Museu do Amanhã celebra dez anos com exposição sobre oceanos

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Museu do Amanhã celebra dez anos com exposição sobre oceanos

Após a Pandemia, a instituição busca incentivar a esperança ativa no público

Por: Maria Luisa e Sofia Inerelli 

         Foto: Abertura da exposição “Oceano – o mundo é um arquipélago” do Museu do Amanhã – Sofia Inerelli

 

O Museu do Amanhã abriga até maio deste ano uma megaexposição sobre o oceano. A exposição é parte das comemorações pelo décimo aniversário do museu inaurado em 2016 no centro do Rio. Denominada “Oceano – o mundo é um arquipélago”, a mostra explorar arelação humana com o mar, revelando mistérios, conexões e surpresas.  A exposição, inaugurada em 17 de dezembro, fica em cartaz até 19 de maio de 2026, como parte da primeira etapa da renovação da exposição permanente do museu. 


O projeto faz parte de um plano maior de mudança do Museu do Amanhã que se estenderá pelos  próximos cinco anos. Camila Oliveira, gerente geral de conteúdo da instituição, disse que até 2030 o museu irá abrir a cada aniversário uma nova apresentação inspirada nos quatro elementos –  água, fogo, terra e ar. O objetivo é encerrar o  ciclo com o amor, o laço que une todos os outros. A proposta tem como intuito acompanhar os futuros acordos internacionais que combatem a crise climática, tornando-se um símbolo de união em meio à luta a favor do ambiente. 


Para iniciar esse ciclo, o museu escolheu o oceano, espaço no qual os primeiros sinais de vida como conhecemos foram encontrados. O oxigênio, gás essencial para sobrevivência dos seres vivos, só foi possível ser produzido a partir da fotossíntese realizada pelas algas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Florestas, as algas produzem mais de 50% do gás oxigênio presente no mundo, o que faz do oceano o verdadeiro pulmão do mundo. 


As mudanças estruturais do museu também estão associadas ao novo período vivido após a pandemia. A instituição notou que mesmo com a suposta tentativa de volta à normalidade, o público saía do museu preocupado e ansioso com o futuro ambiental do planeta. Dessa forma, essa nova exposição busca estimular a esperança ativa nas pessoas com atividades criativas e imersivas que possibilitem a diminuição das telas e a compreensão e engajamento de todas as idades. 


Ainda que o tema central do Museu do Amanhã seja a ciência, ele se diferencia de outros museus que procuram a mesma abordagem. A instituição tem cada vez mais trabalhado com o aspecto mais social e artístico, para atingir um ponto sensível no visitante. Na apresentação comemorativa, o intuito é, segundo Camila, mostrar que “a gente é oceano”. Somos interligados por um elemento que nos conecta, independentemente de fronteiras geopolíticas: o oceano é um só. A obra também estimula a imaginação acerca dos mistérios que habitam esse lugar, tendo em vista que apenas 20% é conhecido pelos humanos. 


Localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã também é um marco do processo de revitalização da cidade. O museu trouxe, desde sua abertura, mais de 8 milhões de pessoas e se tornou o museu mais visitado no Brasil. Neste ano, além de  turistas, representantes do mudo todo vieram até a instituição, que abrigou também o G20 social e o Earthshot Prize, evento organizado pela fundação do Príncipe William. 


Para a próxima década, o secretário de Cultura do município do Rio de Janeiro, Lucas Padilha, revelou que já há planos que focam na modernização e ocupação do centro da cidade. Alguns projetos, como a  Livraria Café, já estão em andamento; outros,  como o parque flutuante, ainda estão sendo formulados. Padilha explicou que é fundamental fortalecer a organização entre os mais de quarenta museus localizados no centro da cidade, estabelecendo uma programação conjunta e um mesmo horário de funcionamento. Isso facilitaria a vida dos visitantes e aumentaria o retorno financeiro dos museus.


Mais do que um museu futurista, a instituição carioca vem se tornando um museu de “amanhãs”, que alerta, informa e inspira a união popular em prol da preservação da vida. Ao final da exposição comemorativa, a mensagem é de que, às vezes, é necessário abandonar velhos hábitos para recomeçar e construir um novo amanhã.

 

Serviço: Museu do Amanhã

Endereço: Praça Mauá, 1, Centro, Rio de Janeiro Horário de funcionamento: quinta a terça 10h às 18h (última entrada 17h) 

Valor: 20 reais (meia entrada) e 40 reais (inteira)

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