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Desigualdade social e extremos climáticos são gatilhos para sofrimento mental, alerta especialista
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Por: Sofia Inerelli

A inteligência artificial no jornalismo foi tema da plenária do Rio Innovation Week, a maior conferência global de tecnologia, inovação e empreendedorismo da América Latina. As jornalistas da Rede Globo Renata Lo Prete e Andréia Sadi analisaram os impactos da IA no jornalismo e questões éticas envolvendo a tecnologia.
Renata Lo Prete afirmou que é necessário abraçar as mudanças tecnológicas e praticar um letramento para melhor uso da inteligência artificial, que segundo ela, não é uma ferramenta, mas sim, um agente. Além disso, a jornalista acrescentou que é preciso reinventar a forma de lidar com a informação e sua confiabilidade. “Eu acredito que o jornalismo pode ter um papel essencial, a questão da confiança sempre foi essencial para o jornalismo”, disse.
Segundo a International Business Machines Corporation (IBM), empresa estadunidense do setor de informação, a inteligência artificial é uma tecnologia que permite que máquinas simulem o aprendizado, a compreensão, a resolução de problemas, a tomada de decisões, a criatividade e a autonomia dos seres humanos.
A IA chegou ao Brasil por volta de 1970 com pesquisadores do Laboratório Nacional de Informação Aplicada (LNIA), mas se popularizou no mundo corporativo e na internet em 2020. Com isso, o Brasil se tornou o terceiro maior usuário do ChatGPT no mundo, segundo a OpenAI.
Apesar do grande número de usuários de IA no Brasil, apenas 54% dos brasileiros compreendem realmente o que é uma inteligência artificial. Esse dado faz parte da pesquisa “Consumo e uso da Inteligência Artificial no Brasil”, realizada pelo Observatório Fundação Itaú em parceria com o Datafolha. Além disso, 76% dos entrevistados acreditam que IA pode facilitar a disseminação da desinformação, as fake news, ainda mais quando usada sem regulamentação.
Um estudo da Columbia Journalism Review analisou oito chatbots, que são programas de computador que funcionam como assistente virtuais, projetados para simular conversas humanas. Ao final da pesquisa, concluiu-se que mais de 60% das respostas estavam incorretas quando os bots foram testados com consultas baseadas em notícias. Além disso, a pesquisa mostra que às vezes o chat respondia com links errados ou quebrados, que não tinham conexão com o comando feito.
Renata Lo Prete apresentou um estudo da Harvard Business School sobre os pilares da confiabilidade. Entre os tópicos fundamentais estavam a capacidade de desenvolver apuração, checar, apresentar e transmitir de forma clara. “A confiança é construída com as pequenas decisões do dia dia, da forma como você procura suas fontes. A confiança é um ativo simbólico, que você pode ganhar e perder”, disse.
Na plenária, Andréia Sadi falou sobre a suposta ameaça da inteligência artificial ao jornalismo, mas afirmou que a tecnologia não pode substituir o jornalista por completo. Andréia explica que os jornalistas são necessários para manusear a inteligência artificial, pois a tecnologia funciona a partir de comandos, perguntas e instruções. “No jogo da inteligência artificial, ganha quem faz as perguntas certas, e isso, para os jornalistas, é gol”, disse
A pesquisa “Confiança, atitudes e Uso de Inteligência Artificial: um estudo global 2025“, feita pela Universidade de Melbourne, afirma que no Brasil, 71% dos entrevistados reconheceram um aumento na agilidade no trabalho e potencial da IA, mas que a confiança na ferramenta ainda se apresenta como um desafio. Metade dos entrevistados ainda tem preocupações com a segurança das informações e impacto social.



