‘O Fluminense orgulha todos os verdadeiros tricolores’

‘O Fluminense orgulha todos os verdadeiros tricolores’

Torcedores de Fluminense, Botafogo e Flamengo aprovam novo formato de competição e participação de seus clubes. 

Por: Mariana Martins

Reprodução: Instagram (@fluminensefc)

Troféu do Mundial de Clubes FIFA na cidade do Rio de Janeiro

Com as eliminações de Flamengo e Botafogo nas oitavas de final, Fluminense e Palmeiras seguem representando o Brasil na Copa do Mundo de Clubes FIFA e disputam as quartas de final na sexta-feira (4 de julho). Se tricolores e palmeirenses comemoram seguirem na competição, alvinegros e rubo-negros estão orgulhosos das campanhas de seus times. 

Pedro Mafra, músico e torcedor do Fluminense, acredita que o torneio está sendo muito positivo: “O Mundial está oferecendo uma oportunidade maravilhosa para os clubes ‘menores’, especialmente se considerarmos o crescimento econômico e esportivo dominante do futebol europeu desde a década de 90. Ver os clubes brasileiros mostrando seu potencial é emocionante. É muito significativo vê-los ganhando destaque, com seus nomes sob os holofotes do mundo. Está sendo importante para mostrar que o mais importante do futebol é o show de ambos os times.” 

Mafra está acompanhando o time que venceu o Inter de Milão nas oitavas de final do Mundial de Clubes, e relembra como foi a conquista da Libertadores, título que garantiu a vaga para o torneio que acontece nos Estados Unidos: “Quando o Fluminense conquistou a Libertadores, o clube foi elevado a outro nível. Uma sensação fora do comum. É importante ressaltar que, mesmo sendo tricolor com muito amor, em diversos momentos surgiram dúvidas, ansiedade e muita angústia. Mas Fluminense sem altos e baixos não é Fluminense.”

O torcedor tricolor considera a vitória contra a Inter de extrema importância para o futebol brasileiro, e sente muito orgulho do clube: “O sentimento, até então, é de vitória. O Fluminense orgulha todos os verdadeiros tricolores.” O Fluminense ainda vai disputar as quartas de final contra o Al-Hilal, mas Mafra já sente muito orgulho do time: “Independentemente dos próximos resultados, com certeza voltamos pra casa, se não com o título, com muito orgulho dessa linda campanha. O Fluminense é mais que um sentimento. É muito amor.” 

A Copa do Mundo de Clubes da FIFA já existe desde 2000, unindo os melhores clubes de futebol  de cada continente para escreverem seu nome na história. Em junho de 2025, no entanto, um novo formato de competição empolgou os torcedores de todo o globo ao reunir, pela primeira vez, 32 dos melhores clubes do de várias partes do mundo em formato que lembra a Copa do Mundo FIFA. Os times que se classificaram para participar desse campeonato inédito, movimentam os apoiadores que foram acompanhar os clubes de perto, ou de longe. 

Leticia Bomfim é estudante de Comunicação Social na Universidade Federal de Viçosa e torcedora do Botafogo. Mesmo com a eliminação nas oitavas de final contra o Palmeiras, Bomfim acredita ter sorte: “Quando eu nasci meu pai não tinha visto o Botafogo ser campeão, então tudo que o Botafogo está participando atualmente, estar no Mundial, a vitória contra o PSG, eu vejo como algo extraordinário. Eu estou tendo a sorte de ver o meu time vencer competições, de estar em lugares que há quatro anos era impensável. Que sorte, não ganhamos mas a gente conseguiu estar lá. É algo incrível como torcedor ver isso.”

Amanda Souza, estudante de Jornalismo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e torcedora do Flamengo, está achando esse novo formato incrível e muito interessante: “É divertido acompanhar clubes do mundo inteiro se enfrentando nesse clima de Copa. Dificilmente perco algum jogo.” Quanto à campanha do Flamengo, Souza avalia como uma campanha muito boa: “Encarou adversários fortes, representou bem o Brasil e mostrou a força do elenco. Claro que sempre sonhamos com o título, mas é preciso reconhecer o esforço e a qualidade do time em campo. Faltou pouco para ir ainda mais longe.” Mesmo com a eliminação nas oitavas de final contra o Bayern de Munique, a torcedora rubro-negra sente orgulho do time: “Ver o Flamengo disputando uma competição mundial e enfrentando outros gigantes do futebol só reforça o tamanho do clube.”

Além dos três times cariocas, o Palmeiras é o quarto representante do Brasil  no Mundial de Clubes. Ao vencer o Botafogo, avançou para as quartas de final e vai jogar contra o Chelsea, time que perdeu para o Flamengo na fase de grupos. Caso os dois times brasileiros que ainda estão na competição vençam seus respectivos jogos, é garantia de que um time brasileiro estará na final do campeonato. 

Do século XX ao Mundial de 2025: o protagonismo brasileiro contra clubes europeus

Do século XX ao Mundial de 2025: o protagonismo brasileiro contra clubes europeus

Flamengo, Fluminense, Botafogo e Palmeiras, representantes do Brasil na Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025, possuem uma história rica de embates contra times estrangeiros.

 

Por: Amanda Souza

Reprodução: Site/Pexels

Os bons resultados dos clubes brasileiros na Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025 não surpreendem quem conhece a história do futebol nacional. Entre as décadas de 1920 e 1998 — ano da promulgação da Lei Pelé, que acabou com o passe dos jogadores de futebol e, na prática, transferiu os direitos sobre os atletas para os empresários —, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Palmeiras protagonizaram confrontos marcantes contra times europeus, com vitórias expressivas e títulos que reforçaram o protagonismo do Brasil no cenário internacional.

Até 1998, o Flamengo disputou cerca de 218 partidas contra clubes europeus, com 108 vitórias, 46 empates, 64 derrotas e 442 gols marcados — um aproveitamento de 56,8%. O jogo mais importante dessa trajetória ocorreu em 1981, quando o rubro-negro superou o Liverpool por 3 a 0 na final da Copa Intercontinental, no Japão, e conquistou seu primeiro título mundial. Entre outros destaques, estão a goleada por 7 a 0 sobre a Real Sociedad, em 1990, e a vitória por 3 a 0 sobre o Real Madrid, em 1997 — ambos amistosos realizados também em território japonês.

O Fluminense disputou 143 partidas, com 84 vitórias, 30 empates e 29 derrotas — um aproveitamento de 65,7%. Um dos jogos mais notáveis ocorreu em 1976, com a vitória por 1 a 0 sobre o Bayern de Munique, no Maracanã. Em 1987, o clube conquistou o Torneio de Paris ao superar Paris Saint-Germain e Bordeaux sem sofrer gols.

Outro clube carioca que deixou sua marca contra adversários europeus foi o Botafogo. O alvinegro disputou 164 confrontos até 1998, com 82 vitórias, 38 empates, 44 derrotas e 327 gols marcados — um aproveitamento de 57,7%. Entre os resultados mais relevantes estão os 2 a 0 sobre o Barcelona, em 1956, e os 6 a 4 contra o Atlético de Madrid, em 1959. Já na década de 1990, venceu a Juventus  — campeão europeu e mundial naquele ano — nos pênaltis após empate em 4 a 4 e conquistou o Troféu Teresa Herrera, em 1996. No mesmo ano, venceu o Borussia Mönchengladbach por 5 a 0 e levantou o Troféu de Berna.

O Palmeiras, por sua vez, realizou 103 partidas até 1998, com 56 vitórias, 25 empates e 22 derrotas, além de 188 gols marcados e 127 sofridos — um aproveitamento de 62,5%. O principal destaque do período foi a conquista da Copa Rio de 1951, ao derrotar a Juventus de Turim na decisão. Mais de 40 anos depois, o Alviverde goleou o Borussia Dortmund por 6 a 1 na Copa Euro-América de 1996, torneio amistoso entre campeões continentais.