emocionais na família. No novo longa, Lindsay Lohan teve que desenvolver um lado mais maduro de sua personagem, de se colocar no lugar de mãe. Curiosamente, a atriz se tornou mãe na vida real um ano antes das gravações começarem, o que influenciou uma ótima imersão no sentimento de ser mãe.

 Jamie Lee Curtis aborda um lado mais afetuoso de Tess, mãe de Anna, e que agora é a  avó de Harper. Tess também vive o sucesso de seus livros como psicóloga, e auxilia Anna na vida de mãe solo, oferecendo seus conselhos da época em que também foi mãe de uma adolescente. Lindsey Lohan e Jamie Lee estão cada vez mais brilhantes em cena, com uma química implacável, e cada vez mais engraçadas, bem melhor que no primeiro filme.

 O filme foi dirigido por Nisha Ganatra, conhecida por adaptar clássicos aos dias atuais. A diretora, abordou diversas questões familiares, como a perda de um parente, adaptação a entrada de novos membros na casa e conflitos na adolescência. Apesar do enredo ser repetitivo na questão da troca de corpos, a história ainda desperta a curiosidade por conta dos novos personagens que surgiram, como o novo par romântico de Anna, o chef de cozinha britânico Eric Reyes, que por ironia do destino, é pai da maior rival de Harper na escola, Lily Reyes. 

 O relacionamento de Anna e Eric fica mais sério com direito a um pedido de casamento, mas as filhas Harper e Lily não se conformam com o casal, pois além da grande rivalidade entre as duas, Lily não tinha superado a perda da mãe e Harper, a do pai. Por conta disso, a relação de Anna e Harper fica fragilizada, onde uma não entende o lado da outra. Isso te lembra algo ?

No final, a lição moral do longa segue a tradicional lição dos filmes da Disney nos anos 2000: a família é sempre o mais importante, trazendo uma familiaridade com nostalgia aos fãs de “Uma sexta-feira muito louca” (2003). A equipe UerjViu recomenda o novo filme da Disney, que é ótimo para assistir com a família e relembrar bons clássicos dos anos 2000.

Superman (2025): O que esperar do novo filme do herói mais icônico da DC.

Superman (2025): O que esperar do novo filme do herói mais icônico da DC.

O novo filme do Superman, dirigido por James Gunn, traz uma abordagem mais colorida e humanizada do herói.

Por: Maria Luísa Fontes 

Capa de divulgação do novo filme do Superman

Livro “A hora da estrela” de Clarice Lispector (foto: Maria Eduarda Galdino)

O novo Superman, de James Gunn, já chegou aos cinemas brasileiros e vem agradando tanto o público quanto a crítica, com aprovação expressiva no Rotten Tomatoes. Nesta nova versão, o Azulão — interpretado por David Corenswet — enfrenta seu clássico inimigo Lex Luthor (Nicholas Hoult) e seu plano de dominação global. No entanto, mais do que grandes lutas, o foco da narrativa está na missão de Superman em salvar toda forma de vida. A proposta de humanizar o herói ganha força sob a direção de Gunn, que aposta em um visual fiel às HQs, com figurinos vibrantes e estética colorida. O uso marcante de cores — característica da filmografia do diretor — reforça o tom épico da produção, tornando esta uma das adaptações cinematográficas mais próximas da essência original do personagem.

O longa já se inicia como uma imersão direta no universo dos quadrinhos da DC Comics, dispensando a tradicional narrativa de origem do Superman — sua vida na fazenda ou o processo de se tornar o herói. O espectador é inserido em um mundo já estabelecido, no qual criaturas alienígenas e monstros são parte da rotina. A história começa com intensidade, colocando o herói em confronto direto com as vilanias de Lex Luthor. Para os fãs ou para quem já está familiarizado com o personagem, essa abordagem dinâmica não compromete o entendimento. No entanto, espectadores menos habituados ao universo do Superman podem sentir a ausência de algumas contextualizações, mesmo que o roteiro consiga equilibrar essas lacunas sem prejudicar a compreensão geral da narrativa.

As atuações são outro ponto alto da produção. A química entre Clark Kent e Lois Lane (Rachel Brosnahan), é convincente e bem construída, fazendo com que o público se envolva emocionalmente com o casal. Já Nicholas Hoult, no papel de Lex Luthor, entrega uma performance intensa e eletrizante. Diferente de versões anteriores mais caricatas ou cômicas, este Luthor é genuinamente perverso, carregado de preconceito, frieza e agressividade, ao mesmo tempo em que exibe uma inteligência perigosa e sagaz.

James Gunn demonstra domínio das características individuais de cada personagem, garantindo cenas marcantes em que todos têm papel relevante na trama. Nesse contexto, é impossível não destacar a importância de Lois Lane. A jornalista não aparece mais sendo uma figura vulnerável ou mero apoio emocional do herói. A nova abordagem a coloca no centro da ação, como essencial para a derrota de Luthor, atuando de forma autônoma e estratégica, sem depender do Superman para cumprir sua missão. Sua personalidade forte, aliada à perspicácia, reforça uma figura feminina ativa e empoderada — uma representação que finalmente faz jus à força da personagem dos quadrinhos e atualiza sua presença nos cinemas.

Outro destaque impossível de ignorar é Krypto, o cão do Superman, que rouba a cena em cada aparição. Criado por inteligência artificial e inspirado no cachorro do próprio James Gunn, o personagem conquista o público com seu comportamento irreverente, brincalhão e muito desobediente. Longe de ser apenas um alívio cômico, Krypto tem papel ativo na narrativa e contribui de forma significativa para o desfecho da trama. Sua presença adiciona leveza sem comprometer a tensão, além de reforçar o tom afetivo e familiar que permeia o universo do herói. O cãozinho alienígena consolida-se como um dos elementos mais carismáticos do filme.

Um dos pontos centrais da trama é a discussão em torno da xenofobia. O ódio de Lex Luthor por Superman nasce, sobretudo, da origem extraterrestre do herói, a partir de um sentimento alimentado pelo preconceito e pela inveja. Em contraste, Clark Kent mostra, ao longo do filme, uma humanidade muito mais evidente do que a de seu antagonista, revelando-se ético e empático, mesmo diante da hostilidade. Além disso, o longa se arrisca ao inserir críticas sociopolíticas claras — marca do próprio James Gunn, conhecido por posicionar-se politicamente em suas produções. A narrativa apresenta paralelos com a atual guerra na Palestina, expondo o envolvimento americano em conflitos armados e questionando a legitimidade de certas intervenções militares.

A representação de Superman como um imigrante que defende um povo oprimido do Oriente Médio, em meio a uma guerra financiada por interesses governamentais, gerou reações diversas, com alguns rotulando o filme como “superwoke”. Ainda assim, a abordagem confere camadas relevantes à história e atualiza o papel do herói diante dos dilemas contemporâneos.

É importante destacar que este não é um filme para quem espera ver um Superman invencível, que resolve tudo com força bruta. Ainda que o personagem demonstre poder em abundância, o foco aqui está em suas vulnerabilidades emocionais e humanas – sentir medo, dúvida e compaixão -, elementos que James Gunn equilibra com precisão. A proposta afasta-se da versão sombria e quase divina apresentada por Zack Snyder, em que o herói era tratado como uma figura distante e intocável. Ao contrário, Gunn recupera a essência dos quadrinhos clássicos, retratando o Superman como um símbolo de esperança, empatia e conexão com as pessoas. Essa mudança de tom torna o personagem mais acessível e resgata o ideal do herói que se importa genuinamente com a humanidade.