Dinastia norte-americana
Seleção feminina de basquete dos Estados Unidos domina em quadra
Por: Mariana Martins
Reprodução: Facebook/@usabasketball
Em 1953, os Estados Unidos venceram a primeira edição da Copa do Mundo Feminina de Basquete sediada em Santiago, no Chile. Cerca de 70 anos depois, a seleção norte-americana, dona de 10 ouros olímpicos, segue ocupando o protagonismo na modalidade e é a favorita para vencer o Mundial de 2026 disputado em Berlim, na Alemanha. Liderada pela veterana Breanna Stewart, a nova geração quer construir seu legado e reafirmar a dominância do país frente a novas rivalidades.
A seleção dos Estados Unidos está na busca pelo décimo segundo título da competição e o quinto ouro consecutivo. Para isso, conta com talentos que se desenvolveram na National Collegiate Athletic Association (NCAA), a principal organização esportiva universitária do país norte-americano. As atletas Aliyah Boston Caitlin Clark e Paige Bueckers foram, entre 2023 e 2025, as primeiras escolhas do Draft da Women’s National Basketball Association (WNBA), sistema anual que seleciona atletas da NCAA e ligas internacionais para competir profissionalmente em times nacionais.
A base universitária não é novidade para essa equipe. A formação que venceu a primeira Copa do Mundo era, majoritariamente, formada por alunas da Nashville Business College que disputavam a liga nacional amadora. Nessa época, as principais rivais das norte-americanas eram as soviéticas, que conquistaram seis campeonatos mundiais no período entre 1959 e 1983. Desde 1986, apenas Brasil e Austrália conseguiram quebrar a hegemonia dos Estados Unidos em 1994 e 2006 respectivamente.
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Hoje, é a seleção da França que pode desafiar as atuais campeãs. A final dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 entre as donas da casa e as norte-americanas foi a mais acirrada da modalidade: o ouro ficou com os Estados Unidos por apenas um ponto. A ascensão da equipe nos últimos anos está relacionada com a abertura da federação francesa para as atletas que deixam a liga local. Em 2019, apenas Marine Johannès atuava na WNBA. Na atual temporada, esse número subiu para 13, sendo que, entre elas, oito estão na seleção que disputa a Copa do Mundo na Alemanha.
Há 16 anos, apenas as norte-americanas venceram as Olimpíadas e as edições Copa do Mundo. Jogadoras históricas como Sue Bird, Diana Taurasi, A’ja Wilson, Kelsey Plum e Breanna Stewart ajudaram a formar uma cultura campeã e resiliente no ambiente da seleção, inspirando o surgimento de novas atletas. Somando isso a experiência que as jogadoras ganham no basquete universitário, será difícil tirar as norte-americanas do topo, até porque elas já se acostumaram, há muito tempo, a lidar com a pressão de defender essa dinastia.



