Falta de treinos de futsal preocupa atletas universitários e expõe desafios internos da Atlética de Comunicação Social e Artes

Falta de treinos de futsal preocupa atletas universitários e expõe desafios internos da Atlética de Comunicação Social e Artes

A irregularidade das atividades preocupa os atletas e pode afetar diretamente o desempenho da Atlética nas competições universitárias

Por: Henrique Pereira

 

Quadra interna da Uerj. Foto: Manuela Weissman

A rotina de treinamentos da Atlética da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) segue comprometida em 2025. A equipe de futsal masculino, por exemplo, conseguiu realizar apenas uma atividade no segundo semestre, situação que repete os transtornos do ano anterior. Segundo o treinador da modalidade, Gustavo Franco, os problemas já são antigos. “Ano passado foi igual”, afirmou.

Ao ser perguntado sobre os fatores que impossibilitam a prática frequente de treinos, ele apontou a disponibilidade de espaço e dos horários dos estudantes. Além desses, destacou a ausência de comprometimento dos próprios jogadores como o principal obstáculo enfrentado. “A tentativa de organizar os encontros semanais esbarra justamente na adesão dos atletas. Agora é aguardar o compromisso deles”, comentou.
A Uerj possui dois locais para treinos do futsal, a quadra externa e a do ginásio. Sobre a participação da Universidade em uma possível solução, Gustavo, formado em Educação Física pela própria UERJ, não demonstrou otimismo: “A construção de mais quadras seria uma medida, mas a faculdade não vai ajudar. A demanda é muito grande e o processo é muito burocrático”, disse. 

Para os jogadores, a falta de treinos pesa tanto no rendimento quanto na vida acadêmica. Pedro Athayde, estudante de jornalismo do 5º período e atleta da equipe, disse que a escassez de atividades semanais o tem incomodado bastante: “Tenho sentido bastante, por mais que meu horário de aula esteja mais apertado, era sempre bom desestressar um pouco nos treinos. Sem contar que eu amo competir e sinto muita falta disso no meu dia a dia”, relatou.

Ainda de acordo com ele, tal problemática afeta o grupo inteiro: “Acho que todo mundo lida mais ou menos da mesma forma, como uma válvula de escape do estresse da semana de trabalho e estudo. Então acredito que eles tenham muita pena de como as coisas estão, da nossa preparação para os campeonatos estar parada e todo mundo ficar sem ter o que fazer, já que não depende só da gente”, ressaltou.

Ao ser questionado sobre a ausência de comprometimento do time, o referido atleta reconheceu tal questão, porém alertou: “Acho que rola sim uma falta de comprometimento, mas por agora vai além disso. As quadras não estão sendo liberadas, os horários estão mais apertados e, querendo ou não, ainda não rolou uma renovação 100% do time. Até o ano passado, a maior parte do time era formada ou estava para se formar, então não aconteceu um ciclo natural dos mais novos assumirem o papel dos mais velhos”.

Entre as possíveis soluções, Athayde propõe mais flexibilidade e suporte da Universidade: “Acho que poderia rolar uma flexibilização melhor na questão das quadras, com um número maior de horários disponíveis para as atléticas. Com certeza a Uerj deveria oferecer mais apoio. As atléticas, além do esporte, servem como integração entre os estudantes, e isso fortalece o pertencimento dos alunos”, destacou.

Por fim, ele explicou a importância e o valor da Atlética em sua vida pessoal: “Pra mim, participar da Atlética é uma questão de pertencimento, chegar mais perto do que um dia foi meu sonho de virar jogador e defender algo que faço parte. A mensagem que eu deixo aos novos calouros é para que sigam nesse processo, porque as amizades são boas, o dia a dia é maravilhoso, a competição nos treinos e nos campeonatos é algo incrível. Então, não deixem de ir e curtam bastante o que a atlética tem pra oferecer”, concluiu.

Com treinos escassos e o futuro incerto, a Atlética de Comunicação Social da Uerj vive um momento de indefinição. As falas do treinador e do atleta evidenciam que os problemas vão além da quadra: passam pela necessidade de adesão estudantil, apoio institucional e um esforço coletivo para manter viva a tradição do esporte universitário.

‘O verão que mudou minha vida’: a força das tramas românticas que não saem de moda

‘O verão que mudou minha vida’: a força das tramas românticas que não saem de moda

Nova adaptação feita pela Prime Vídeo terminou dia 17 de setembro com promessa de filme 

Por: Maria Eduarda Galdino

Post de divulgação da série O verão que mudou minha vida. Divulgação: Prime Vídeo

A adaptação do livro “O verão que mudou minha vida”, escrito por Jenny Han, e adaptado pela Prime Vídeo, se tornou um fenômeno tanto na audiência quanto nas redes sociais. Só na terceira temporada, a série contabilizou 25 milhões de espectadores, ficando no top 1 da Prime vídeo em 120 países, um verdadeiro sucesso. 

A trama da série está envolta em um triângulo amoroso entre Isabel Conklin (Lola Tung) e os irmãos Conrad Fisher (Christopher Britney) e Jeremiah Fisher (Gavin Casalegno). O caminho dos três se cruzaram ainda na infância, resultado da amizade entre suas mães Laurel (Jackie Chung) e Susannah Fisher (Rachel Blanchard) que se conheceram na faculdade. 

Desde pequena, Isabel, carinhosamente apelidada de Belly, sempre possuiu um crush no irmão mais velho dos Fisher, Conrad, mas nunca teve coragem para confessar seus sentimentos. Conrad, também sempre nutriu sentimentos por Belly, mesmo que ele não tenha demonstrado isso para ela de forma explícita no começo. Porém, em uma temporada de verão na casa de praia em Cousins, Belly recebe uma declaração de Jeremiah, fazendo com que seus sentimentos pelos irmãos sejam divididos. Quem escolher ? Quem diz a verdade ? Como não estragar o verão perfeito em Cousins ? 

Você já deve ter ouvido essa trama em outro lugar, certo ? Séries como The Vampire Diaries (2008), One Tree Hill (2003), SmallVille (2001), Gilmore Girls (2000) e até mesmo o filme da saga Crepúsculo (2008) possuem a mesma história de triângulo amoroso. Mas, se é o mesmo enredo, porque ainda faz tanto sucesso ? Sendo que há um grande espaço de tempo entre as séries dos anos 2000 e 2025 ?

Escritores e diretores do gênero de romance repetem a fórmula mágica dos triângulos amorosos por conta da nostalgia e familiaridade que essas narrativas trazem. Oferecer um produto que apresenta características similares a produtos que já foram consumidos anteriormente, apresenta mais segurança ao espectador. No caso da série “O verão que mudou minha vida”, existe mais uma vantagem, pois é a adaptação de um livro best seller, o que traz mais uma audiência repleta de expectativas.  

Um estudo publicado pela Harvard Business Review, afirma que produtos que seguem fórmulas narrativas já conhecidas, (como filmes e séries), geram maior aceitação e engajamento. Ainda mais com públicos que já tem afeição por esse tipo de conteúdo. No X (antigo Twitter), as palavras Team Conrad e Team Jeremiah, nome criado pelo público para rivalizar os irmãos apaixonados por Belly, se tornou um dos assuntos mais comentados da plataforma, chegando aos trend topics. 

No Instagram não foi diferente, as hashtags #conrad, #Belly#Jeremiah possui 429 mil, 3 milhões e 333 mil posts respectivamente. No TikTok, a hashtag #TSITP (Sigla para abreviar o nome da série) possui um milhão de vídeos, também a hashtag em português #overaoquemudouminhavida possui 67,9 mil vídeos. Jenny Han, autora do livro, agradeceu ao apoio dos fãs em seu Instagram em um post sobre a divulgação da série em Paris, “Eu não poderia ter sonhado uma noite mais mágica. Paris, je t’aime. Obrigado a todos os fãs que apareceram para dar um adeus ao nosso show e obrigado a @ Primevideo por tornarem todos os meus sonhos parisienses realidade”, disse.

E você ? Já assistiu ‘O verão que mudou minha vida’ ? É Team Conrad ou Team Jeremiah ? A equipe UerjViu assistiu a série e tem suas preferências por aqui ! Até o próximo domingo em série !!

Berro! – Chamada de trabalhos para a II Jornada Identidades

Berro! - Chamada de trabalhos para a II Jornada Identidades

Evento organizado pelo Lacon Uerj propõe o debate de pesquisas que abordam diferentes aspectos da
cultura LGBTQIAPN+

Por: Fernanda Rodrigues 

Arte de divulgação do evento Berro ! . Divulgação: instagram

 

 

A chamada de resumos estendidos para a II Jornada Identidades, Gêneros, Corpos e Sexualidade, seminário integrante do evento BERRO!, está aberta até dia 30 de setembro no site do Lacon (Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo). A submissão está aberta a graduandos, graduados, pós-graduandos e pesquisadores e os envios devem ser feitos via berrouerj@gmail.com, utilizando o template do evento e com limite de 4 mil caracteres.

 

A taxa de inscrição deve ser paga até dia 17 de outubro, R$20,00 para graduados, pós-graduandos e pesquisadores e de R$10,00 para estudantes de graduação. O valor deve ser depositado pelo PIX do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTQIAPN+: 97.468.433/0001-08 ou pelo PIX da Casa Nem: casanem2016@gmail.com. O comprovante da transação deve ser enviado para o email do evento berrouerj@gmail.com.

 

O encontro vai acontecer entre os dias 4 e 6 de novembro e tem como foco a reflexão sobre gênero, corpo e sexualidade, debatendo a representatividade e a luta da população LGBTQIAPN+ na academia, no mercado de trabalho, na saúde mental e em outras áreas.

 

Calendário do BERRO!

30/09/2025 – Prazo para submissão de artigos

10/10/2025 – Aceite dos trabalhos

17/10/2025 – Prazo de pagamento da taxa de inscrição (autores e coautores).

Rayssa Leal: inspiração nas pistas e no mundo fashion

Rayssa Leal: inspiração nas pistas e no mundo fashion

Por Livia Bronzato

Além de se arriscar nas rampas de campeonatos mundiais, a skatista Rayssa Leal se aventura em roupas que demonstram muito de sua personalidade. Com certeza, por causa das Olimpíadas, você sabe qual é o estilo desses looks – um street style, mas já imaginou a Fadinha vestindo grifes e saias plissadas em desfiles internacionais?

 

Rayssa se tornou, em 2024, a primeira brasileira embaixadora global da Louis Vuitton, marca renomada francesa. A atleta declara que gosta de estar próxima ao mundo da moda, mas que se sente desafiada porque não está acostumada com o “glamour”. Em evento de desfile da marca, a brasileira apostou em um xadrez de tons terrosos, conjunto que une blazer e saia de tweed, um tipo de tecido feito de lã.

 

Foto: Instagram

Rayssa no desfile Louis Vuitton Spring-Summer 2025.

 

Além das cores sóbrias, a embaixadora da marca já ousou em propostas mais coloridas e divertidas, mas o ponto em comum entre seus conjuntos são as saias e partes de cima com mangas compridas, e, claro, uma bolsa de mão.

 

Foto: Instagram

Em 2023, Rayssa assiste a desfile Louis Vuitton Fall-Winter.

 

A Nike também patrocina a adolescente e, em conjunto, lançaram o tênis Nike SB Dunk Low Pro Rayssa, que possui detalhes com a letra R formando asas – remetendo ao apelido “Fadinha” – nas cores branco, roxo e azul. O produto, que custava R$ 899,99, esgotou em menos de vinte minutos, durante seu lançamento em março de 2024.

 

Foto: Instagram

Modelo “dunk” da colaboração entre Rayssa e Nike.

 

Já para os eventos e competições esportivas, realmente Rayssa costuma escolher o estilo streetwear, investindo em tops, calças mais largas, alguns moletons e blusões e, para complementar dando um charme, um boné. A maneira que a skatista se veste é um espelho de sua carreira já que esse estilo é compartilhado entre a comunidade que pratica o esporte o que ressalta que, além de apenas roupas, a moda é sobre pertencimento e identificação. “A moda é uma das partes mais importantes do skate como cultura”, diz Rayssa.

 

Foto: Instagram

Rayssa durante as Olimpíadas 2024

 

O streetwear nasce a partir dos anos 90, com berço na cultura urbana do hiphop, skate e surf nos Estados Unidos e, aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular no Brasil depois dos anos 2000. 

Véspera, de Carla Madeira, expõe a dor de viver o irreparável

Véspera, de Carla Madeira, expõe a dor de viver o irreparável

Carla Madeira não teve medo de demonstrar o lado sombrio da vida em Véspera

Por: Maria Eduarda Galdino

Capa do livro Vespera de Carla Madeira. Foto: Record/ Eduarda Galdino

O que fazer quando tudo o que resta é o arrependimento ? como é se contentar com a tristeza que se alastra sem previsão de ir embora ? Véspera, obra de Carla Madeira, envolve o leitor com essas reflexões. Sentimentos complexos, como o desespero, a incerteza e o incômodo na alma são latentes na escrita da autora. As palavras usadas por Carla para desenvolver cada capítulo, fazem com que a leitura seja demorada e intensa, mas também causa a ânsia de chegar ao próximo capítulo o mais rápido possível.

A autora conta uma história com duas linhas do tempo: presente e passado. No primeiro capítulo, Carla começa com Vedina, e conta como ela abandonou seu filho, Augusto, de 5 anos, na calçada de uma rua, em um momento de desespero e esgotamento. Em seguida, Carla conta a história dos gêmeos Caim e Abel, dois irmãos cuja vida se conecta com a trágica e real história bíblica: uma alma condenada ao fracasso e a morte , enquanto a outra, é condenada a continuar a vida remoendo a perda de um irmão.

Carla também detalha a vida dos pais de Caim e Abel, dona Custódia e Antunes Filho, duas pessoas machucadas pela vida, que transportaram seu caos interior aos seus filhos, ao começar pelo episódio onde Antunes, bêbado, decide nomear seus filhos com nomes considerados amaldiçoados. Esses dois personagens são fundamentais para entender o drama envolvendo os irmãos, pois os pais foram responsáveis pela crise de identidade, a competitividade e o desafeto que surgiu entre Caim e Abel.

No meio da trama, o caminho dos dois irmãos se cruza com a vida de Vedina, até chegada da véspera de um momento irreparável e trágico, resultado de muitas decisões erradas, sentimentos reprimidos e afetos esquecidos. Carla Madeira não teve medo de demonstrar o lado sombrio da vida em Véspera, a autenticidade da autora é explícita ao detalhar a subjetividade, os pensamentos mais sombrios de cada personagem. Até mesmo aqueles que tiveram pouca participação na história, são inesquecíveis e únicos, como Parede. Nome curioso, certo ? só lendo pra entender. 

“O tempo flutua invisível e em espesso presente. Nada apodrece sem ele. Nada floresce. Nada se torna amável. Nenhum ódio viceja Nenhuma umidade seca.Nenhuma sede cede. As tempestades não inquietam nele ventos, as avalanches não podem soterrá-lo, a perplexidade não o paralisa, o mal não o ameaça e o bem não faz com que se demore. Mas eis que um acontecimento, um único acontecimento, captura o tempo e o aprisiona.” MADEIRA, Carla. Véspera. 1. ed. São Paulo: Record, 2023.

Elas voltaram! Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis estrelam sequência aguardada pelos fãs da Disney

Elas voltaram! Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis estrelam sequência aguardada pelos fãs da Disney

A continuação do filme “Uma sexta feira muito louca” estreia dia 07 no Brasil com novas aventuras na família Coleman 

Por: Maria Eduarda Galdino

Poster de divulgação do filme Uma sexta-feira mais louca ainda. Foto: Disney

O novo filme da Disney “Uma sexta-feira mais louca ainda” (2025), continua a história de Anna e Tess Coleman (Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis), que vivem mais um episódio misterioso de troca de corpos 22 anos depois. Só que agora, com mais uma pitada de aventura: Anna, agora vive no corpo de Harper, sua filha e Tess troca de corpo com a mais nova enteada de Anna, Lily Rayner. Enquanto a família não descobre o jeito de reverter a magia, o jeito é viver a vida do outro, como a normalidade.

 Além da nova troca de corpos, outras tramas estão presentes na sequência, como a questão da maturidade de Anna, que agora é mãe de uma adolecsente, diferente da versão anterior, onde Anna era a filha que lidava com problemas emocionais na família. No novo longa, Lindsay Lohan teve que desenvolver um lado mais maduro de sua personagem, de se colocar no lugar de mãe. Curiosamente, a atriz se tornou mãe na vida real um ano antes das gravações começarem, o que influenciou uma ótima imersão no sentimento de ser mãe.

 Jamie Lee Curtis aborda um lado mais afetuoso de Tess, mãe de Anna, e que agora é a  avó de Harper. Tess também vive o sucesso de seus livros como psicóloga, e auxilia Anna na vida de mãe solo, oferecendo seus conselhos da época em que também foi mãe de uma adolescente. Lindsey Lohan e Jamie Lee estão cada vez mais brilhantes em cena, com uma química implacável, e cada vez mais engraçadas, bem melhor que no primeiro filme.

 O filme foi dirigido por Nisha Ganatra, conhecida por adaptar clássicos aos dias atuais. A diretora, abordou diversas questões familiares, como a perda de um parente, adaptação a entrada de novos membros na casa e conflitos na adolescência. Apesar do enredo ser repetitivo na questão da troca de corpos, a história ainda desperta a curiosidade por conta dos novos personagens que surgiram, como o novo par romântico de Anna, o chef de cozinha britânico Eric Reyes, que por ironia do destino, é pai da maior rival de Harper na escola, Lily Reyes. 

 O relacionamento de Anna e Eric fica mais sério com direito a um pedido de casamento, mas as filhas Harper e Lily não se conformam com o casal, pois além da grande rivalidade entre as duas, Lily não tinha superado a perda da mãe e Harper, a do pai. Por conta disso, a relação de Anna e Harper fica fragilizada, onde uma não entende o lado da outra. Isso te lembra algo ?

No final, a lição moral do longa segue a tradicional lição dos filmes da Disney nos anos 2000: a família é sempre o mais importante, trazendo uma familiaridade com nostalgia aos fãs de “Uma sexta-feira muito louca” (2003). A equipe UerjViu recomenda o novo filme da Disney, que é ótimo para assistir com a família e relembrar bons clássicos dos anos 2000.

Oficina de forró da Uerj inova com método de condução compartilhada

Oficina de forró da Uerj inova com método de condução compartilhada

Método criado por Ian Pacheco redefine a relação entre os bailarinos

 

Por Julia Lima e Samira Santos

Ian Pacheco (blusa laranja) ensinando em suas aulas (Foto: Reprodução/Instagram)

Na sala de dança, Ian Pacheco não dita os passos como a maioria dos professores,  ele os escuta. Em suas aulas, o silêncio entre dois corpos vale tanto quanto a melodia do forró. Há mais de uma década mergulhado na dança, Ian encontrou no forró contemporâneo não só um espaço artístico, mas um território de transformação social. Entre passos, pausas e movimentos, ele vem redesenhando a maneira como se dança e se vive o forró no Brasil e no mundo.

 

Com passagens pelo Canadá, Europa, Estados Unidos e diversas regiões do Brasil, Ian atua hoje como professor da oficina de forró na COART, onde leva uma proposta nova: dança como comunicação, não como imposição. Condução compartilhada, desconstrução de papéis de gênero e consentimento são as palavras de ordem de seu método.

 

“Eu comecei a dançar num momento muito difícil da minha vida. Estava afastado da minha família, dos amigos, e começando a faculdade de cinema, me aventurando no teatro. Um amigo da faculdade falou que gostava de forró. Entrei numa escola e, desde a primeira dança, eu me senti parte”, relembra o dançarino. A partir dali, ele não parou mais. Passou por diferentes estilos de dança, ensinou forró tradicional durante anos, abriu sua própria escola e até fundou uma companhia. Mas a paixão inicial começou a se desgastar quando Ian se deu conta dos limites do modelo tradicional: o homem conduz, a mulher obedece. “Chegou um momento em que eu comecei a desgostar da dança. Era um controle excessivo. Isso me incomodava”, conta.

 

A frustração foi tão grande que ele fechou a escola, desfez a companhia e mergulhou num ano de crise criativa e pessoal. Dali, emergiu uma nova proposta: o forró contemporâneo. Essa prática, que começou de forma experimental, se consolidou com o tempo. Ian passou a produzir eventos, aulas, imersões e retiros.  Desde 2016 na UFF. Em 2024, chegou à Uerj, por meio de um convite de Caio Neves, orientador de cinema da COART. Ele acredita que oferecer seu trabalho em locais de acesso público aumenta ainda mais a proporção de pessoas que podem ser atingidas por ele, algumas que talvez nunca buscassem aulas de dança.

 

A dança como escuta

O diferencial de Ian está justamente aí: na intenção. Em suas aulas, dançar não é repetir movimentos ou decorar coreografias. É criar, comunicar e, principalmente, escutar a si mesmo e ao outro. Essa lógica redefine não apenas a dança, mas a relação entre os dançarinos. “Muita gente acha que condução compartilhada é só inverter os papéis tipo, agora a mulher também pode conduzir. Mas vai além. A ideia é quebrar a lógica de que precisa haver alguém no controle. Às vezes, nenhum dos dois conduz. Eles apenas dançam”, afirma. Para chegar a esse ponto, Ian trabalha com dinâmicas de improvisação, exercícios de escuta não verbal e debates sobre consentimento. A proposta tem conquistado alunos de diferentes perfis, desde iniciantes até dançarinos experientes que buscam algo novo.

 

Entre o palco e as redes

A popularização do trabalho de Ian nas redes sociais tem sido, ao mesmo tempo, uma vitrine e uma batalha. Desde 2023, seus vídeos sobre forró contemporâneo têm viralizado no Instagram e TikTok, alcançando milhões de visualizações e reações extremas. O dançarino recebeu dezenas de reações negativas e mensagens de ódio em seus perfis, que chegaram a deixá-lo doente. Com o tempo, ele diz ter desenvolvido um escudo emocional: “tem um lado meu racional que entende: essas pessoas não me conhecem. Elas estão reagindo a uma ideia, a uma quebra de expectativa. Mas o lado emocional sente”.

 

Por outro lado, Ian também recebe manifestações de apoio que o ajudam a seguir. “Tem gente que me para no baile, diz que não curte muito meu estilo, mas reconhece o valor do que eu faço. Tem quem venha agradecer, contar que se sentiu mais livre depois da aula”, relembra.

 

Forró do futuro

O forró contemporâneo de Ian Pacheco não é apenas uma proposta pedagógica. É um gesto político. Ao recusar a lógica da condução masculina, ao dar voz ao corpo, ao valorizar o não tanto quanto o sim, Ian está ensinando mais do que dança. Na COART, esse desejo encontra terreno fértil. Ian espera continuar por muitos anos: “Eu gosto de estar perto de gente. De ouvir histórias. De ver como a dança transforma as pessoas. Porque ela transformou a mim. E ainda transforma, todo dia”

 

Para mais informações acesse suas redes sociais @auladoian 

 

Serviço

Datas: Terças

Horário: 14h – 16h e 18h – 20h

Local: COART/ Uerj

Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã Prédio anexo – Campus Maracanã

Inscrições das oficinas da COART feitas durante o início dos períodos letivos.

 

Quando o cinema vira ponte para acolhimento e resistência LGBT+ na Universidade

Quando o cinema vira ponte para acolhimento e resistência LGBT+ na Universidade

Feixes da História mostra que o orgulho também se constrói nos detalhes do cotidiano acadêmico

 

Por Samira Santos

 

Na tarde de uma segunda-feira fria de junho, o auditório 9028 da Uerj viu suas cadeiras se esgotarem. Estudantes de História, mas também de Engenharia, Jornalismo, Psicologia, Serviço Social, Ciências da Computação, entre outros, ocuparam o espaço para assistir a um filme de 1975: The Rocky Horror Picture Show. O que parecia um evento pontual transformou-se rapidamente em um espaço de acolhimento, pertencimento e afirmação da diversidade. Era o início de mais uma edição do “Feixes da História”, projeto que integra as ações do LPPE (Laboratório de Pesquisa e Práticas de Ensino, do curso de Licenciatura em História) e que, neste mês de junho, assumiu protagonismo dentro das celebrações do Orgulho LGBTQIAPN+.

 
Alunos de variados cursos assistindo Nunca fui Santa (Foto: Victoria de Freitas)

A proposta era simples, mas forte: exibir filmes com temática LGBTQIAPN+ e promover debates após as sessões. Mas o que se revelou foi algo maior. A sala, pensada para poucas pessoas, ficou pequena diante do desejo coletivo de compartilhar, ouvir e visibilizar vivências historicamente silenciadas.

 

A força da escuta

O projeto, coordenado pelo professor Flaviano Isolani e com apoio do professor Eduardo Ferraz, nasceu da inquietação: como ensinar História de forma crítica e acessível? A resposta veio por meio da linguagem audiovisual, aproximando cinema e ensino, especialmente voltado para o vestibular da Uerj.

As bolsistas Mariana Lemos e Victória de Freitas, duas das responsáveis pela idealização do ciclo de filmes do mês do Orgulho, contam que o projeto já existia com atividades voltadas para o Spotify e podcasts, mas ainda carecia de maior visibilidade no ambiente universitário.

Durante a sessão do filme Nunca fui santa (Foto: Samira Santos)

“Somos duas mulheres LGBTs dentro de um espaço onde os debates sobre vivências LGBT ainda são muito restritos. A gente percebeu que ninguém estava fazendo nada para o mês do Orgulho, nem o coletivo LGBT, então pensamos: por que não fazer a gente?”, conta Victória.

Em menos de uma semana, elas haviam escolhido os filmes, produzido as artes gráficas, definido os horários e organizado os debates. “Foi uma correria absurda, mas valeu cada segundo”, diz Mariana, com um sorriso que carrega alívio e orgulho.

 

A potência de se ver representado

A seleção de filmes foi estratégica. Começou com The Rocky Horror Picture Show (1975), passou por Nunca Fui Santa (1999), segue com Crush: Amor Colorido (2022), e se encerra com Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016). Cada obra traz em si uma camada da experiência LGBT em diferentes contextos históricos, culturais e geográficos.

“O cinema é uma forma de ensinar história pelas margens”, explica Mariana. “Com Rocky Horror, por exemplo, falamos sobre identidade de gênero nos anos 70; com Moonlight, discutimos raça, masculinidade e sexualidade na infância e juventude negra nos EUA”.

Além do conteúdo, o ambiente foi pensado para o acolhimento. Após cada exibição, o cine-debate é aberto. Alguns apenas assistem, outros desabafam, compartilham suas histórias e aprendizados. “É olhar para o outro e dizer: eu te vejo, e você não está sozinho”, afirma Victória.

A recepção foi surpreendente. Mais de 40 pessoas na primeira sessão. Pessoas no chão, em pé, estudantes de diferentes cursos e idades. “A gente achou que só ia ter a gente e nossos amigos”, brinca Mariana. “Ver a sala cheia foi emocionante. Mostrou a carência que existe desses espaços dentro da Universidade”.

 

Representatividade como ferramenta de resistência

Apesar da crescente presença de discursos de ódio na sociedade e do avanço de pautas conservadoras, projetos como o “Feixes da História” reafirmam a universidade como um lugar de resistência. “Quando a gente lota uma sala com 40 pessoas para falar sobre orgulho, sexualidade e identidade, estamos também dizendo: a gente está aqui. E vamos continuar aqui”, afirma Victória.

Mais do que eventos pontuais, o projeto pretende se consolidar. Já há planos para futuros ciclos de filmes, podcasts e novas temáticas, como musicais e filmes de terror, sempre com uma lente crítica sobre gênero, raça, política e afeto.

Porta do auditório 9028 com a divulgação dos filmes (Foto: Samira Santos)

O LPPE, que completa 20 anos, reafirma sua importância nesse processo. Criado em 2002 para ampliar as práticas de ensino em História, o laboratório já produziu CDs, podcasts, entrevistas e eventos com especialistas. Hoje, torna-se palco também para vozes LGBT dentro da universidade, unindo academia e subjetividade, teoria e vivência.

“Falar sobre cinema é falar sobre o mundo. Falar sobre diversidade no cinema é mostrar que a história não é feita só pelos vencedores, mas também por quem resistiu e resiste às margens”, resume Mariana.

A julgar pela repercussão dessa primeira edição, a sala cheia, os olhos marejados e os abraços trocados após os debates, fica claro que o “Feixes da História” já marcou seu lugar na trajetória de muitos estudantes.

E como toda boa história, essa também merece continuar sendo contada.

“O Esquema Fenício” não é extraordinário, mas é capaz de divertir o espectador

“O Esquema Fenício” não é extraordinário, mas é capaz de divertir o espectador

O novo filme de Wes Anderson mistura comédia, ação, assassinatos e intrigas familiares e consegue produzir uma experiência no mínimo interessante e envolvente.

Por Luana Maciel

Ator Benício Del Toro e atriz Mia Threaplenton em Esquema fenício 2025 (Reprodução: internet)

 

No novo filme do diretor americano Wes Anderson, Zsa-Zsa Korda (Benicio del Toro) é um magnata envolvido em uma série de polêmicas e odiado por muitos. Quando o empresário sofre um atentado à sua vida em um acidente de avião, ele percebe que todo o seu trabalho e fortuna estão sob ameaça. Por isso, ele decide nomear uma herdeira, mas escolhe uma figura um tanto quanto peculiar: sua filha Liesl (MiaThreapleton), uma noviça que está prestes a se tornar oficialmente freira e com quem mantém uma relação conturbada. Mas quando o maior projeto de Korda é ameaçado, pai e filha precisam viajar para negociar com os principais investidores envolvidos e garantir o sucesso do empreendimento.

 

O filme se estrutura em uma narrativa constituída por múltiplos capítulos, cada um associado a um dos investidores que Korda tenta persuadir a fim de conseguir auxílio para superar uma lacuna monetária no processo de construção desse grandioso projeto que, inclusive, dá nome ao filme, o esquema fenício. Dentre esses investidores se destacam alguns outros grandes nomes que compõem o elenco, como Scarlett Johansson, Tom Hanks, Bill Murray e Benedict Cumberbatch.  Como característico do estilo de Wes Anderson, o filme se destaca por sua identidade visual bem singular, com muitos planos abertos e cenários que fazem uso de uma paleta de cores vívidas e de padrões extremamente simétricos.

 

O roteiro é marcado por uma oposição entre repetições e elementos extraordinários. Assim, enquanto algumas falas e ações se repetem várias vezes ao longo da obra (embora com novos significados em diferentes momentos), atos inesperados e situações completamente inusitadas também estão presentes na trama e deixam o público cada vez mais curioso para saber o que acontecerá em seguida. A natureza cômica do filme se pauta justamente nessa surpresa que se quer gerar na audiência, nesse sentido de uma coisa que é tão absurda, que é engraçada. São cenas de ação, ameaças de morte e eventos quase impossíveis que se entrelaçam com o cotidiano dos personagens e que são tratados com tanta naturalidade dentro da história que provocam esse efeito de humor.

 

Essas escolhas levam a obra a assumir um caráter completamente fantasioso, algo que foge totalmente do que pertence ao mundo real, sem precisar recorrer a elementos mágicos ou sobrenaturais, e é justamente por isso que diverte o público. Esse aspecto fantasioso é reforçado no comportamento e atitudes dos personagens. Zsa-zsa é a caricatura de um empresário corrupto e cruel. Um homem frio, inexpressivo, incapaz de manter boas relações pessoais e que não mede esforços para possuir dinheiro e poder. 

 

Por outro lado, Liesl é uma moça correta e religiosa, que vive segundo as regras morais que aprendeu no convento onde foi criada e que busca acabar com o sofrimento alheio. 

O mais interessante aqui, porém, é ver como esses papéis vão se transformando ao longo do filme e como a convivência entre pai e filha vai permitindo que novas facetas de ambos os personagens sejam reveladas. 

 

O esquema fenício é um filme que pode não ser recebido tão bem por todas as pessoas por explorar um estilo de humor muito irônico e pela natureza peculiar de determinadas abordagens. Também não é um filme com uma emocionante lição de moral e talvez não seja a mais extraordinária obra de Wes Anderson. Mas é um filme que, por meio de personagens ora previsíveis, ora completamente surpreendentes, brinca com a capacidade humorística do acaso e que cumpre exatamente o que promete: um momento de diversão e entretenimento para o espectador.

 

Nota: 3.5/5

 

Cine Cartola: mostra de filmes da Uerj evidencia o papel da arte na sociedade

Cine Cartola: mostra de filmes da Uerj evidencia o papel da arte na sociedade

A exibição acontece toda quarta-feira, de forma completamente gratuita

Por Luana Maciel

Entrada da COART o Centro Cultural (Foto: Luana Maciel)

O Cine Cartola é um projeto organizado pela Coordenadoria de Artes e Oficinas de Criação (COART) da Uerj com o intuito de incentivar a disseminação da arte cinematográfica e disponibilizar filmes que não se encontram em grandes veículos, como o cinema tradicional ou plataformas de streaming. Embora aconteça dentro do campus universitário, o público-alvo não se restringe aos alunos. Qualquer pessoa interessada pode comparecer.

A iniciativa surgiu no início do ano passado (2024) como um meio de ocupar o espaço da Universidade com algo que ia além das palestras e oficinas que a COART já oferecia, voltando o olhar para a arte do cinema, explica o curador do Cine Cartola. Com o nascimento da ideia, porém, os criadores do projeto esbarraram com uma problemática: os direitos de imagem sobre os filmes que seriam exibidos. Por isso, o Cine Cartola começou com a exibição de filmes mudos, acessíveis por já estarem em domínio público. Alguns nomes famosos que aparecem nessa primeira etapa do projeto são, por exemplo, o clássico do terror “Nosferatu” e longas do ator Charlie Chaplin.

No segundo semestre de 2024, o Cine Cartola continuou ativo, mas sua proposta já era outra. Documentários brasileiros contemporâneos eram o novo enfoque, uma vez que era possível entrar em contato com os diretores de cada obra com mais facilidade. Além da mudança da temática, outro diferencial foi a promoção de debates em algumas das sessões. A mudança, porém, não foi tão bem recebida pelo público e a audiência das exibições acabou caindo bastante.

Agora, em 2025, o Cine Cartola se reinventa de novo e traz o tema “Vida de artista” como proposta. Como sobreviver enquanto artista em um contexto cada vez mais competitivo, utilitário e sedento por eficiência e resultados? Na página do Instagram da COART (coartuerj), os idealizadores do projeto afirmam que certamente a mostra de filmes programada para o semestre não será capaz de responder a esses questionamentos. Contudo, eles se propõem a conduzir os espectadores pela trajetória de personagens que tentam sobreviver às deliciosas e amargas experiências da vida do artista, colocando esse personagem que vive da arte como protagonista das histórias.

A escolha do tema, assim como a seleção dos filmes que serão transmitidos, vieram do curador do Cine Cartola, Caio Neves. Formado em cinema na UFF, Caio também já estudou em algumas oficinas gratuitas do Parque Lage e atualmente trabalha com o ensino de cursos voltados para a área do cinema experimental e da videoarte na COART. O curador explica que pensou no tema a partir de sua experiência pessoal com a arte e em como isso poderia interessar e divertir o público: “Me interessa muito estar nesse lugar da arte contemporânea, onde o artista não é necessariamente um especialista naquela linguagem(…), mas é uma pessoa que tem uma poética particular e ele vai colocar essa poética dele em uma linguagem”. 

 

Auditório Cartola após a exibição do filme “Adaptação” (Foto: Luana Maciel)

Serão um total de 12 filmes exibidos neste semestre, todos com um objetivo em comum: fugir do cinema padrão e escapar do óbvio. “Os filmes que você vai ver aqui, você não vai achar na Netflix”, afirma Caio. São obras que vêm dos mais variados lugares do mundo, desde Chile e Portugal até Finlândia e Coreia do Sul. O curador acrescenta: “se a pessoa vai sair de casa para ver alguma coisa, que ela veja alguma coisa que não esteja tão disponível assim”. 

A próxima sessão será no dia 14/05 de maio com o filme “Frances Ha” (2012), dirigido por Noam Baumbach, que conta a história de três artistas parisienses sem um tostão que compartilham suas visões de mundo e histórias de amor enquanto tomam vinho. Ainda em maio, “Poesia” (2010) e ‘Mistérios e Paixões” são os demais filmes que compõem a programação cinematográfica do mês. Mais informações sobre as sinopses, duração e informações técnicas dessas obras e da programação de junho podem ser encontradas na página do Instagram da COART e no site oficial do setor.

O projeto voltado à vida de artista se encerra em junho, mas isso não significa o fim do Cine Cartola. Pelo contrário, a estudante de jornalismo e bolsista da COART, Samira Santos, revela que o tema para o próximo semestre já está sendo definido e preparado e destaca a importância de tornar as pessoas mais cientes não só do Cine Cartola em si, mas também das inúmeras atividades artísticas e culturais sempre presente nos corredores do Centro Cultural. 

 O auditório Cartola, que dá nome à exibição, fica localizado no Centro Cultural da Uerj, em cima do prédio do bandejão do campus Maracanã, na Rua São Francisco Xavier, 524. O espaço conta com cerca de 70 lugares e está sempre aberto ao público. A entrada é gratuita e as sessões ocorrem nas quartas-feiras às 16h. “A sala tá aberta, é só chegar”, reitera Caio Neves.