Novo bar em Vila Isabel explora o que tem de melhor na vida boêmia do bairro

Novo bar em Vila Isabel explora o que tem de melhor na vida boêmia do bairro

Localizado no Boulevard 28 de setembro, Patota Bar & Restaurante explora o samba e o futebol enquanto enfrenta os desafios de se estabelecer na região 

Por Laura de Sousa e Silva dos Santos

                                          Patota Bar & Restaurante. Foto: Laura de Sousa e Silva dos Santos

 

O bairro Vila Isabel é conhecido pela sua vasta história e cultura. Localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, o lugar é marcado pela música, pelo futebol, pela boêmia e pela comunidade. Além da escola de samba Unidos de Vila Isabel e do estádio de futebol Maracanã, a região também concentra uma grande quantidade de bares tradicionais, o que intensifica a vida noturna do bairro.

 

No dia 15 de setembro deste ano, Vila Isabel deu as boas-vindas a mais um estabelecimento que intensificará a vida boêmia do lugar: Patota Bar & Restaurante, localizado na rua 28 de setembro. O sócio-operador do espaço, André Costa comentou um pouco sobre a ideia de abrir o bar na região: “É um bar ligado à música, alguns dos sócios que já eram do bar tentaram reabrir com uma nova marca, uma nova proposta. Com música, samba, tudo a ver com Vila Isabel. Petiscos tradicionais e essas coisas”.

 

Cultura do samba

André comentou que como diferencial de outros restaurantes do bairro, o ambiente traz música, especialmente o samba, para entreter os clientes. Ele relatou que o estabelecimento busca contratar músicos do próprio bairro para tocarem no lugar: “São artistas menos conhecidos, que precisam de um espaço para tocar. É isso que a gente pensa, trazer pessoas do bairro, artistas do bairro que estejam aqui e que queiram o seu espaço para tocar. E que a gente possa ter uma troca’.

 

Cultura do futebol

O sócio-operator afirmou que o bar busca agradar os torcedores de futebol que costumam acompanhar os jogos que acontecem no Maracanã. As torcidas que costumam marcar presença no lugar são as do Flamengo e do Fluminense, justamente por já serem do estádio, porém André comentou que quando o Botafogo e o Vasco jogam no bairro, alguns dos entusiastas desses dois times também marcam presença.

Para atender a esse público lunático por futebol, ele descreveu como o estabelecimento se prepara para receber esse público: “A gente contrata mais gente, a gente se prepara, faz um cardápio mais enxuto para poder atender melhor. A gente faz todo um planejamento de número de pessoas, a gente se planeja para atender esse público”.

 

Público-alvo

André comentou que quando se abre um negócio, a primeira coisa que se pensa é no público em volta, e ele explicou quem o restaurante busca alcançar: “O nosso público-alvo é o morador, pessoal do hospital, pessoal que trabalha aqui em volta e o pessoal da Uerj. Tanto os professores, quanto os diretores, estudantes. A gente quer ter opção para todas essas pessoas”.

 

Para os alunos da Uerj, o sócio-operador afirmou que o estabelecimento planejou um cardápio um pouco mais em conta pensando nesse grupo.

 

Importância do espaço 

 

Um restaurante desse porte em um bairro como o de Vila Isabel ajuda a perpetuar a vida noturna tão popular na região, e André reconhece isso: “Eu acho bastante importante porque Vila Isabel está um pouco degradada, está um pouco sozinha. A gente está investindo aqui, a gente está apostando em resgatar algumas coisas aqui de Vila Isabel“.

 

O bar que se encontrava anteriormente ali, Boteco Mané, fechou por conta de problemas na gestão, algo que o sócio-operador já afirmou que não será um problema para o Patota Bar & Restaurante. O que se apresenta como um problema são os desafios constantes que todo morador da região enfrenta: a violência e a decadência do bairro. “A decadência vem da Zona Norte, com o crescimento da violência. Então muita gente migrou para outros lugares. Esse é um fenômeno desde o final da década de 80 para 90. A violência cresceu, as pessoas se sentem inseguras”, lamentou André.

O sucesso de espaços como o Patota Bar & Restaurante ajuda a dar força a um espaço tão rico culturalmente e popular como Vila Isabel, e que problemas como a violência podem até passar a ser rotina, mas não podem parar a vida dos moradores. “É uma preocupação constante, mas faz parte. Infelizmente, o Rio de Janeiro normalizou a violência”, ele lamentou.

 

Expectativa

Com dois meses e meio de funcionamento, André já consegue ter uma perspectiva sobre o futuro do lugar: “Minha expectativa é de ter um movimento constante, com boa música, com um grupo bom, que venha gostar do atendimento, que faça um giro interessante. Para a gente poder ter o retorno do investimento”.

Ateliê de cerâmica em Vila Isabel oferece aulas e se torna espaço de criatividade e conexão

Ateliê de cerâmica em Vila Isabel oferece aulas e se torna espaço de criatividade e conexão

Nomeado de Estúdio Casa 100, o ateliê é um espaço localizado na parte externa da casa de uma das professoras, onde o amor pela cerâmica é compartilhado com a comunidade

Por: Alice Moraes

Uma estante com objetos do ateliê Estúdio Casa 100. Foto: Alice Moraes

Duas amigas de longa data ministram, juntas, aulas de cerâmica artesanal para moradores da Grande Tijuca, oferecendo um ambiente de aprendizado acolhedor. Júlia Rosa e Luciana Leite, ambas de 43 anos, montaram o ateliê há um ano e se tornaram professoras de cerâmica há dois meses. “Fazer cerâmica é uma atividade extremamente prazerosa”, comenta Luciana com um sorriso no rosto. 

De acordo com as duas, Luciana foi a primeira a entrar para o curso de cerâmica. Como ela sempre postava fotos das peças que construía, Júlia, que já tinha interesse em aprender, se sentiu ainda mais atraída pela arte e decidiu participar do mesmo curso que a amiga. 

O ateliê, chamado de Estúdio Casa 100, está localizado em Vila Isabel, na Rua Justiniano da Rocha, 100. As aulas, que no momento contam com oito alunas, possibilitam que não apenas as professoras ensinem e compartilhem o amor pela cerâmica, mas também auxilia ambas a aprenderem cada vez mais a partir da troca com os alunos. 

Júlia relata que é gratificante utilizar as peças produzidas, como canecas, xícaras e pratos. “Há inúmeras possibilidades de criação com cerâmica”, conta ela, “É uma maneira de se colocar também em cada peça, porque é muito bom tomar café da manhã, por exemplo, e pensar ‘eu que fiz essa caneca’. Dá um prazer muito grande com o resultado final de cada peça”. 

Em uma estante do ateliê, é possível ver a variedade das criações confeccionadas pelas professoras e pelos alunos. Entre as prateleiras, encontram-se utensílios como bules, pratos em formato de pão-de-forma, cumbucas, xícaras pequenas, copos e canecas que variam de tamanho e largura. Em uma mesa próxima dali, os pincéis se encontram prontos para serem utilizados no processo de esmaltação da cerâmica. 

O processo que as professoras aconselham para as aulas é “degrau por degrau”, de acordo com elas. Começam com itens mais simples para os alunos iniciantes. É normal eles chegarem com a expectativa de criar um item mais complicado e que exige mais técnica, por isso elas incentivam a construírem itens mais fáceis, como um prato pequeno ou uma xícara, e conforme o aprendizado e a prática forem evoluindo, novas peças podem ser aprendidas e feitas. 

As aulas enfatizam a modelagem manual da cerâmica, isto é, a modelagem com as mãos, da maneira mais natural possível, como explica Luciana: “É importante ter primeiro esse conhecimento do material, essa prática de manusear”. 

Luciana e Júlia contam que, mesmo com a alegria de ter tantas peças feitas, muitos erros já ocorreram. Quando é o caso, as professoras fazem questão de passar uma visão otimista para os aprendizes: “Eu brinco com os alunos, digo que eles têm que desapegar mesmo. Nem sempre vai dar certo. Tem horas que vai rachar, a peça vai trincar, a esmaltação vai ficar ruim. Faz parte do processo”,  detalha Luciana. 

“Ah, deu errado? Joga fora, acabou. Faz de novo”, enfatiza Júlia, reforçando que os erros não acontecem só com os alunos. Entre os ceramistas com mais experiência, também pode acontecer de o material quebrar, mesmo que na última fase do processo, que é longo. “É uma coisa que a gente trabalha, isso de não se frustrar, porque se der errado, nós fazemos de novo”.

Objetos de cerâmicas presentes no ateliê. Foto: Alice Moraes

O trabalho realizado nas aulas vem rendendo bons resultados, como as professoras observam. A evolução das alunas e a satisfação delas em criar uma boa peça são características que as professoras descrevem como as melhores partes de oferecer as aulas de cerâmica. “No começo, elas estavam super sem jeito, mas conforme foram aprendendo, elas começam a ter um domínio, uma independência”, relata Júlia. Luciana acrescenta: “E ver também a felicidade quando elas conseguem fazer alguma coisa legal também é muito bom. Quando uma peça sai direitinho do jeito que elas esperam, isso é muito legal”.

O curso de cerâmica artesanal no Estúdio Casa 100 é oferecido pelo valor de R$350 mensais, com aulas diárias, não só para moradores da Grande Tijuca, mas também para moradores de outros bairros que estejam interessados e que tenham disponibilidade de horário. Luciana e Júlia relatam que estão abertas para adicionar mais horários, de acordo com a demanda. As aulas têm duração de duas horas e meia e a argila é cobrada à parte. Os demais instrumentos, como moldes e esmaltes, são disponibilizados no ateliê. 

Projeto “Dançar os Sonhos” ensina dança de salão a crianças em escola pública na Tijuca

Projeto “Dançar os Sonhos” ensina dança de salão a crianças em escola pública na Tijuca

Projeto é inspirado em Pierre Dulaine, conhecido por ter criado o programa Dancing Classrooms

Por: Ana Carolina Guimarães Nogueira

Criado pela professora de dança de salão Gisela Saramago, o projeto “Dançar os Sonhos”  tem por objetivo não apenas ensinar diferentes estilos de dança para crianças de escolas públicas, mas também transmitir, através da arte, a importância de valores como o respeito.

         A professora Gisela Saramago, na Escola Municipal Barão de Itacurussá. – Foto: Ana Carolina Guimarães Nogueira

 

O trabalho é voluntário e realizado por Gisela, em conjunto com os professores de dança João Kleber Magalhães e Josenildo Petti. Eles ministram aulas de diferentes estilos, como forró, samba e soltinho. A maior parte das crianças atendidas pelo projeto está na faixa etária de 4 a 13 anos. O trabalho realizado com as crianças que ainda estão na educação infantil é um pouco mais lúdico, tornando os conteúdos aprendidos em sala de aula mais fáceis de serem compreendidos pelas crianças por meio da dança.

“Na educação infantil, trabalhamos com os temas que as crianças estão trabalhando na escola no momento. Por exemplo, se estão aprendendo sobre a natureza, dançamos imitando as árvores e os animais”, declara Gisela. 

A professora começou a dançar aos 8 anos de idade e estudou na escola de dança de salão Jaime Arôxa. Ela já deu aulas de dança de salão infantil na escola Petite Danse. Atualmente,Gisela ministra aulas na Escola Municipal Barão de Itacurussá, localizada no bairro da Tijuca. O projeto é realizado há 13 anos na escola.

            Desenho de uma das alunas do projeto Dançar os Sonhos. – Reprodução: Instagram @dancarossonhos

“Eu queria criar um projeto que não ensinasse somente a dançar, mas que a dança fosse um instrumento para que pudéssemos abordar tantos temas importantes, como respeito, solidariedade, inclusão, amor ao próximo, empatia, trabalho em equipe”, comenta Gisela.

A professora afirma que a sua maior inspiração é o tetracampeão mundial de dança de salão Pierre Dulaine, conhecido por ter criado o programa Dancing Classrooms, que consiste no ensino voluntário de dança de salão em escolas públicas de Nova York. Além disso, Gisela conta que começou a idealizar o seu projeto após assistir ao filme “Vem dançar”, que retrata a história de vida de Pierre. Ela conseguiu  entrar em contato com Pierre e contou sobre o seu desejo de ministrar aulas de dança em escolas públicas, assim como ele fazia. Após a conversa, Gisela criou, em 2012, o projeto “Dançar os Sonhos”.

Os professores do projeto enfatizam a importância do acolhimento, da inclusão, do pertencimento e do respeito às diferenças de cada um. Gisela comenta que sente-se muito feliz ao notar que ajuda no desenvolvimento de alguns movimentos de seus alunos com Transtorno de Espectro Autista ( TEA), através da dança.

“Falar sobre o autismo, é falar como cada criança, jovem, é único. Nenhum autista é igual ao outro, cada um tem suas potencialidades e singularidades. Às vezes um pequeno movimento, significa muito. Um estímulo, uma abertura daquele jovem para o mundo ao seu redor”, declarou.

A manutenção do projeto é realizada com a ajuda de amigos de Gisela. Ela também organiza campanhas de arrecadação para distribuir presentes às crianças atendidas pelo projeto em datas especiais, como Páscoa, Dia das Crianças e Natal. Anualmente, cerca de 180 alunos participam do projeto.

Halloween para além das travessuras

Halloween para além das travessuras

Evento de ONG na Tijuca visa arrecadar tampinhas e lacres para doar cadeiras de rodas a crianças 

Por: Maria Clara Jardim

                                Decoração de Halloween com as famosas abóboras (Foto: artsmile / Pixabay)

 

A ONG Ensinando está organizando o evento “Halloween do Bem” com objetivo de arrecadar tampinhas de garrafas e lacres de latinhas para trocar por cadeiras de rodas para crianças. Mesclando diversão e solidariedade, os organizadores do evento convidam o público para participar de uma noite que incluirá decoração temática de Halloween, DJ, bar com drinks temáticos e prêmios para as melhores fantasias e maquiagens. A festa acontece no dia 31 de outubro, com início às 21h e finalização às 03h na Associação Atlética Tijuca, localizada na Rua Barão de Mesquita, número 149.

Mesmo que seja tradicionalmente comemorada nos Estados Unidos, a festa de Halloween também tornou-se cada vez mais presente na cultura brasileira ao longo do tempo. Segundo o historiador Frederico Benjamim Mecenas em entrevista para o Correio Braziliense, a comemoração do Halloween ganhou força no Brasil a partir dos anos 1990, impulsionada pela globalização e pela influência cultural e midiática dos Estados Unidos, principalmente por meio de filmes de terror. Desde a sua popularização, a celebração reúne crianças, jovens e adultos em festas à fantasia assustadoras. No Brasil, a data também marca o Dia do Saci, criado como forma de valorizar o folclore nacional.

 

Com o crescimento dessas comemorações temáticas, a ONG Ensinando alinhou seu objetivo altruísta com a época festiva para garantir visibilidade para sua causa. A instituição acredita que promover, ensinar e praticar são os três pilares para transformar vidas, e esses ideais podem ser vistos em diversos projetos sociais propagados pelo grupo. De acordo com informações disponíveis na aba “Quem Somos” do site oficial da ONG Ensinando, a instituição busca estimular o progresso da comunidade ao desenvolver projetos que abrangem áreas esportivas, culturais e sociais, focando no desenvolvimento individual, na valorização da coletividade e na promoção do bem-estar comunitário. O grupo realiza ações como oficinas culturais, cursos de capacitação, campanhas educativas e iniciativas solidárias que impactam crianças, jovens e adultos. A iniciativa de organizar a festa de Halloween se assemelha às atitudes vistas durante toda a trajetória da ONG, marcada pelo compromisso contínuo com a inclusão social e pela criatividade na mobilização de recursos em prol do bem coletivo.

 

Informações sobre ingressos, dias e local: 

A venda de ingressos com valor promocional ocorre até o dia 25 de outubro, após esse dia os ingressos passam a ter o valor fixo de R$50 por pessoa. As promoções disponíveis se encaixam nos seguintes critérios:

  • Ingresso custa R$40 mediante doação de tampinhas e lacres (a doação será verificada na entrada do evento).

  • Ingresso custa R$45 caso não haja doação de tampinhas e lacres.

 

Segundo a instituição, todos os ingressos irão contribuir diretamente para criação e manutenção dos projetos sociais da ONG.

 

Para saber mais acerca das promoções e da política do evento, acesse:

https://www.sympla.com.br/evento/halloween-do-bem

 

Contatos da Ong Ensinando:

https://ongensinando.com

ongensinando@gmail.com

(21) 99948-2032

(21) 99953-0312

Os impactos do Parque Estadual do Grajaú na região da Grande Tijuca

Os impactos do Parque Estadual do Grajaú na região da Grande Tijuca

Completando 47 anos em 2025, o bosque serve para a realização de eventos e para a preservação ambiental

Por Laura de Sousa e Silva dos Santos

                                      Parque Estadual do Grajaú. Foto: Laura de Sousa e Silva dos Santos

 

Foi realizado no último dia 20 de setembro, no Parque Estadual do Grajaú, uma atividade de educação ambiental com o PREVFOGO, do Ibama, na qual  foram oferecidas orientações sobre preservação ambiental e combate a incêndios florestais. Na palestra, os técnicos explicaram sobre os impactos causados pelo fogo na sociedade, no solo, na fauna, na flora e na atmosfera. O evento foi organizado pela gestora do Parque, Carina Beltrão: “Eu tenho o contato dos meninos e uma vez por ano eu procuro trazê-los aqui”, disse. 

Esse não é o primeiro evento organizado pelo bosque, o lugar recebe com frequência ONGs, escolas e grupos de escalada para a prática de atividades. No início de setembro, o Instituto Floriano Peçanha dos Santos decidiu levar crianças para uma palestra sobre educação ambiental, na qual, por meio de uma visita guiada ao Parque, foi explicado sobre as abelhas nativas sem ferrão e sobre a importância da Mata Atlântica. A gestora do bosque comentou que a ONG entrou em contato com ela pelo Instagram do Parque e agendou a visita.

Em julho, ocorreu uma colônia de férias organizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que trouxe monitores para fazerem atividades com crianças no local. A maioria dos eventos, comentou Carina, é agendada pelo Instagram do Parque ou pelo WhatsApp dela. Além dessas reuniões, o bosque também serve aos moradores da vizinhança, que realizam atividades físicas e piqueniques. “A gente precisa dessa área verde. Aqui se tornou uma unidade de conservação”, comentou a gestora.

 

Preservação ambiental

Criado em 1978, o contexto de sua origem foi a solicitação da comunidade do bairro do Grajaú para a criação da área verde para proteção ambiental, como explicou Carina: “A ideia foi para não haver construções irregulares”. O Parque, que  é administrado pela prefeitura e está sob concessão do Município até 2027, tem um grande impacto na fauna e na flora da região, através da preservação de espécies de plantas e animais. 

Entre algumas espécies de plantas nativas na região, estão figueira, embaúba, carrapateira, ipê-amarelo, cedro-branco e pau-d’alho. O Parque possui diversos projetos de plantação, incluindo o Viveiro Vertical de Plantas Medicinais, que tem como objetivo o cultivo sustentável de plantas medicinais, promovendo o uso responsável dos recursos naturais e incentivando a biodiversidade. Carina comentou que é comum pessoas entrarem em contato com ela para poderem levar diferentes mudas para plantar. 

As espécies de animais são diversas: jiboia, gambá, esquilo, mico-estrela, beija-flor, dentre outros. Alguns desses animais, como a jiboia, já entraram em casas da vizinhança e precisaram do bombeiro para ir buscar, comentou a gestora. As abelhas são um dos destaques do Parque por conta do Projeto Ala do Mel, que foi delineado com o objetivo de atender as propostas da ONU relativas à sustentabilidade e à Agenda 2030. A ideia é trabalhar com as abelhas nativas indígenas sem ferrão para preservar as espécies ao lado de alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio. O mel que as abelhas fabricam é em pouca quantidade, porém às vezes é oferecido para consumo.

 

 Desconhecimentodo público

Por mais que o evento do Ibama tenha tido um bom público graças a uma festa de aniversário infantil que estava ocorrendo no bosque, Carina comentou que muitas dessas reuniões não tiveram grande repercussão: “O público é um pouco baixo. A galera costuma ficar muito ali embaixo na pracinha”. O entendimento dela é de que muitas pessoas realmente não fazem ideia da existência do local. “Tem morador que chega aqui e fala que não conhecia o parque, e mora aqui há anos”, lamenta Carina.

 

                        Evento do Ibama no Parque Estadual do Grajaú. Foto: Laura de Sousa e Silva dos Santos

 

Para saber mais sobre os projetos de preservação ambiental e dos eventos oferecidos pelo Parque, acesse o Instagram do lugar: @parquedograjau_oficial





Os desafios enfrentados pelos alunos da Uerj em dia de jogo no Maracanã

Os desafios enfrentados pelos alunos da Uerj em dia de jogo no Maracanã

Por: Laura de Sousa e Silva dos Santos

Estádio de futebol Maracanã. Foto: Laura de Sousa e Silva dos Santos

 

No último dia 4 de setembro,  ocorreu o jogo das eliminatórias da Copa do Mundo entre Brasil e Chile, no Maracanã. Com mais de 50 mil ingressos vendidos, a partida movimentou o estádio e o seu entorno, com medidas de segurança no local e um esquema especial no Metrô para os torcedores. O jogo também fez com que a Universidade  do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) cancelasse as aulas. A suspensão foi adotada pela Faculdade de Comunicação Social (FCS),  por meio de um comunicado que dizia que as aulas a partir das 17h  estavam canceladas. Com o jogo marcado para às 21h30, professores de outros cursos também optaram pela suspensão das atividades.

Lorrayne Barbosa, estudante de História do 7º período, relatou que chegou a ir para a Universidade no dia, porém dois dos seus professores decidiram abonar falta: “ Quem estava aqui teve aula, mas quem não foi, não contou como falta.”. Já Marcela Evaristo, aluna de Letras-Alemão que está no 6º período, teve sua aula cancelada e seus professores preferiram passar um trabalho para fazer em casa. “Todos entraram num consenso que ia ficar muito lotado”, relatou.

Esse tipo de situação não foi exclusiva desse dia, isso ocorre com  frequência na região. Caso as aulas não sejam canceladas, os alunos do período noturno precisam enfrentar torcedores se movimentando pela região, transporte público lotado e desorganizado, trânsito e outros desafios que fogem de sua rotina. “É sempre tumultuado. Normalmente, se eu não cheguei na Uerj ainda, eu já perguntei ao grupo da turma se vai ter aula ou não, porque dependendo do professor, às vezes, ou abona falta, ou cancela a aula”, relatou Lorrayne, que sai do Catete de metrô.

Mariana, que mora em Santa Cruz, tem duas opções diariamente: ou ela pega o ônibus 383, ou ela pega o trem. Porém, muitas vezes, seu ônibus para de passar em certos horários devido à falta de constância, restando-lhe pegar o trem em condições não muito favoráveis. “Era inviável para a gente conseguir chegar às vezes”, comentou a estudante de Letras.

 

Quando os professores não cancelam as aulas, os próprios estudantes decidem não ir para a instituição, pois preferem não  enfrentar os transtornos do dia de jogo. A estudante de história contou que alguns professores cancelavam a aula somente depois de muita insistência dos alunos, e, muitas vezes, mesmo com outros docentes cancelando, alguns ainda mantinham: “Me deixava muito insegura, pois era uma aula importante, eu queria ir, mas ao mesmo tempo eu sabia o caos que seria.”. Para Mariana, o maior desafio é o trânsito e a distância que precisa percorrer nos dias de jogo.



Atraso no cronograma de aula

Um dos maiores impactos negativos que os jogos no Maracanã trazem é a desorganização no calendário acadêmico causado pelos constantes cancelamentos de aulas. Lorrayne comentou que os dias que mais foram afetados foram  quartas e sextas: “Toda hora o professor tinha que tentar reajustar o que dava de aula. Mas era complicado, a gente perdeu muita matéria por causa disso, e teve que readaptar o cronograma, pois a Uerj ia entrar de férias, e foi feito o que deu”. Os dias de jogos do Flamengo, nas quartas, relembrou Mariana, eram os dias mais afetados.



Vantagem em dia de jogo

Uma ocorrência em dia de jogo que não é comum no cotidiano é a presença de viatura policial na estação de metrô e trem, o que é algo que conforta os estudantes, como relatado pela Lorrayne:

“Eu saio com mais segurança, é mais seguro de sair pois está tumultuado. Como eu saio muito tarde, na maioria dos dias, entre 21h e 22h, então é bem deserto e escuro. Mas em dia de jogo esse é um ponto positivo.”. Mariana relatou o mesmo, se sentindo segura em ir para a estação de trem à noite, o que geralmente não sente nos dias comuns: “Fica muito escuro, às vezes dá para ir com um amigo, mas sozinha fica muito tarde, fica muito deserto”.



A Uerj pode fazer alguma coisa para melhorar essa situação? 

Na visão de Lorrayne, o cancelamento de aulas deveria partir da própria Universidade, e não dos professores, já que muitos docentes só tomam uma medida após um posicionamento da instituição: “Obviamente os jogos são marcados com antecedência, a faculdade tem como ter acesso a esse tipo de coisa e eu acho que teria como rolar algum tipo de conversa pra gente não ficar com dúvida se vai ter ou não aula”. Mariana, por outro lado, acha que disponibilizar o conteúdo no Acesso aos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), plataforma digital utilizada pela UERJ, já é uma solução simples a ser tomada. “Eu acho que o professor que cancela a aula é bom, pois não exige aquela cobrança de presença de estar ali nessas condições claramente desfavoráveis, pois é muita confusão que acontece nesses jogos”, relatou a estudante de Letras “Poderia talvez passar o conteúdo por fora para não ficar tão atrás com a matéria.




Oficina de forró da Uerj inova com método de condução compartilhada

Oficina de forró da Uerj inova com método de condução compartilhada

Método criado por Ian Pacheco redefine a relação entre os bailarinos

 

Por Julia Lima e Samira Santos

Ian Pacheco (blusa laranja) ensinando em suas aulas (Foto: Reprodução/Instagram)

Na sala de dança, Ian Pacheco não dita os passos como a maioria dos professores,  ele os escuta. Em suas aulas, o silêncio entre dois corpos vale tanto quanto a melodia do forró. Há mais de uma década mergulhado na dança, Ian encontrou no forró contemporâneo não só um espaço artístico, mas um território de transformação social. Entre passos, pausas e movimentos, ele vem redesenhando a maneira como se dança e se vive o forró no Brasil e no mundo.

 

Com passagens pelo Canadá, Europa, Estados Unidos e diversas regiões do Brasil, Ian atua hoje como professor da oficina de forró na COART, onde leva uma proposta nova: dança como comunicação, não como imposição. Condução compartilhada, desconstrução de papéis de gênero e consentimento são as palavras de ordem de seu método.

 

“Eu comecei a dançar num momento muito difícil da minha vida. Estava afastado da minha família, dos amigos, e começando a faculdade de cinema, me aventurando no teatro. Um amigo da faculdade falou que gostava de forró. Entrei numa escola e, desde a primeira dança, eu me senti parte”, relembra o dançarino. A partir dali, ele não parou mais. Passou por diferentes estilos de dança, ensinou forró tradicional durante anos, abriu sua própria escola e até fundou uma companhia. Mas a paixão inicial começou a se desgastar quando Ian se deu conta dos limites do modelo tradicional: o homem conduz, a mulher obedece. “Chegou um momento em que eu comecei a desgostar da dança. Era um controle excessivo. Isso me incomodava”, conta.

 

A frustração foi tão grande que ele fechou a escola, desfez a companhia e mergulhou num ano de crise criativa e pessoal. Dali, emergiu uma nova proposta: o forró contemporâneo. Essa prática, que começou de forma experimental, se consolidou com o tempo. Ian passou a produzir eventos, aulas, imersões e retiros.  Desde 2016 na UFF. Em 2024, chegou à Uerj, por meio de um convite de Caio Neves, orientador de cinema da COART. Ele acredita que oferecer seu trabalho em locais de acesso público aumenta ainda mais a proporção de pessoas que podem ser atingidas por ele, algumas que talvez nunca buscassem aulas de dança.

 

A dança como escuta

O diferencial de Ian está justamente aí: na intenção. Em suas aulas, dançar não é repetir movimentos ou decorar coreografias. É criar, comunicar e, principalmente, escutar a si mesmo e ao outro. Essa lógica redefine não apenas a dança, mas a relação entre os dançarinos. “Muita gente acha que condução compartilhada é só inverter os papéis tipo, agora a mulher também pode conduzir. Mas vai além. A ideia é quebrar a lógica de que precisa haver alguém no controle. Às vezes, nenhum dos dois conduz. Eles apenas dançam”, afirma. Para chegar a esse ponto, Ian trabalha com dinâmicas de improvisação, exercícios de escuta não verbal e debates sobre consentimento. A proposta tem conquistado alunos de diferentes perfis, desde iniciantes até dançarinos experientes que buscam algo novo.

 

Entre o palco e as redes

A popularização do trabalho de Ian nas redes sociais tem sido, ao mesmo tempo, uma vitrine e uma batalha. Desde 2023, seus vídeos sobre forró contemporâneo têm viralizado no Instagram e TikTok, alcançando milhões de visualizações e reações extremas. O dançarino recebeu dezenas de reações negativas e mensagens de ódio em seus perfis, que chegaram a deixá-lo doente. Com o tempo, ele diz ter desenvolvido um escudo emocional: “tem um lado meu racional que entende: essas pessoas não me conhecem. Elas estão reagindo a uma ideia, a uma quebra de expectativa. Mas o lado emocional sente”.

 

Por outro lado, Ian também recebe manifestações de apoio que o ajudam a seguir. “Tem gente que me para no baile, diz que não curte muito meu estilo, mas reconhece o valor do que eu faço. Tem quem venha agradecer, contar que se sentiu mais livre depois da aula”, relembra.

 

Forró do futuro

O forró contemporâneo de Ian Pacheco não é apenas uma proposta pedagógica. É um gesto político. Ao recusar a lógica da condução masculina, ao dar voz ao corpo, ao valorizar o não tanto quanto o sim, Ian está ensinando mais do que dança. Na COART, esse desejo encontra terreno fértil. Ian espera continuar por muitos anos: “Eu gosto de estar perto de gente. De ouvir histórias. De ver como a dança transforma as pessoas. Porque ela transformou a mim. E ainda transforma, todo dia”

 

Para mais informações acesse suas redes sociais @auladoian 

 

Serviço

Datas: Terças

Horário: 14h – 16h e 18h – 20h

Local: COART/ Uerj

Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã Prédio anexo – Campus Maracanã

Inscrições das oficinas da COART feitas durante o início dos períodos letivos.

 

Pré-Vestibular Social Sintuperj disponibiliza vagas ociosas

Pré-Vestibular Social Sintuperj disponibiliza vagas ociosas

Confira detalhes sobre o curso e entenda como participar

Por: Maria Clara Jardim

Desde 1998 o Pré-Vestibular do Sintuperj se destaca pela preparação oferecida aos estudantes que planejam ingressar em universidades públicas, oferecendo aulas com professores experientes e qualificados, material didático inclusivo, suporte psicológico e orientação acadêmica. O projeto é organizado pela Coordenação de Formação e Comunicação Sindical do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj) e busca auxiliar uma ampla quantidade de alunos, garantindo que todos tenham oportunidades similares e desenvolvam suas habilidades.

 

Os alunos presentes no programa se dividem em dois grupos, sendo eles: Comunidade interna e comunidade externa. O responsável administrativo do projeto, Carlos Eduardo, explica que inicialmente o pré-vestibular foi criado para a comunidade interna, ou seja, alunos dependentes de associados, servidores ou filhos dos servidores filiados ao Sintuperj, entretanto, com o passar do tempo o projeto foi se estruturando e expandiu as vagas para alunos que não se enquadram nessas características, ou seja, todo estudante que queira se preparar para o vestibular, formando assim a comunidade externa. 

“Hoje a quantidade de vagas é maior para a comunidade externa por não ter tantos associados, dependentes e servidores estudando”, afirma Carlos Eduardo. Ele destaca que 70% das vagas do pré-vestibular atualmente são preenchidas pela comunidade externa.

Os jovens, com o decorrer das aulas, têm contato com educadores profissionais e formados em universidades públicas. Segundo o responsável administrativo, alguns desses professores tiveram a oportunidade de se preparar para o vestibular através do pré-vestibular do Sintuperj e isso gera uma atmosfera de maior identificação para com os estudantes.

Recentemente, o curso informou que existem vagas disponíveis nos turnos da tarde e da noite, que são endereçadas à comunidade externa. 

Confira detalhes de como se inscrever:

Inscrições pelo site – presintuperj.com.br

Local de inscrição – Inscrição Comunidade Externa

 

Meios de contato com o projeto:

sintuperjpre@gmail.com 

 

Endereço do Pré-Vestibular:

Rua São Francisco Xavier, 524 Sala 1.020 – 1º andar – bloco D – Maracanã, Rio de Janeiro – RJ, 20550-013

Cine Cartola: mostra de filmes da Uerj evidencia o papel da arte na sociedade

Cine Cartola: mostra de filmes da Uerj evidencia o papel da arte na sociedade

A exibição acontece toda quarta-feira, de forma completamente gratuita

Por Luana Maciel

Entrada da COART o Centro Cultural (Foto: Luana Maciel)

O Cine Cartola é um projeto organizado pela Coordenadoria de Artes e Oficinas de Criação (COART) da Uerj com o intuito de incentivar a disseminação da arte cinematográfica e disponibilizar filmes que não se encontram em grandes veículos, como o cinema tradicional ou plataformas de streaming. Embora aconteça dentro do campus universitário, o público-alvo não se restringe aos alunos. Qualquer pessoa interessada pode comparecer.

A iniciativa surgiu no início do ano passado (2024) como um meio de ocupar o espaço da Universidade com algo que ia além das palestras e oficinas que a COART já oferecia, voltando o olhar para a arte do cinema, explica o curador do Cine Cartola. Com o nascimento da ideia, porém, os criadores do projeto esbarraram com uma problemática: os direitos de imagem sobre os filmes que seriam exibidos. Por isso, o Cine Cartola começou com a exibição de filmes mudos, acessíveis por já estarem em domínio público. Alguns nomes famosos que aparecem nessa primeira etapa do projeto são, por exemplo, o clássico do terror “Nosferatu” e longas do ator Charlie Chaplin.

No segundo semestre de 2024, o Cine Cartola continuou ativo, mas sua proposta já era outra. Documentários brasileiros contemporâneos eram o novo enfoque, uma vez que era possível entrar em contato com os diretores de cada obra com mais facilidade. Além da mudança da temática, outro diferencial foi a promoção de debates em algumas das sessões. A mudança, porém, não foi tão bem recebida pelo público e a audiência das exibições acabou caindo bastante.

Agora, em 2025, o Cine Cartola se reinventa de novo e traz o tema “Vida de artista” como proposta. Como sobreviver enquanto artista em um contexto cada vez mais competitivo, utilitário e sedento por eficiência e resultados? Na página do Instagram da COART (coartuerj), os idealizadores do projeto afirmam que certamente a mostra de filmes programada para o semestre não será capaz de responder a esses questionamentos. Contudo, eles se propõem a conduzir os espectadores pela trajetória de personagens que tentam sobreviver às deliciosas e amargas experiências da vida do artista, colocando esse personagem que vive da arte como protagonista das histórias.

A escolha do tema, assim como a seleção dos filmes que serão transmitidos, vieram do curador do Cine Cartola, Caio Neves. Formado em cinema na UFF, Caio também já estudou em algumas oficinas gratuitas do Parque Lage e atualmente trabalha com o ensino de cursos voltados para a área do cinema experimental e da videoarte na COART. O curador explica que pensou no tema a partir de sua experiência pessoal com a arte e em como isso poderia interessar e divertir o público: “Me interessa muito estar nesse lugar da arte contemporânea, onde o artista não é necessariamente um especialista naquela linguagem(…), mas é uma pessoa que tem uma poética particular e ele vai colocar essa poética dele em uma linguagem”. 

 

Auditório Cartola após a exibição do filme “Adaptação” (Foto: Luana Maciel)

Serão um total de 12 filmes exibidos neste semestre, todos com um objetivo em comum: fugir do cinema padrão e escapar do óbvio. “Os filmes que você vai ver aqui, você não vai achar na Netflix”, afirma Caio. São obras que vêm dos mais variados lugares do mundo, desde Chile e Portugal até Finlândia e Coreia do Sul. O curador acrescenta: “se a pessoa vai sair de casa para ver alguma coisa, que ela veja alguma coisa que não esteja tão disponível assim”. 

A próxima sessão será no dia 14/05 de maio com o filme “Frances Ha” (2012), dirigido por Noam Baumbach, que conta a história de três artistas parisienses sem um tostão que compartilham suas visões de mundo e histórias de amor enquanto tomam vinho. Ainda em maio, “Poesia” (2010) e ‘Mistérios e Paixões” são os demais filmes que compõem a programação cinematográfica do mês. Mais informações sobre as sinopses, duração e informações técnicas dessas obras e da programação de junho podem ser encontradas na página do Instagram da COART e no site oficial do setor.

O projeto voltado à vida de artista se encerra em junho, mas isso não significa o fim do Cine Cartola. Pelo contrário, a estudante de jornalismo e bolsista da COART, Samira Santos, revela que o tema para o próximo semestre já está sendo definido e preparado e destaca a importância de tornar as pessoas mais cientes não só do Cine Cartola em si, mas também das inúmeras atividades artísticas e culturais sempre presente nos corredores do Centro Cultural. 

 O auditório Cartola, que dá nome à exibição, fica localizado no Centro Cultural da Uerj, em cima do prédio do bandejão do campus Maracanã, na Rua São Francisco Xavier, 524. O espaço conta com cerca de 70 lugares e está sempre aberto ao público. A entrada é gratuita e as sessões ocorrem nas quartas-feiras às 16h. “A sala tá aberta, é só chegar”, reitera Caio Neves. 

 

Projeto Rim oferece educação sobre saúde renal

Projeto Rim oferece educação sobre saúde renal

Conheça o projeto de conscientização e esteja atento sobre o bom funcionamento dos rins

Por: Alice Moraes

Projeto Rim no evento Uerj Sem Muros. Da esquerda para direita: Pedro Henrique Soares, Tatiane Campos e Vivian Mendes. (Foto: Alice Moraes)

Controlar a pressão arterial, dosar a creatinina, não fumar, controlar a diabetes, evitar o alto consumo de sal, fazer uma alimentação balanceada e ingerir água. Esses são alguns fatores que previnem a doença renal crônica, de acordo com a estudante Vivian Mendes, de 23 anos, que está no sexto período do curso de enfermagem na Uerj. 

A jovem faz parte do Projeto Rim, que esteve presente na programação do Uerj Sem Muros, no dia 27 de março. No evento, o projeto foi apresentado com intuito de educar a respeito da saúde renal. “O que motiva o projeto é transmitir a prevenção, pois prevenir é um ato de cuidar. E é isso que a enfermagem faz”, explicou ela. 

Os números de doença renal crônica têm crescido ultimamente. Por isso, Vivian enfatizou que é uma doença silenciosa e pouca gente sabe sobre ela.

O que é a doença renal crônica (DRC)? 

É quando ocorre a falência dos rins. Consequentemente, o paciente precisará de uma terapia de substituição do rim defeituoso. “Existem três opções nesse caso: a hemodiálise, adiálise peritoneal e o transplante renal”, explica Tatiane Campos, professora da faculdade de enfermagem da Uerj e coordenadora do Projeto Rim. 

A hemodiálise é um tratamento no qual uma máquina faz a filtração do sangue. O paciente precisa ir até a clínica para realizar o procedimento semanalmente. Já na diálise peritoneal, que o paciente precisa fazer todos os dias, em casa, ele recebe a orientação necessária para o uso de um cateter. O cateter vai inserir um líquido na cavidade abdominal e esse líquido será responsável por filtrar o sangue. 

 No transplante renal, o paciente recebe um novo rim de um doador, que pode ser um familiar ou amigo. No segundo caso, é preciso que o doador tenha uma autorização judicial. Caso o doador seja um falecido por morte encefálica, a família deste autoriza a doação do órgão, que é encaminhado para alguém que está na fila aguardando pelo transplante.

 

 

Por que aprender sobre o cuidado renal?

O Projeto Rim foca na conscientização, de acordo com a professora Tatiane. O programa já realizou, na Uerj, ações de orientação sobre a importância de dosar a creatinina, explicando qual o objetivo do exame e de cuidar da saúde renal. O projeto tem papel, então, de educar sobre saúde e acolher os pacientes. 

De acordo com o Ministério da Saúde, em Boletim Epidemiológico divulgado no mês de setembro do ano passado, em 2023 houve 140.648 internações por doenças renais crônicas no Brasil. Isso indica 56.311 internações a mais comparado ao ano de 2010, no qual ocorreram 84.337 internações hospitalares devido à DRC.

A pesquisa realizada também mostra que em 2022 ocorreram 8.429 mortes por doença renal crônica no país. Nesse cenário de números crescentes de DRC, o Projeto Rim vem com o objetivo de auxiliar a população a entender sobre a saúde dos rins e incentivar esse cuidado.

Medir a creatinina

A creatinina é medida pelo exame de sangue ou de urina. Esse exame é feito para identificar o bom ou o mau funcionamento dos rins. “A creatinina é um resíduo da creatina, por isso ele precisa ser eliminado. Quando se encontra muita creatinina no sangue, significa que os rins não estão filtrando bem”, esclareceu Vivian. O alto nível de creatinina no sangue pode indicar, então, uma doença nesses órgãos. 

Ao realizar a medição de creatinina, a pessoa pode averiguar o bom funcionamento dos seus rins. Por isso, o Projeto Rim conscientiza sobre o exame.

Futuro do projeto

Em 2016, a ação de conscientização sobre saúde por meio do Projeto Rim teve início. Agora, a equipe do projeto tem ideias para o futuro. Eles pretendem aumentar o alcance da educação sobre saúde, o que consequentemente diminuirá os números de DRC. A equipe quer, também, a troca de ideias e de conversas e o aumento da visibilidade do projeto.

Para acompanhar o programa, obter mais informações e tirar dúvidas, acesse o Instagram @projeto.rim.