Bioeconomia e energia sustentáveis têm potencial para gerar 28 milhões de novos empregos, diz estudo

Bioeconomia e energia sustentáveis têm potencial para gerar 28 milhões de novos empregos, diz estudo

Relatório foi discutido na Rio Nature and Climate Week, realizada em junho na cidade

 

Por: Maria Eduarda Galdino

 
Painel do Rio Nature and Climate Week. Foto: Maria Eduarda Galdino
 
 

Estratégias para o crescimento de empregos e renda através da bioeconomia foram discutidos no painel sobre investimentos e financiamento sustentável na primeira edição do Rio Nature and Climate Week.  Segundo Patrícia Ellen, ex-secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do estado de São Paulo, a bioeconomia, bioenergia e economia circular podem transformar o setor econômico e empregatício do Brasil, resultando em 28 oportunidades de emprego. 

 

Esse dado faz parte do estudo da Plataforma Nova Economia, elaborado pela Systemic em parceria com o Instituto Aya e o Cedeplar-UFMG.  Por meio da combinação de bases de  dados econômicos, ocupacionais e educacionais em um sistema de inteligência territorial, é possível apontar com precisão como as profissões podem fazer parte de uma cadeia produtiva sustentável e as oportunidades de emprego que podem ser geradas. 

 

Essa pesquisa foi apresentada na COP 30, em Belém do Pará, e visa gerar apoio ao Plano de Transformação Ecológica do Ministério da Fazenda. Segundo Patricia Ellen, as oportunidades de emprego geradas pela cadeia produtiva sustentável podem também ser uma solução direta à crise da automação dos trabalhos devido ao avanço tecnológico que tem gerado desemprego. 



Para isso, afirmou Patrícia Ellen, é necessário centralizar e incluir pessoas e a natureza na agenda de transformação econômica e tecnológica do país, principalmente indivíduos que residem em regiões mais rurais. A ex-secretária ressaltou que o primeiro passo é o levantamento de dados para entender as oportunidades, territórios e desafios desse contexto.

 

A bioeconomia é o pilar da economia sustentável, que relaciona recursos naturais como plantas e resíduos biológicos à inovação e desenvolvimento tecnológico para criação de novos produtos, serviços e empregos. É uma alternativa para a redução da dependência na economia baseada em combustíveis fósseis.  O Brasil representa um território fértil para o desenvolvimento da bioeconomia. Devido à biodiversidade da Amazônia, é possível utilizar os recursos naturais como ativos estratégicos, criação de novos negócios e o fortalecimento de saberes tradicionais. 

 

Segundo o estudo do World Resources Institute (WRI Brasil), a bioeconomia e o investimento em restauração florestal podem adicionar até R$ 45 bilhões ao Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) até 2050. Além disso, no estado do Pará, já existem 13 cadeias produtivas, isto é, os processos que produzem bens de consumo que já movimentam  R$ 9 bilhões de reais. 

 

A ex-secretária também apresentou um levantamento feito em conjunto com o governo federal sobre o Plano de Transformação Ecológica (PTE) e  projeto Novo Indústria Brasil (NIB). O trabalho tem como objetivo transformar o setor industrial brasileiro com tecnologias sustentáveis, digitalização industrial e apoio a micro e grandes empresas com créditos e capacitação para o novo cenário industrial. 

 

“A gente fez um extrato (NIB) para bioeconomia de florestas e mostra que somente a bioeconomia, que mantém a floresta em pé e alavanca a nossa biodiversidade, gera entre 40 e 75 milhões de dólares por ano a partir de 2030”, afirmou. 

 

Apesar das oportunidades, ainda existem os desafios que territórios como a Amazônia podem trazer aos planejamentos. Marcelo Thomé, vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirmou que a realidade e a maturidade empresarial da Amazônia é diferente dos setores presentes em São Paulo ou Rio de Janeiro. 

“É conhecer de fato o território e os desafios que aquele território oferece. Porque não é trivial operar em locais onde você não tem estrada, você não tem mão de obra qualificada, você muitas vezes não tem energia, mas você tem naquele território a oportunidade”, explicou. 

 

O vice-presidente disse que olhar para a Amazônia sem preconceito e como um verdadeiro centro econômico do país ajuda a entender alternativas que se encaixem na realidade do território. “A estrutura da facilidade que nós criamos tem por objetivo olhar para as oportunidades, organizar essas oportunidades em potenciais negócios que tenham capacidade de escalar e serem incluídos em cadeias de valor. E quem faz isso? A indústria”, disse Marcelo.

 

 

 
 
 
 

Apesar das iniciativas sustentáveis, a Copa 2026 é o torneio mais poluente da história

Apesar das iniciativas sustentáveis, a Copa 2026 é o torneio mais poluente da história

Apesar das iniciativas sustentáveis, a Copa 2026 é o torneio mais poluente da história

Por: Maria Eduarda Galdino

 
Cerimônia de recepção da Taça da Copa do Mundo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
 

A Copa do Mundo de 2026 é a maior da história, pelo menos em tamanho: 48 seleções confirmadas e 16 cidades-sede pela América do Norte (Estados Unidos, México e Canadá). Ao todo, 104 jogos no total. Mas esse formato considerado inovador criou tensões com a agenda climática sustentável. Estudos têm apontado que o torneio pode ser considerado o mais poluente da história das Copas, com até 9 milhões de toneladas de carbono geradas pelos voos. 

A Fifa divulgou sua Estratégia de Sustentabilidade e Direitos Humanos no torneio. Mas, segundo a Scientists for Global Responsibility, o modelo inédito da Copa é insustentável para manter os objetivos da agenda climática global. A expansão territorial do maior torneio do mundo causa deslocamentos aéreos  significativos das seleções e do público. Cerca de 87% de todas as emissões durante a Copa serão originárias dos voos. O nível das emissões é equivalente a quase 6 milhões de carros britânicos médios durante um ano.

 

A Copa de 2026 superou a edição anterior no Catar (2022), duramente criticada pela construção de sete novos estádios. A Copa no Catar também contribuiu para a emissão de  aproximadamente 3,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono, contrariando as promessas de carbono zero anunciadas pela FIFA em 2022. 

 

A discussão sobre as emissões é recorrente devido ao alerta de autoridades científicas sobre a grave influência das emissões de carbono no aquecimento global. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças climáticas (IPCC) tem registrado o aumento da temperatura média global em 1,1Cº, e aponta as emissões de dióxido de carbono como principal elemento causador.

 

Além das emissões dos voos, a Copa do Mundo  acontece em meio às temporadas de calor extremo na América do Norte. Nesse contexto, o consumo de energia para resfriamento de espaços como estádios e demais estabelecimentos é maior que o normal, o que causa uma demanda energética significativa e mais uma fonte para emissão de gases. A FIFA publicou uma série de estratégias de sustentabilidade para as cidades que estão sediando os torneios. A campanha “Gol por El ambiente” em parceria com o governo mexicano é uma delas e promove a economia circular, na qual resíduos têxteis e plásticos serão redirecionados dos aterros sanitários para cadeias de valor produtivas. 

 

A ministra do Meio Ambiente e Recursos Naturais do México, Alicia Bárcena, apresentou o programa e afirmou que o governo quer se afastar da economia linear, modelo tradicional de produção, uso e descarte sem aproveitamento dos recursos e resíduos. Além do mais, as estratégias sustentáveis da FIFA incentivam o uso de transporte público, hospedagem em hotéis com políticas sustentáveis e a não construção de novos estádios para as partidas. Mas nenhuma dessas ações contribui para a principal causa da poluição da Copa: as emissões de dióxido de carbono pelos voos.

 

 

 
 
 
 

Diversão com prazo de validade: a Maldição da Múmia entretém mas não convence

Diversão com prazo de validade: a Maldição da Múmia entretém mas não convence

É o tipo de filme que diverte enquanto dura, mas que desmorona quando você começa a pensar nele de volta para casa

Por: Murilo dos Santos

                                                 Poster de divulgação do filme A maldição da múmia.

 

Um casal perde a filha no Cairo e ela reaparece 8 anos depois de forma bizarra: petrificada, com aparência de zumbi. A família a leva para casa e a cuida como se nada tivesse acontecido, até que, no mesmo dia em que a menina se acomoda no lar dos Cannon, ela ataca a matriarca da família, que rezava junto ao corpo. Essa é a premissa e os primeiros minutos de A Maldição da Múmia, do diretor irlandês Lee Cronin, lançado em 2026, uma abertura que prende a atenção e promete mais do que o filme consegue entregar.

O filme é estrelado por Jack Reynor, que interpreta o jornalista Charlie Cannon, Laia Costa, que vive Larissa Cannon, esposa de Charlie e mãe de Katie, interpretada por Natalie Gracie. O elenco funciona bem no geral, mas é May Calamawy, na pele da policial Dalia Zaki, quem rouba a cena, entregando uma das atuações mais consistentes do filme, e as crianças da família Cannon surpreendem pela naturalidade com que carregam cenas de tensão que os adultos, por vezes, deixam escapar.

A trama se passa majoritariamente em dois ambientes: a casa dos Cannon e o departamento de polícia do Cairo, onde Dalia Zaki investiga o desaparecimento de Katie. Após o despertar da múmia, a menina é raptada por uma feiticeira para um ritual misterioso. Um acidente de avião leva à descoberta de que ela está “viva” dentro de um sarcófago milenário. A família recebe a notícia com euforia, até perceber que aquela Katie pode não ser a mesma que desapareceu.

A forma como a família, em especial Larissa Cannon, vai descobrindo e lidando com a situação é muito bem construída por Cronin, que sabe criar tensão e sustos divertidos a cada ação da múmia. A primeira metade do filme tem aquele clima de desconforto crescente que faz o espectador se mexer na cadeira sem saber exatamente por quê, uma atmosfera que Cronin constrói com paciência e competência. Outro ponto alto são as atuações dos filhos da família: tanto Seb quanto a caçula chamam atenção pela maneira com que encaram o que está acontecendo e, por muitos momentos, parecem ser os únicos a tratar a situação com a devida preocupação.

O filme, com pouco mais de 2 horas e 10 minutos, vai bem até a metade. Conforme surge a necessidade de resolver os nós criados, a narrativa é inundada por sangue, lutas inúteis e mal executadas, além de diversas falhas e simplificações de roteiro, problemas que, na verdade, já se faziam presentes desde o início. Como, por exemplo, a questão de como a família levou a menina petrificada para casa sem que ninguém notasse: afinal, estamos falando de uma criança com aparência de morta, sem cheiro agradável e com unhas enormes, detalhe este último repetido à exaustão pelo diretor ao longo do filme. Cronin acerta bastante na direção, mas erra de forma contundente no roteiro, entregando um encerramento fraco, recheado de piadas fora de lugar durante confrontos com um demônio milenar. O abuso de violência não seria necessariamente um problema, se não resultasse em cenas que beiram o bizarro, incluindo uma sequência gore com coiotes dilacerando um corpo.

No mais, se você quiser se divertir e levar alguns sustos, A Maldição da Múmia serve. Mas como história redonda e com lógica interna consistente, é o tipo de filme que diverte enquanto dura, mas que desmorona quando você começa a pensar nele de volta para casa. Se eu fosse dar uma nota de 0 a 5, seria 2,5: metade do caminho entre o bom entretenimento que poderia ser e o grande filme de terror que nunca chega a se tornar.






Cinco Tipos de Medo: filme dá vida a realidades moldadas pelo crime e a violência no Brasil

Cinco Tipos de Medo: filme dá vida a realidades moldadas pelo crime

Montagem do diretor Bruno Bini ganhou quatro categorias principais no Festival de Gramado 2025

Por: Maria Eduarda Galdino

Divulgação do filme Cinco Tipos de Medo. Montagem: Maria Eduarda Galdino

 

Dirigido e pensado por Bruno Bini, Cinco Tipos de Medo é um filme inspirado em acontecimentos reais na periferia mato-grossense. A história conta a vida de cinco personagens: Marlene (Bella Campos), Murilo (João Victor Silva, de O Agente Secreto), Luciana (Bárbara Colen), Ivan ( Rui Ricardo Diaz) e Sapinho (Xamã), e como suas trajetórias foram atravessadas pela realidade do crime e da violência no Brasil. 

 

O longa-metragem destaca a figura de sapinho (Xamã), chefe do tráfico do bairro Jardim Novo Colorado, como peça fundamental para o desenrolar da trama. As atitudes do criminoso se conectam com momentos específicos da vida dos outros personagens, mudando-as para sempre. Primeiro, Sapinho força um relacionamento amoroso com Marlene, enfermeira e  moradora da periferia de Cuiabá, mas que é apaixonada por Murilo, um jovem violinista que foi seu paciente enquanto trabalhava no hospital na pandemia de Covid-19. Ao descobrir o relacionamento dos dois, Sapinho planeja assassinar Murilo, porém, na mesma noite em que o plano vai ser executado, Luciana, que é uma policial, e Ivan, um advogado, estão próximos ao local. 

 

O decorrer dos acontecimentos não é linear, a direção de Bruno Bini pensa e expõe a narrativa de cada personagem com habilidade, fazendo com que todas as peças se encaixem ao longo do filme. A fotografia elaborada por Ulisses Malta Jr. também trouxe à obra enquadramentos e cores específicas que deram vida às cenas de tensão e violência. Mas é possível perceber alguns desencontros no relacionamento de alguns personagens, Marlene (Bella Campos), por exemplo, não possui desfechos adequados em relação as suas interações com a sua avó e irmão.  Além disso, a trama abre espaços para temáticas como a ausência do Estado no enfrentamento ao crime nas comunidades, crises familiares, dilemas da pandemia de Covid-19, assédio, luto e religião. 

 

Cada personagem está imerso nas suas próprias dificuldades e traumas que são muito comuns na trajetória de diversos brasileiros. Bruno Bini traz a realidade brusca do que é ser atravessado por uma fatalidade, seguido de medo, raiva e incertezas que configuram uma nova perspectiva aos cinco protagonistas, que agora são pessoas totalmente diferentes do início no filme. Agora, sentimentos como vingança e raiva se fazem presentes na formação dos personagens, que vivem em constante estado de sobrevivência e sob um contexto de violência. 


O filme Cinco Tipos de Medo trabalha com uma realidade latente na vida de milhares de brasileiros. Segundo a pesquisa da Genial/Quest, a violência é a maior preocupação dos brasileiros. Além disso, segundo o relatório Atlas da Violência de 2025 afirma que 45.757 brasileiros perderam suas vidas devido ao homicídio em 2023. Portanto, o Filme traz a questão da violência e dos atos criminosos em cada personagem: o traficante abusivo que faz ameaças de morte constantes, o medo do jovem violinista que cruzou com o terror da violência somente por querer amar e a rotina exaustiva de uma policial que se coloca em situações de confrontos bélicos traumatizantes que podem custar sua vida e daqueles que ama.

 

A montagem de Bruno Bini venceu quatro prêmios no Festival de Gramado em 2025, um dos maiores festivais de cinema do Brasil. Cinco Tipos de Medo ganhou nas categorias de melhor filme, melhor roteiro, melhor montagem e o ator Xamã ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante. O filme estará em todos os cinemas do Brasil no dia 9 de abril, com indicação classificativa de 16 anos.




 

Plano Clima busca preparar cidades e populações para eventos extremos

Plano Clima busca preparar cidades e populações para eventos extremos

Obras de infraestrutura 100% adaptadas a mudanças climáticas estão entre as metas do documento lançado pelo governo federal

Por: Maria Eduarda Galdino

 
Lançamento do Plano Clima em Brasília (DF). Foto: Fernando Donasci/MMA
 
 

O governo brasileiro lançou no mês passado o Plano Nacional sobre Mudança no Clima (Plano Clima), com metas para combater a crise climática. A ideia é organizar ações que promovam equidade, proteção dos direitos humanos e inclusão social de grupos afetados pelas mudanças climáticas. O plano foi aprovado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança no Clima (CIM), com a colaboração de 25 ministérios e consultas públicas a mais de 25 mil participantes. Deverá estar totalmente implementado até 2035. 

 

Entre as metas de adaptação climática, o Plano prevê que obras de infraestrutura financiadas pelo governo federal sejam projetadas para resistir a eventos extremos. Na prática, isso significa que construções como moradias, rodovias e sistemas de drenagem deverão considerar riscos como enchentes e deslizamentos, problemas recorrentes em cidades como Rio de Janeiro. 

 

Nesse contexto, um estudo do Ambiental Media e do Instituto de Computação da UFF, com base em dados disponibilizados pelo IBGE, confirmou que cerca de 142 mil domicílios correm alto risco de inundação ou deslizamento no Rio de Janeiro. O estudo apontou a Zona Norte como território com mais bairros com alta vulnerabilidade a eventos climáticos extremos. 

 

Além do Rio de Janeiro, o estado de Minas Gerais também sofreu com o impacto das fortes chuvas. As cidades de Juiz de Fora e Ubá registraram no total 29 mortos e 3 mil pessoas desabrigadas no mês de fevereiro por conta dos deslizamentos, enchentes e soterramentos. Diante do estado de calamidade decretado pelas autoridades, escolas e universidades também interromperam suas atividades. 

 

Diante desses acontecimentos, a proposta é que o plano de adaptação seja aplicado em todos os estados e ao menos 35% dos municípios, e até 2035, atender com obras de prevenção pelo menos 4 milhões de pessoas expostas ao risco de desastre geohidrológico

Além das estratégias de adaptação, o Plano Clima também inclui medidas de mitigação, ou seja, ações voltadas à redução de gases de efeito estufa (GEE) com mudanças no uso de energia e combate ao desmatamento. Para isso há uma Estratégia Nacional de Mitigação com base em projetos científicos que trabalham com energias renováveis, sociobiodiversidade e outros métodos para estabilizar uma economia de baixo carbono. 

 

O Plano Clima também inclui estratégias transversais para ação climática, que são o conjunto de ferramentas e políticas utilizadas para a execução de todos os objetivos. Isto é, como os setores de educação, pesquisa, políticas públicas e outros irão colaborar para soluções climáticas. Os investimentos e metas na primeira parte de elaboração do Plano Clima serão distribuídos ao longo dos anos,  em torno de R$25 a 30 bilhões por ano. 

As políticas de ação do Plano Clima também reforçam a importância da participação ativa dos povos no combate às crises climáticas. Segundo o documento, a colaboração da sociedade civil garante que haja equilíbrio de interesses e efetividade no planejamento de políticas públicas a favor da justiça climática. Para isso, as Câmaras de Participação Social e de Assessoramento Científico irão mediar a comunicação entre entidades governamentais, comunidades e o setor empresarial.



Plano Clima está alinhado ao Acordo de Paris 

 

A construção do Plano Clima também representa o compromisso do Brasil com o multilateralismo, que é a cooperação entre vários países para tomar decisões, resolver problemas e firmar acordos em conjunto. As estratégias de ações climáticas do Plano estão de acordo com a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) em relação à meta de redução de 59% e 67% de suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035. O objetivo final seria a neutralidade climática até 2050, estado em que as emissões líquidas chegam a zero. 

Além do mais, o Plano Clima de Adaptação elaborou suas estratégias pautadas no ciclo interativo de adaptação feito pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC). Os projetos de adequação climática foram divididos em quatro etapas: avaliação, planejamento, implementação das ações e monitoramento de longo prazo com revisões periódicas e aprimoramentos contínuos.

 

 


No documento, o governo brasileiro afirmou que pretende estabelecer um sistema robusto de monitoramento, avaliação e aprendizado, que alimente relatórios nacionais, fortaleça a transparência para que os compromissos estabelecidos com a UNFCCC (a Conferência do Clima da ONU) e com o Acordo de Paris possam ser cumpridos.

 

 

 
 
 
 

Novo bar em Vila Isabel explora o que tem de melhor na vida boêmia do bairro

Novo bar em Vila Isabel explora o que tem de melhor na vida boêmia do bairro

Localizado no Boulevard 28 de setembro, Patota Bar & Restaurante explora o samba e o futebol enquanto enfrenta os desafios de se estabelecer na região 

Por Laura de Sousa e Silva dos Santos

                                          Patota Bar & Restaurante. Foto: Laura de Sousa e Silva dos Santos

 

O bairro Vila Isabel é conhecido pela sua vasta história e cultura. Localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, o lugar é marcado pela música, pelo futebol, pela boêmia e pela comunidade. Além da escola de samba Unidos de Vila Isabel e do estádio de futebol Maracanã, a região também concentra uma grande quantidade de bares tradicionais, o que intensifica a vida noturna do bairro.

 

No dia 15 de setembro deste ano, Vila Isabel deu as boas-vindas a mais um estabelecimento que intensificará a vida boêmia do lugar: Patota Bar & Restaurante, localizado na rua 28 de setembro. O sócio-operador do espaço, André Costa comentou um pouco sobre a ideia de abrir o bar na região: “É um bar ligado à música, alguns dos sócios que já eram do bar tentaram reabrir com uma nova marca, uma nova proposta. Com música, samba, tudo a ver com Vila Isabel. Petiscos tradicionais e essas coisas”.

 

Cultura do samba

André comentou que como diferencial de outros restaurantes do bairro, o ambiente traz música, especialmente o samba, para entreter os clientes. Ele relatou que o estabelecimento busca contratar músicos do próprio bairro para tocarem no lugar: “São artistas menos conhecidos, que precisam de um espaço para tocar. É isso que a gente pensa, trazer pessoas do bairro, artistas do bairro que estejam aqui e que queiram o seu espaço para tocar. E que a gente possa ter uma troca’.

 

Cultura do futebol

O sócio-operator afirmou que o bar busca agradar os torcedores de futebol que costumam acompanhar os jogos que acontecem no Maracanã. As torcidas que costumam marcar presença no lugar são as do Flamengo e do Fluminense, justamente por já serem do estádio, porém André comentou que quando o Botafogo e o Vasco jogam no bairro, alguns dos entusiastas desses dois times também marcam presença.

Para atender a esse público lunático por futebol, ele descreveu como o estabelecimento se prepara para receber esse público: “A gente contrata mais gente, a gente se prepara, faz um cardápio mais enxuto para poder atender melhor. A gente faz todo um planejamento de número de pessoas, a gente se planeja para atender esse público”.

 

Público-alvo

André comentou que quando se abre um negócio, a primeira coisa que se pensa é no público em volta, e ele explicou quem o restaurante busca alcançar: “O nosso público-alvo é o morador, pessoal do hospital, pessoal que trabalha aqui em volta e o pessoal da Uerj. Tanto os professores, quanto os diretores, estudantes. A gente quer ter opção para todas essas pessoas”.

 

Para os alunos da Uerj, o sócio-operador afirmou que o estabelecimento planejou um cardápio um pouco mais em conta pensando nesse grupo.

 

Importância do espaço 

 

Um restaurante desse porte em um bairro como o de Vila Isabel ajuda a perpetuar a vida noturna tão popular na região, e André reconhece isso: “Eu acho bastante importante porque Vila Isabel está um pouco degradada, está um pouco sozinha. A gente está investindo aqui, a gente está apostando em resgatar algumas coisas aqui de Vila Isabel“.

 

O bar que se encontrava anteriormente ali, Boteco Mané, fechou por conta de problemas na gestão, algo que o sócio-operador já afirmou que não será um problema para o Patota Bar & Restaurante. O que se apresenta como um problema são os desafios constantes que todo morador da região enfrenta: a violência e a decadência do bairro. “A decadência vem da Zona Norte, com o crescimento da violência. Então muita gente migrou para outros lugares. Esse é um fenômeno desde o final da década de 80 para 90. A violência cresceu, as pessoas se sentem inseguras”, lamentou André.

O sucesso de espaços como o Patota Bar & Restaurante ajuda a dar força a um espaço tão rico culturalmente e popular como Vila Isabel, e que problemas como a violência podem até passar a ser rotina, mas não podem parar a vida dos moradores. “É uma preocupação constante, mas faz parte. Infelizmente, o Rio de Janeiro normalizou a violência”, ele lamentou.

 

Expectativa

Com dois meses e meio de funcionamento, André já consegue ter uma perspectiva sobre o futuro do lugar: “Minha expectativa é de ter um movimento constante, com boa música, com um grupo bom, que venha gostar do atendimento, que faça um giro interessante. Para a gente poder ter o retorno do investimento”.

Ateliê de cerâmica em Vila Isabel oferece aulas e se torna espaço de criatividade e conexão

Ateliê de cerâmica em Vila Isabel oferece aulas e se torna espaço de criatividade e conexão

Nomeado de Estúdio Casa 100, o ateliê é um espaço localizado na parte externa da casa de uma das professoras, onde o amor pela cerâmica é compartilhado com a comunidade

Por: Alice Moraes

Uma estante com objetos do ateliê Estúdio Casa 100. Foto: Alice Moraes

Duas amigas de longa data ministram, juntas, aulas de cerâmica artesanal para moradores da Grande Tijuca, oferecendo um ambiente de aprendizado acolhedor. Júlia Rosa e Luciana Leite, ambas de 43 anos, montaram o ateliê há um ano e se tornaram professoras de cerâmica há dois meses. “Fazer cerâmica é uma atividade extremamente prazerosa”, comenta Luciana com um sorriso no rosto. 

De acordo com as duas, Luciana foi a primeira a entrar para o curso de cerâmica. Como ela sempre postava fotos das peças que construía, Júlia, que já tinha interesse em aprender, se sentiu ainda mais atraída pela arte e decidiu participar do mesmo curso que a amiga. 

O ateliê, chamado de Estúdio Casa 100, está localizado em Vila Isabel, na Rua Justiniano da Rocha, 100. As aulas, que no momento contam com oito alunas, possibilitam que não apenas as professoras ensinem e compartilhem o amor pela cerâmica, mas também auxilia ambas a aprenderem cada vez mais a partir da troca com os alunos. 

Júlia relata que é gratificante utilizar as peças produzidas, como canecas, xícaras e pratos. “Há inúmeras possibilidades de criação com cerâmica”, conta ela, “É uma maneira de se colocar também em cada peça, porque é muito bom tomar café da manhã, por exemplo, e pensar ‘eu que fiz essa caneca’. Dá um prazer muito grande com o resultado final de cada peça”. 

Em uma estante do ateliê, é possível ver a variedade das criações confeccionadas pelas professoras e pelos alunos. Entre as prateleiras, encontram-se utensílios como bules, pratos em formato de pão-de-forma, cumbucas, xícaras pequenas, copos e canecas que variam de tamanho e largura. Em uma mesa próxima dali, os pincéis se encontram prontos para serem utilizados no processo de esmaltação da cerâmica. 

O processo que as professoras aconselham para as aulas é “degrau por degrau”, de acordo com elas. Começam com itens mais simples para os alunos iniciantes. É normal eles chegarem com a expectativa de criar um item mais complicado e que exige mais técnica, por isso elas incentivam a construírem itens mais fáceis, como um prato pequeno ou uma xícara, e conforme o aprendizado e a prática forem evoluindo, novas peças podem ser aprendidas e feitas. 

As aulas enfatizam a modelagem manual da cerâmica, isto é, a modelagem com as mãos, da maneira mais natural possível, como explica Luciana: “É importante ter primeiro esse conhecimento do material, essa prática de manusear”. 

Luciana e Júlia contam que, mesmo com a alegria de ter tantas peças feitas, muitos erros já ocorreram. Quando é o caso, as professoras fazem questão de passar uma visão otimista para os aprendizes: “Eu brinco com os alunos, digo que eles têm que desapegar mesmo. Nem sempre vai dar certo. Tem horas que vai rachar, a peça vai trincar, a esmaltação vai ficar ruim. Faz parte do processo”,  detalha Luciana. 

“Ah, deu errado? Joga fora, acabou. Faz de novo”, enfatiza Júlia, reforçando que os erros não acontecem só com os alunos. Entre os ceramistas com mais experiência, também pode acontecer de o material quebrar, mesmo que na última fase do processo, que é longo. “É uma coisa que a gente trabalha, isso de não se frustrar, porque se der errado, nós fazemos de novo”.

Objetos de cerâmicas presentes no ateliê. Foto: Alice Moraes

O trabalho realizado nas aulas vem rendendo bons resultados, como as professoras observam. A evolução das alunas e a satisfação delas em criar uma boa peça são características que as professoras descrevem como as melhores partes de oferecer as aulas de cerâmica. “No começo, elas estavam super sem jeito, mas conforme foram aprendendo, elas começam a ter um domínio, uma independência”, relata Júlia. Luciana acrescenta: “E ver também a felicidade quando elas conseguem fazer alguma coisa legal também é muito bom. Quando uma peça sai direitinho do jeito que elas esperam, isso é muito legal”.

O curso de cerâmica artesanal no Estúdio Casa 100 é oferecido pelo valor de R$350 mensais, com aulas diárias, não só para moradores da Grande Tijuca, mas também para moradores de outros bairros que estejam interessados e que tenham disponibilidade de horário. Luciana e Júlia relatam que estão abertas para adicionar mais horários, de acordo com a demanda. As aulas têm duração de duas horas e meia e a argila é cobrada à parte. Os demais instrumentos, como moldes e esmaltes, são disponibilizados no ateliê. 

Descomplicando a COP: saiba o que são as Blue e Green Zone 

Descomplicando a COP: saiba o que são as Blue e Green Zone

As zonas vão ser palco das principais discussões sobre clima, meio ambiente e demais acordos na COP 30

Por: Maria Eduarda Galdino

             Fachada do pavilhão da Cop 30 em Belém do Pará (PA). Foto: Agência Brasil/ Bruno Peres

 

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP, iniciou a cerimônia de abertura na última segunda-feira (10) em Belém do Pará- PA. O evento reúne mais de 200 lideranças de todo mundo para discutir sobre mudanças climáticas, financiamento climático, redução das emissões e implementação das NDCs por 12 dias. A estrutura do evento foi dividida em duas áreas: a Blue Zone e a Green Zone.

 

A Blue zone (zona azul) é o espaço mais restrito da COP, é onde ocorrem as negociações oficiais, grupos de trabalho (GT) e sessões plenárias. Nessa área, representantes oficiais dos países estão apresentando pautas em favor da justiça climática, financiamentos e acordos para a tomada de decisões que se transformarão em compromissos globais que irão surtir impacto direto na vida dos cidadãos. Os debates são assistidos por organizações observadoras.

 

Os negociadores, que estão representando os países, são divididos em grupos e participam de reuniões em salas temáticas para discutir os artigos do Acordo de Paris. As organizações observadoras também são divididas: agências especializadas da ONU, organizações intergovernamentais e organizações não-governamentais.  Ao final das reuniões, cada grupo deve entregar uma proposta que estará presente no documento final da COP 30.

 

Esses documentos possuem certas exigências, cada grupo deve elaborar um texto que analise os avanços de metas já estabelecidas em outros encontros. Além disso, também é obrigatória a discussão sobre a eliminação do uso de combustíveis fósseis, analisar a atual situação de áreas/ países mais vulneráveis afetados por mudanças climáticas e estratégias de adaptação às mudanças climáticas que atingem florestas e cidades. 



    Globo terrestre no pavilhão blue zone COP 30 Belém, Pará (PA). Foto: Agência Brasil

 

Já a Green Zone (zona verde), é um espaço mais acessível e destinado à sociedade civil, Organizações Não Governamentais (ONGs), movimentos sociais e instituições acadêmicas. A Green zone também possui workshops, palestras, feiras e debates sobre justiça climática e sustentabilidade, priorizando a democratização do acesso a discussões políticas.

 

Na Green Zone, o público também pode trazer ideias e pautas a favor da justiça climática e compartilhar conhecimento com outros grupos. O pavilhão terá temas fixos de debate como financiamento climático, inovação, biodiversidade, tecnologias limpas e juventude. As pautas fixas ajudam no fluxo dos debates e nas tomadas de decisões coletivas.

 

Na última terça-feira, grupos indígenas ocuparam a blue zone em protesto a organização da COP 30, o grupo alega a exclusão dos grupos indígenas de discussões primordiais e de áreas privilegiadas e restritas ao público geral, onde estariam acontecendo os principais debates para decidir o futuro das políticas ambientais. O protesto não foi bem recebido pelas autoridades presentes na blue zone, que entraram em combate corpo a corpo com os manifestantes. 

 

Em entrevista ao jornal independente Cuida Criatura, o Pajé Nato Tupinambá, do baixo Tapajós, afirmou que o protesto simboliza uma reivindicação pela exploração na Amazônia. “Querem falar por nós, o branco quer decidir coisa por nós, nós não queremos isso, precisamos ser escutados, nós indígenas somos a resposta”.

 

Todas as decisões acordadas no evento irão guiar as próximas ações em favor da justiça climática no mundo, que passa por um aquecimento global alarmante, e que tem provocado uma série de desastres climáticos nas florestas e cidades, principalmente em regiões mais vulneráveis. Então, a COP se consolida como um movimento de resgate climático e de ajuda humanitária regido por lideranças globais. 

 

Projeto “Dançar os Sonhos” ensina dança de salão a crianças em escola pública na Tijuca

Projeto “Dançar os Sonhos” ensina dança de salão a crianças em escola pública na Tijuca

Projeto é inspirado em Pierre Dulaine, conhecido por ter criado o programa Dancing Classrooms

Por: Ana Carolina Guimarães Nogueira

Criado pela professora de dança de salão Gisela Saramago, o projeto “Dançar os Sonhos”  tem por objetivo não apenas ensinar diferentes estilos de dança para crianças de escolas públicas, mas também transmitir, através da arte, a importância de valores como o respeito.

         A professora Gisela Saramago, na Escola Municipal Barão de Itacurussá. – Foto: Ana Carolina Guimarães Nogueira

 

O trabalho é voluntário e realizado por Gisela, em conjunto com os professores de dança João Kleber Magalhães e Josenildo Petti. Eles ministram aulas de diferentes estilos, como forró, samba e soltinho. A maior parte das crianças atendidas pelo projeto está na faixa etária de 4 a 13 anos. O trabalho realizado com as crianças que ainda estão na educação infantil é um pouco mais lúdico, tornando os conteúdos aprendidos em sala de aula mais fáceis de serem compreendidos pelas crianças por meio da dança.

“Na educação infantil, trabalhamos com os temas que as crianças estão trabalhando na escola no momento. Por exemplo, se estão aprendendo sobre a natureza, dançamos imitando as árvores e os animais”, declara Gisela. 

A professora começou a dançar aos 8 anos de idade e estudou na escola de dança de salão Jaime Arôxa. Ela já deu aulas de dança de salão infantil na escola Petite Danse. Atualmente,Gisela ministra aulas na Escola Municipal Barão de Itacurussá, localizada no bairro da Tijuca. O projeto é realizado há 13 anos na escola.

            Desenho de uma das alunas do projeto Dançar os Sonhos. – Reprodução: Instagram @dancarossonhos

“Eu queria criar um projeto que não ensinasse somente a dançar, mas que a dança fosse um instrumento para que pudéssemos abordar tantos temas importantes, como respeito, solidariedade, inclusão, amor ao próximo, empatia, trabalho em equipe”, comenta Gisela.

A professora afirma que a sua maior inspiração é o tetracampeão mundial de dança de salão Pierre Dulaine, conhecido por ter criado o programa Dancing Classrooms, que consiste no ensino voluntário de dança de salão em escolas públicas de Nova York. Além disso, Gisela conta que começou a idealizar o seu projeto após assistir ao filme “Vem dançar”, que retrata a história de vida de Pierre. Ela conseguiu  entrar em contato com Pierre e contou sobre o seu desejo de ministrar aulas de dança em escolas públicas, assim como ele fazia. Após a conversa, Gisela criou, em 2012, o projeto “Dançar os Sonhos”.

Os professores do projeto enfatizam a importância do acolhimento, da inclusão, do pertencimento e do respeito às diferenças de cada um. Gisela comenta que sente-se muito feliz ao notar que ajuda no desenvolvimento de alguns movimentos de seus alunos com Transtorno de Espectro Autista ( TEA), através da dança.

“Falar sobre o autismo, é falar como cada criança, jovem, é único. Nenhum autista é igual ao outro, cada um tem suas potencialidades e singularidades. Às vezes um pequeno movimento, significa muito. Um estímulo, uma abertura daquele jovem para o mundo ao seu redor”, declarou.

A manutenção do projeto é realizada com a ajuda de amigos de Gisela. Ela também organiza campanhas de arrecadação para distribuir presentes às crianças atendidas pelo projeto em datas especiais, como Páscoa, Dia das Crianças e Natal. Anualmente, cerca de 180 alunos participam do projeto.

Halloween para além das travessuras

Halloween para além das travessuras

Evento de ONG na Tijuca visa arrecadar tampinhas e lacres para doar cadeiras de rodas a crianças 

Por: Maria Clara Jardim

                                Decoração de Halloween com as famosas abóboras (Foto: artsmile / Pixabay)

 

A ONG Ensinando está organizando o evento “Halloween do Bem” com objetivo de arrecadar tampinhas de garrafas e lacres de latinhas para trocar por cadeiras de rodas para crianças. Mesclando diversão e solidariedade, os organizadores do evento convidam o público para participar de uma noite que incluirá decoração temática de Halloween, DJ, bar com drinks temáticos e prêmios para as melhores fantasias e maquiagens. A festa acontece no dia 31 de outubro, com início às 21h e finalização às 03h na Associação Atlética Tijuca, localizada na Rua Barão de Mesquita, número 149.

Mesmo que seja tradicionalmente comemorada nos Estados Unidos, a festa de Halloween também tornou-se cada vez mais presente na cultura brasileira ao longo do tempo. Segundo o historiador Frederico Benjamim Mecenas em entrevista para o Correio Braziliense, a comemoração do Halloween ganhou força no Brasil a partir dos anos 1990, impulsionada pela globalização e pela influência cultural e midiática dos Estados Unidos, principalmente por meio de filmes de terror. Desde a sua popularização, a celebração reúne crianças, jovens e adultos em festas à fantasia assustadoras. No Brasil, a data também marca o Dia do Saci, criado como forma de valorizar o folclore nacional.

 

Com o crescimento dessas comemorações temáticas, a ONG Ensinando alinhou seu objetivo altruísta com a época festiva para garantir visibilidade para sua causa. A instituição acredita que promover, ensinar e praticar são os três pilares para transformar vidas, e esses ideais podem ser vistos em diversos projetos sociais propagados pelo grupo. De acordo com informações disponíveis na aba “Quem Somos” do site oficial da ONG Ensinando, a instituição busca estimular o progresso da comunidade ao desenvolver projetos que abrangem áreas esportivas, culturais e sociais, focando no desenvolvimento individual, na valorização da coletividade e na promoção do bem-estar comunitário. O grupo realiza ações como oficinas culturais, cursos de capacitação, campanhas educativas e iniciativas solidárias que impactam crianças, jovens e adultos. A iniciativa de organizar a festa de Halloween se assemelha às atitudes vistas durante toda a trajetória da ONG, marcada pelo compromisso contínuo com a inclusão social e pela criatividade na mobilização de recursos em prol do bem coletivo.

 

Informações sobre ingressos, dias e local: 

A venda de ingressos com valor promocional ocorre até o dia 25 de outubro, após esse dia os ingressos passam a ter o valor fixo de R$50 por pessoa. As promoções disponíveis se encaixam nos seguintes critérios:

  • Ingresso custa R$40 mediante doação de tampinhas e lacres (a doação será verificada na entrada do evento).

  • Ingresso custa R$45 caso não haja doação de tampinhas e lacres.

 

Segundo a instituição, todos os ingressos irão contribuir diretamente para criação e manutenção dos projetos sociais da ONG.

 

Para saber mais acerca das promoções e da política do evento, acesse:

https://www.sympla.com.br/evento/halloween-do-bem

 

Contatos da Ong Ensinando:

https://ongensinando.com

ongensinando@gmail.com

(21) 99948-2032

(21) 99953-0312