Primeira Mostra Uerj de Bandas (MUBA) tem estreia marcada para o mês de junho

Primeira Mostra Uerj de Bandas (MUBA) tem estreia marcada para o mês de junho

O evento é aberto ao público e acontecerá entre os dias 9 e 13 de junho no Teatro Odylo Costa, filho, contando com apresentações diárias de bandas formadas por alunos, servidores e funcionários terceirizados da Uerj. 

Por: Hyndra Lopes 

 

[caption id=”attachment_3252″ align=”alignnone Banda tocando (reprodução: internet)
 
 
A Mostra Uerj de Bandas terá a sua primeira edição em 2025 e irá contemplar 10 grupos de gêneros musicais variados, formados por membros da comunidade universitária. Ela acontecerá durante a segunda semana do mês de junho das 18h30 às 20h30, com apresentações diárias de duas bandas. A retirada de ingressos será por meio da plataforma Sympla, mas haverá possibilidade de entrada sem o QR code. 

O evento foi proposto pela Coordenadoria de Artes e Oficinas de Criação (Coart), em parceria com a Divisão de Teatro da Uerj, e organizado por Ilana Linhales – professora de música do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-Uerj) e coordenadora da Coart – e Marcelo Carpenttiere – produtor cultural da Coart. O intuito dos idealizadores com o projeto é dar visibilidade para todos os talentos e práticas artísticas da comunidade, criando um espaço aberto para produção cultural e consumo desta no ambiente universitário. 

Em entrevista para o Aconteceh, Ilana Linhales e Marcelo Carpenttiere explicam como a ideia da Mostra surgiu e quais os seus objetivos com ela, além de ressaltar a inclusão dos

servidores e funcionários terceirizados e a importância da promoção de eventos como a MUBA e do incentivo cultural na Universidade. 

A MUBA, de acordo com Linhales, foi pensada desde 2024, mas a sua concretização se deu apenas este ano, quando o orientador de música da Coart, Rafael Camacho, fez o regulamento e a proposição do projeto. A ideia de fazer uma mostra surgiu como uma alternativa mais viável à do festival, já que não precisaria de premiação e jurados, e alinhava-se mais ao foco dos idealizadores, de promover a apreciação e a visibilidade dos grupos musicais com apresentações mais longas, que permitissem ao público curtir o ambiente do teatro. A professora diz que os Festivais da Canção – eventos musicais de MPB transmitidos pela TV no final dos anos 1960 – e os 60 anos de golpe militar, completados no ano passado, inspiraram a criação da Mostra. 

Carpenttiere aponta que o objetivo principal com a criação da MUBA é democratizar os equipamentos culturais da Uerj, ao fazer com que a sua comunidade saiba que eles existem e se aproprie deles, além de proporcionar a abertura para essas pessoas exporem os seus talentos. Em complemento, Linhales salienta para a troca de saberes entre as bandas, a partir do compartilhamento de instrumentos e do espaço físico, pois “tudo o que se propõe dentro de uma universidade é uma ação educativa”, diz a professora. Dessa forma, a Mostra contribui para a valorização da Universidade, já que o desenvolvimento do âmbito cultural é essencial para uma instituição educativa. 

Músicos tocando em conjunto (Reprodução:  internet)

 

A expansão da participação para além dos estudantes, com a inclusão de servidores e funcionários terceirizados, é algo que chama a atenção no projeto e Linhales justifica a decisão ao indicar que a comunidade universitária não é composta apenas de um grupo: “Somos um organismo vivo e, enquanto organismo vivo, estamos em uma troca de ações em que um depende do outro, por mais que em alguns momentos, um atue mais que os outros (…) A existência da Universidade, do campo de conhecimento, de ensino e de pesquisa e extensão depende de todos os sujeitos, que são os estudantes, os servidores (tanto docentes, quanto técnicos administrativos) e os terceirizados”. 

Os organizadores também ressaltam a importância da promoção de eventos como a MUBA na Uerj, pois eles proporcionam o encontro e a difusão de saberes a partir de manifestações artísticas e culturais, além de motivarem outras instituições de ensino a organizarem seus próprios festivais, valorizando a cultura no país. “Cultura é tudo, então falar de cultura é falar da nossa própria existência”, diz Linhales. A professora finaliza declarando que o incentivo cultural é essencial para se promover iniciativas como esta, mas que a busca por ele se torna uma luta mundial devido à falta de interesse na cultura e na arte, elementos que, justamente, fazem de um povo seres sensíveis e pensantes. 

Nesse sentido, a Coart, com os eventos e atividades semanais culturais que promove, teria capacidade de se expandir para além do Centro Cultural da Uerj, tornando-se o Centro Cultural da Zona Norte. Mas, para isso, exige um grande trabalho de divulgação dentro e fora da Universidade e a MUBA é uma oportunidade de pessoas desses dois meios conhecerem essas iniciativas e darem maior visibilidade para o âmbito cultural da Uerj.

 

 

Qual foi o início da história do basquete no Brasil?

Qual foi o início da história do basquete no Brasil?

Por: Livia Bronzato 

A história do basquete no país foi iniciada com a chegada de Augusto Farnham Shaw, em 1896. O nova-iorquino, formado bacharel em Artes pela Universidade de Yale, havia sido convidado para lecionar na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. 

Foto: Memórias Ufla

Augusto Shaw

Na mudança, junto aos seus pertences, Shaw trouxe a conhecida bola laranja. Inicialmente, ele jogava basquete de forma improvisada com alguns alunos do Mackenzie no pátio da universidade durante o tempo livre.

Foto: Comitê Olímpico do Brasil

Bola e cesta de basquetebol da época

Em um primeiro momento, foram as garotas que se apaixonaram pelo esporte, enquanto os homens não tiveram atração pelo novo esporte porque já tinham preferência pelo futebol. Entretanto, Shaw não desistiu de espalhar o gosto pelo basquete entre seus alunos e insistia em que o esporte era feito para ambos os gêneros.

Com a insistência, parte dos rapazes começaram a se interessar também, o que incentivou a criação da primeira equipe organizada brasileira de basquete: a Associação Atlética Mackenzie College.

Aos poucos, o esporte se tornou mais conhecido e, em 1912, ocorreu o primeiro torneio brasileiro, no Rio de Janeiro. Augusto Shaw viveu no país até 1914, sendo possível acompanhar a popularização iniciada por ele.

Já em 1922, a primeira seleção brasileira de basquetebol foi convocada, tornando-se campeã dos Jogos Latino-Americanos. Com o tempo, o esporte foi crescendo cada vez mais no país. A primeira medalha olímpica da equipe masculina foi uma de bronze conquistada nas Olimpíadas de Londres, em 1948. Após essa medalha, mais dois bronzes foram alcançados pelos homens, em 1960 e 1964, e duas medalhas pelas mulheres, uma prata em 1996  e um bronze em 2000.

Foto: Arquivo/Confederação Brasileira de Basquete

Equipe brasileira que conquistou o bronze nas Olimpíadas de Londres, em 48

Brasil no Campeonato Mundial de Atletismo

Brasil no Campeonato Mundial de Atletismo

Competição que ocorrerá em setembro já conta com brasileiros classificados

Por: Geovana Costa

Caio Bonfim e Viviane Lyra na marcha atlética, e Felipe Bardi nos 100m rasos, são alguns dos nomes brasileiros já classificados para o principal evento de atletismo do mundo. O Mundial, que vai ocorrer em Tóquio, entre 13 e 21 de setembro, também conta com Alisson Santos e Matheus Lima. As datas foram escolhidas estrategicamente para evitar o intenso verão japonês.

Reprodução/ Wagner Carmo – CBAt

A competição ocorrerá no Estádio Nacional do Japão, que foi reconstruído em preparação para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2020. São esperados aproximadamente 2.000 atletas de cerca de 200 países. Diferentemente de 2020, o público poderá acompanhar de perto as competições.

O Brasil já carimbou o passaporte de alguns atletas. Entre os classificados, temos Viviane Lyra, que se classificou, em 2024, para os 20km da marcha atlética em La Coruña; e Caio Bonfim, que garantiu vaga para a marcha atlética de 20km e 35km, com ótimas performances no Japão e na Irlanda, respectivamente.

Felipe Bardi garantiu sua vaga nos 100m rasos este ano, conquistando a medalha de ouro no Campeonato Sul-Americano, em Mar del Plata (Argentina). Com o resultado, ele alcançou o índice definido pela World Athletics, correndo em 9s99, e se tornou o primeiro brasileiro a correr abaixo dos 10s fora do país.

Reprodução/ Wagner Carmo – CBAt

Nos 400m rasos e 400m com barreiras, os brasileiros Alison dos Santos e Matheus Lima estão confirmados. Matheus também vai integrar a equipe do 4x400m ao lado de Tiago Lemes, Lucas Carvalho e Elias Oliveira. O grupo conseguiu a classificação vencendo a repescagem do Mundial de Revezamentos.

Na modalidade lançamento de dardo, temos Luiz da Silva, que se classificou com um ótimo desempenho nas Olimpíadas de Paris 2024. Os atletas que já constam no Mundial de Atletismo conseguiram as vagas alcançando o índice definido pela organização do campeonato.

O caso de Juliana Campos é diferente. A atleta está provisoriamente classificada para o salto com vara feminino após vencer o Campeonato Sul-Americano, em Mar del Plata (Argentina), com a marca de 4,30m — abaixo do índice exigido pela World Athletics, que é de 4,73m. A vitória, no entanto, rendeu pontos importantes no ranking mundial e, por isso, ela aparece momentaneamente entre as atletas elegíveis para o Mundial. Sua vaga, porém, ainda não está confirmada: se, até o fim do período de qualificação, em 24 de agosto, Juliana continuar bem posicionada e dentro do número de vagas disponíveis, será oficialmente classificada.

Reprodução/ Gustavo Alves – CBAt

O período de classificação varia por modalidade. Na maratona, a janela foi de 5 de novembro de 2023 a 4 de maio de 2025. Para provas como 10.000m, marcha atlética e revezamento, o prazo vai até 24 de agosto. A classificação pode ocorrer por índice — quando o atleta atinge a marca mínima exigida — ou pelo ranking mundial, que considera as melhores performances em torneios reconhecidos.

Cada país tem a possibilidade de inscrever até três atletas por modalidade. Caso possua um wild card (convite especial para atletas que foram campeões da edição anterior ou recordistas), o número pode aumentar.

A janela de classificação continua aberta, e diversos atletas de todo o mundo seguem em disputa para garantir vaga no evento. É possível acompanhar as informações atualizadas pela Confederação Brasileira de Atletismo e pela World Athletics, que também disponibiliza o ranking mundial com os atletas já classificados e os que ainda buscam a classificação.

Ranking dos atletas:

“Road To | World Athletics” https://worldathletics.org/stats-zone/road-to/7190593?eventId=10229509

Central da COP: a mesa-redonda do Clima chega à Uerj

Central da COP: a mesa-redonda do Clima chega à Uerj

Meio ambiente e geopolítica são os temas centrais do evento realizado pelo Observatório do Clima em parceria com a Agenc

Por:  Maria Luísa 

Chamada para o evento Central da Cop (Foto: instagram)

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) recebe na segunda-feira, 2 de junho, a Central da COP, uma mesa-redonda para discutir a Conferência do Clima das Nações Unidas, que acontece este ano em Belém. A Central da COP usa  uma linguagem descontraída, apelando às referências do futebol, para falar de meio ambiente, geopolítica e mudança climática.

   Um dos trunfos da Central da COP é justamente apostar na linguagem do esporte e do  humor para conquistar a atenção do público. Durante o evento, que acontecerá no auditório 91, a plateia vai participar de um bingo e um sorteio de exemplares do Álbum de Figurinhas da Central da COP, com a lista dos principais jogadores do clima estarão presentes na próxima Conferência das Partes. E não vai faltar nem mesmo o VAR para fiscalizar discursos políticos.

A Central da COP foi lançada este ano pelo Observatório do Clima, uma organização brasileira que atua na defesa do meio ambiente e na luta contra as mudanças climáticas. A edição uerjiana é uma tabelinha entre o Observatório e a Agência de Notícias Científicas (AGENC), projeto de estágio e extensão ligado ao LED, o Laboratório de Editoração Eletrônica da Faculdade de Comunicação Social. 

Participam da mesa o coordenador de política internacional do Observatório do Clima, Claudio Angelo; a especialista em filantropia e comunicação Ana Carolina Lourenço, do Instituto Cultura, Comunicação e Ciência (ICCI); a coordenadora da AGENC e professora da FCS Fernanda da Escóssia; a engenheira ambiental, ativista e assessora da OC  Isvilaine Silva; e o mascote Petroleco, um negacionista a favor dos combustíveis fósseis.

O evento é aberto ao público e começa às 16h no auditório 91 do prédio principal da Uerj no campus Maracanã. Haverá registro de horas complementares aos universitários que comparecerem ao encontro.

 

Chamada Pública | Participação no GT Contra Assédios e Discriminações na FCS

A Direção da Faculdade de Comunicação Social torna pública a chamada para participação do Grupo de Trabalho Contra o Assédio e a Discriminação na Faculdade de Comunicação Social (GTCAD/FCS). O GT pretende discutir, planejar e executar estratégias de instrução, educação e comunicação da comunidade da FCS sobre os assédios e as discriminações na Instituição. 

A iniciativa é importante para toda a Comunidade da FCS. O GT da FCS é parte de um conjunto mais amplo e complexo de políticas e iniciativas de combate aos assédios e discriminações no ambiente acadêmico e na institucionalidade universitária. Entende-se que o engajamento nessa política é responsabilidade de todas e todos, especialmente de servidores e servidoras (docentes e técnicos). 

Quem pode participar? 

Toda a comunidade da FCS está convidada a participar: docentes, técnicos e técnicas, discentes e funcionários e funcionárias terceirizados.

Qual é o prazo para inscrições?

As inscrições devem ser feitas via formulário on-line até o dia 13/06/2025 (sexta-feira). Não serão aceitas inscrições fora do prazo ou em qualquer outro meio que não seja o formulário eletrônico supracitado. 

A seleção será por ordem de chegada das inscrições, respeitando a paridade de gênero das inscrições. 

Quando começam as reuniões e encontros? 

As reuniões e encontros irão começar a partir da segunda quinzena de junho, após divulgação e homologação dos nomes das pessoas participantes.

ACESSE A CHAMADA COMPLETA

Em ano de COP30, projetos de tecnologia apostam em inovação e sustentabilidade

Em ano de COP30, projetos de tecnologia apostam em inovação e sustentabilidade

Empresas voltadas para ações ambientais marcaram a terceira edição do Web Summit Rio 

Por: Maria Eduarda Galdino

 

Tarciana Medeiros, Bianca Andrade e Adiana Barbosa no palco principal Web Summit Rio Foto: Maria Eduarda Galdino

Diversos empreendimentos ambientados no Brasil usam a tecnologia para combater a crise climática, e a aliança entre inovação e sustentabilidade foi um dos temas do Web Summit Rio, encerrado no último dia 30 de maio. O último painel do evento reuniu três referências do empreendedorismo feminino: Tarciana Medeiros, CEO do Banco do Brasil, Bianca Andrade, CEO da Boca Rosa Beauty, e a diretora executiva da Feira Preta, Adriana Barbosa, conversaram sobre tendências no empreendedorismo brasileiro e sustentabilidade.

Tarciana Medeiros disse que o Norte do Brasil é referência em negócios que priorizam a sustentabilidade no modelo de produção. Segundo ela, o fortalecimento de propósitos entre organizações desse ramo é essencial. “Junta empreendedores principalmente de agroecologia, agroeconomia,  de biotecnologia e diversos empreendimentos que a gente entende o potencial na rede como um todo”, disse. 

Diversas empresas com foco na sustentabilidade participaram do encontro. O Ecos Urbanos conversou com representantes de algumas dessas empresas. Breno Veiga, CEO da Ekonavi, uma plataforma gratuita que potencializa soluções baseadas na natureza, explicou que sua empresa desenvolveu um aplicativo que conecta grupos de trabalho rural com investidores globais, tornando ações ecológicas comunitárias possíveis em escala global. É uma espécie de Linkedin para grupos que querem manter seus projetos sustentáveis visíveis no meio digital. “A nossa motivação é produzir alimentos de qualidade, gerar mais sustentabilidade no planeta e fortalecer as redes de produtores que estão produzindo de maneira orgânica e agroflorestal”, disse.

 
 
Bruno Veiga, CEO da Ekonavi, e Veber Alvez, advogado na  Ekonavi no Stand Beta 3  (Foto: Maria Eduarda Galdino)
 
Os grupos de campo que podem utilizar a plataforma são diversos. A Ekonavi abriga projetos ecológicos na agricultura,  propostas de reciclagem, sistemas agroflorestais e outras propostas ecológicas no campo.  “É um projeto gratuito  para esse grupos que atuam no campo e funciona de forma similar ao Linkedin, então você profissionaliza o seu projeto de campo tornando ele mais visível para investidores.”

Já Ângelo Coelho é diretor da Brinquedo Livre, uma empresa que promove a sustentabilidade no universo infantil. A empresa funciona como um marketplace colaborativo, conectando vendedores que querem descartar brinquedos usados e compradores, com uma curadoria sustentável. “Unimos sustentabilidade com economia circular e tecnologia para criar uma plataforma onde brinquedos usados, seminovos e colecionáveis ganham uma nova vida.”

O diretor afirma que a empresa foi criada devido a pesquisas em relação ao impacto ambiental que os brinquedos fazem na natureza. “Um dos dados que mais nos impactou foi do Instituto Akatu, que aponta que 60% dos brinquedos descartados no Brasil ainda poderiam ser reutilizados”, disse. A Brinquedo Livre possui um núcleo de pesquisas voltado para a economia circular no mercado infantil. Além disso, a empresa se encontra em um processo de desenvolvimento de selos que identificam produtos com maior potencial de reutilização e durabilidade. 

                                                                                        Logo da empresa Brinquedo Livre. Foto: brinquedolivre.com.br
 
 
 
A pesquisa Panorama de Sustentabilidade Corporativa 2025, feita pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) e a Humanizadas, concluiu que 76% das empresas brasileiras adotam práticas sustentáveis nos negócios, um aumento de 5% em relação ao ano de 2024. Entre os que responderam à pesquisa, 77% acham que incluir a sustentabilidade nos negócios aumenta as vantagens competitivas e que existe uma relação positiva na demanda de novos grupos e mercados.
 
O estudo também afirma que acrescentar a sustentabilidade a performance financeira, que é uma avaliação ampla de métricas da empresa, pode acelerar ganhos significativos. O estudo evidenciou que medidas como a implementação da IFRS S1/ S2, que são padrões internacionais relacionados a transparência das informações sobre sustentabilidade das empresas oferecem alto retorno financeiro. 
 

 

 
 
 
 

Pré-Vestibular Social Sintuperj disponibiliza vagas ociosas

Pré-Vestibular Social Sintuperj disponibiliza vagas ociosas

Confira detalhes sobre o curso e entenda como participar

Por: Maria Clara Jardim

Desde 1998 o Pré-Vestibular do Sintuperj se destaca pela preparação oferecida aos estudantes que planejam ingressar em universidades públicas, oferecendo aulas com professores experientes e qualificados, material didático inclusivo, suporte psicológico e orientação acadêmica. O projeto é organizado pela Coordenação de Formação e Comunicação Sindical do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj) e busca auxiliar uma ampla quantidade de alunos, garantindo que todos tenham oportunidades similares e desenvolvam suas habilidades.

 

Os alunos presentes no programa se dividem em dois grupos, sendo eles: Comunidade interna e comunidade externa. O responsável administrativo do projeto, Carlos Eduardo, explica que inicialmente o pré-vestibular foi criado para a comunidade interna, ou seja, alunos dependentes de associados, servidores ou filhos dos servidores filiados ao Sintuperj, entretanto, com o passar do tempo o projeto foi se estruturando e expandiu as vagas para alunos que não se enquadram nessas características, ou seja, todo estudante que queira se preparar para o vestibular, formando assim a comunidade externa. 

“Hoje a quantidade de vagas é maior para a comunidade externa por não ter tantos associados, dependentes e servidores estudando”, afirma Carlos Eduardo. Ele destaca que 70% das vagas do pré-vestibular atualmente são preenchidas pela comunidade externa.

Os jovens, com o decorrer das aulas, têm contato com educadores profissionais e formados em universidades públicas. Segundo o responsável administrativo, alguns desses professores tiveram a oportunidade de se preparar para o vestibular através do pré-vestibular do Sintuperj e isso gera uma atmosfera de maior identificação para com os estudantes.

Recentemente, o curso informou que existem vagas disponíveis nos turnos da tarde e da noite, que são endereçadas à comunidade externa. 

Confira detalhes de como se inscrever:

Inscrições pelo site – presintuperj.com.br

Local de inscrição – Inscrição Comunidade Externa

 

Meios de contato com o projeto:

sintuperjpre@gmail.com 

 

Endereço do Pré-Vestibular:

Rua São Francisco Xavier, 524 Sala 1.020 – 1º andar – bloco D – Maracanã, Rio de Janeiro – RJ, 20550-013

Performance: como a dança liberta as pessoas 60+

Performance: como a dança liberta as pessoas 60+

Aulas gratuitas de dança cigana ministradas na Uerj para pessoas 60+ motivam a inclusão e melhoram a autoestima

 

Por Fernanda Rodrigues

Alunas e alunos da turma de dança cigana Uneceh (Foto: Fernanda Rodrigues)

Toda terça-feira, na Uerj, há mais de dez anos, pessoas idosas aprendem dança cigana  com a professora Marta Coelho Pinto. A atividade é um momento de diversão, desenvolvimento corporal e exercício mental.

As aulas proporcionam também um ambiente de intergeracionalidade. Ou seja, a universidade, muitas vezes vista e tratada como um ambiente exclusivo para jovens, acolhe também as pessoas 60+, promovendo a diversidade e produzindo para a sociedade. Com isso, o Etarismo, uma das maiores dificuldades enfrentadas por pessoas idosas no convívio social, é combatido.

O Etarismo é o preconceito contra pessoas idosas, que está presente na sociedade de diversas formas: estereótipos equivocados, violências e exclusão da vida social. A visão de grande parte da população em relação às pessoas 60+ é, geralmente, de invalidação. E isso pode levar as pessoas idosas a abdicarem do convívio social, que, para elas, transforma-se num espaço hostil e intimidador.

A oficina “Dança Cigana: Homens e Mulheres, suas Trovas e Poesias” busca justamente romper com esses estereótipos e convocar as pessoas idosas para a interação e o convívio em sociedade. Segundo a professora Marta Coelho Pinto, responsável pela turma há três anos, a aula é um momento de libertação. Os alunos podem se enfeitar, socializar, exercitar o corpo e a mente e se divertir. A professora ressalta que, além da atividade motora que é a dança, a memória e o raciocínio também são muito trabalhados nos ensaios e nas coreografias.

 

Prática do “Volare”, técnica da dança cigana (Foto: Fernanda Rodrigues)

Não só a dança é trabalhada nas aulas: o canto e a poesia também são incentivados. No início de cada aula, os alunos e a professora se colocam em roda e recitam uma pequena trova de sua preferência, autoral ou não. Enquanto dançam, também cantam as músicas.

O roteiro da aula conta com um alongamento, que trabalha a flexibilidade e acorda os músculos. Em seguida, uma coreografia é desenvolvida e ensaiada, deixando espaço para improvisos ao final.

Além disso, a turma se apresenta com frequência em festas, festivais e clubes. Essas apresentações fazem com que as alunas e os alunos percam a timidez e o medo, tornando-os mais comunicativos no dia a dia. A performance é levada para a vida, pois reafirma que a autoestima é para todos. Antes, durante e depois das aulas, as mulheres se arrumam com saias, adereços e flores. Enquanto os homens se arrumam com chapéus ciganos e roupas típicas. Suas criatividades e suas veias artísticas são exploradas ao máximo.

Marta Coelho Pinto nota claramente uma mudança no comportamento: melhoria na postura, na fala, na disposição e no humor. A dança é uma atividade física que contribui na coordenação motora, na flexibilidade, na resistência e no equilíbrio. Se não estimulados e exercitados por pessoas idosas, esses atributos são muito reduzidos com o tempo, por isso praticá-los com frequência é essencial na qualidade de vida depois dos 60 anos. 

As inscrições para a próxima turma podem ser realizadas no site do Núcleo de Envelhecimento Humano (Uneceh) a partir de janeiro de 2026.

Assim, a oficina combate a segregação das pessoas 60+, promovendo a intergeracionalidade e aumentando a qualidade de vida dos alunos. 

 

Cine Cartola: mostra de filmes da Uerj evidencia o papel da arte na sociedade

Cine Cartola: mostra de filmes da Uerj evidencia o papel da arte na sociedade

A exibição acontece toda quarta-feira, de forma completamente gratuita

Por Luana Maciel

Entrada da COART o Centro Cultural (Foto: Luana Maciel)

O Cine Cartola é um projeto organizado pela Coordenadoria de Artes e Oficinas de Criação (COART) da Uerj com o intuito de incentivar a disseminação da arte cinematográfica e disponibilizar filmes que não se encontram em grandes veículos, como o cinema tradicional ou plataformas de streaming. Embora aconteça dentro do campus universitário, o público-alvo não se restringe aos alunos. Qualquer pessoa interessada pode comparecer.

A iniciativa surgiu no início do ano passado (2024) como um meio de ocupar o espaço da Universidade com algo que ia além das palestras e oficinas que a COART já oferecia, voltando o olhar para a arte do cinema, explica o curador do Cine Cartola. Com o nascimento da ideia, porém, os criadores do projeto esbarraram com uma problemática: os direitos de imagem sobre os filmes que seriam exibidos. Por isso, o Cine Cartola começou com a exibição de filmes mudos, acessíveis por já estarem em domínio público. Alguns nomes famosos que aparecem nessa primeira etapa do projeto são, por exemplo, o clássico do terror “Nosferatu” e longas do ator Charlie Chaplin.

No segundo semestre de 2024, o Cine Cartola continuou ativo, mas sua proposta já era outra. Documentários brasileiros contemporâneos eram o novo enfoque, uma vez que era possível entrar em contato com os diretores de cada obra com mais facilidade. Além da mudança da temática, outro diferencial foi a promoção de debates em algumas das sessões. A mudança, porém, não foi tão bem recebida pelo público e a audiência das exibições acabou caindo bastante.

Agora, em 2025, o Cine Cartola se reinventa de novo e traz o tema “Vida de artista” como proposta. Como sobreviver enquanto artista em um contexto cada vez mais competitivo, utilitário e sedento por eficiência e resultados? Na página do Instagram da COART (coartuerj), os idealizadores do projeto afirmam que certamente a mostra de filmes programada para o semestre não será capaz de responder a esses questionamentos. Contudo, eles se propõem a conduzir os espectadores pela trajetória de personagens que tentam sobreviver às deliciosas e amargas experiências da vida do artista, colocando esse personagem que vive da arte como protagonista das histórias.

A escolha do tema, assim como a seleção dos filmes que serão transmitidos, vieram do curador do Cine Cartola, Caio Neves. Formado em cinema na UFF, Caio também já estudou em algumas oficinas gratuitas do Parque Lage e atualmente trabalha com o ensino de cursos voltados para a área do cinema experimental e da videoarte na COART. O curador explica que pensou no tema a partir de sua experiência pessoal com a arte e em como isso poderia interessar e divertir o público: “Me interessa muito estar nesse lugar da arte contemporânea, onde o artista não é necessariamente um especialista naquela linguagem(…), mas é uma pessoa que tem uma poética particular e ele vai colocar essa poética dele em uma linguagem”. 

 

Auditório Cartola após a exibição do filme “Adaptação” (Foto: Luana Maciel)

Serão um total de 12 filmes exibidos neste semestre, todos com um objetivo em comum: fugir do cinema padrão e escapar do óbvio. “Os filmes que você vai ver aqui, você não vai achar na Netflix”, afirma Caio. São obras que vêm dos mais variados lugares do mundo, desde Chile e Portugal até Finlândia e Coreia do Sul. O curador acrescenta: “se a pessoa vai sair de casa para ver alguma coisa, que ela veja alguma coisa que não esteja tão disponível assim”. 

A próxima sessão será no dia 14/05 de maio com o filme “Frances Ha” (2012), dirigido por Noam Baumbach, que conta a história de três artistas parisienses sem um tostão que compartilham suas visões de mundo e histórias de amor enquanto tomam vinho. Ainda em maio, “Poesia” (2010) e ‘Mistérios e Paixões” são os demais filmes que compõem a programação cinematográfica do mês. Mais informações sobre as sinopses, duração e informações técnicas dessas obras e da programação de junho podem ser encontradas na página do Instagram da COART e no site oficial do setor.

O projeto voltado à vida de artista se encerra em junho, mas isso não significa o fim do Cine Cartola. Pelo contrário, a estudante de jornalismo e bolsista da COART, Samira Santos, revela que o tema para o próximo semestre já está sendo definido e preparado e destaca a importância de tornar as pessoas mais cientes não só do Cine Cartola em si, mas também das inúmeras atividades artísticas e culturais sempre presente nos corredores do Centro Cultural. 

 O auditório Cartola, que dá nome à exibição, fica localizado no Centro Cultural da Uerj, em cima do prédio do bandejão do campus Maracanã, na Rua São Francisco Xavier, 524. O espaço conta com cerca de 70 lugares e está sempre aberto ao público. A entrada é gratuita e as sessões ocorrem nas quartas-feiras às 16h. “A sala tá aberta, é só chegar”, reitera Caio Neves. 

 

Quem é o maior estrangeiro da história do Flamengo?

Quem é o maior estrangeiro da história do Flamengo?

Por Livia Bronzato

Arrascaeta tornou-se, com 78 gols, o segundo maior artilheiro estrangeiro do Flamengo. No início do mês passado, o atual camisa 10 marcou os dois e únicos gols na partida contra o Grêmio, pelo Brasileirão. Anteriormente, ele possuía 76 gols e estava empatado com Jorge Benítez. Mas e o número 1, quem é?

Esta é a lista dos 5 maiores goleadores estrangeiros:

1º – Doval: 94 gols   (argentino, jogou de 1969 a 75)

2º – Arrascaeta: 78 gols   (uruguaio, jogou de 2019 até hoje)

3º – Jorge Benítez: 76 gols   (paraguaio, jogou de 1952 a 56)

4° – Petkovic: 57 gols   (sérvio, jogou de 2000 a 02 e 2009 a 11)

5° – Sidney Pullen: 49 gols   (inglês, jogou de 1915 a 25)

 

Narciso Doval

Crédito: Reprodução

O jogador chega, em 69, ao Flamengo, que faz uma péssima campanha no Robertão daquele ano, ficando em último lugar. Na Taça Rio, foi vice-campeão pelo Fluminense, por 1 a 0. Apesar da fase instável do Flamengo, Doval não deixava de elogiar o time e sua torcida rubro-negra desde sua chegada.

Jogar no Flamengo é simplesmente fascinante. Essa história de que a camisa do Flamengo corre sozinha, dribla e faz gols é mais que uma história, é uma verdade. É gente que ganha o jogo nas arquibancadas. Seu grito é grito de guerra, que empurra o jogador para frente. A torcida rubro-negra é um milagre”, exclamou Doval, em 1970. Naquele ano, o time conquistou a Taça Guanabara, que, então, era um campeonato à parte, em cima do tricolor. No entanto, desentendimentos com o técnico Yustrich levaram o clube a emprestar o jogador.

Após uma temporada no Huracán, voltou ao rubro-negro em 1972. Não demorou para mostrar todo seu talento. Em um feriado de 7 de setembro, em que se comemoravam os 150 anos da Independência do Brasil, cerca de 130 mil pessoas foram ao Maracanã. Na final do Carioca, Flamengo e Fluminense se enfrentavam, e Doval, para a alegria da nação rubro-negra, fazia um dos gols do título, na partida que terminou em 2 a 1. Além disso, o argentino foi campeão carioca em 74, a vitória ficou com o Flamengo em uma final triangular: Flamengo ganhou do América e empatou com o Vasco, enquanto os outros dois times empataram entre si.

Durante sua passagem pelo time, o argentino entrou com processo de naturalização brasileira e gostava de se declarar carioca, ficando conhecido como “o argentino mais carioca do Brasil”. Doval era louro, de olhos azuis e clássico galanteador, sempre visto na praia de Ipanema com fãs e considerado um bon vivant fora de campo.

Saiu do Mengão no ano de 1975, fazendo sua última partida contra o Santa Cruz no Maracanã. No meio do jogo, a torcida pedia para que ele saísse do banco e entrasse na partida. Chegou a conseguir empatar momentaneamente, mas seu gol foi invalidado e, por fim, o time rubro-negro perdeu de 3 a 1.

Em entrevista para o LED, o professor da FCS Ronaldo Helal contou sobre sua relação com o argentino, que frequentava sua casa e foi considerado parte da família desde sua chegada ao Brasil. George Helal, pai de Ronaldo, era diretor de Futebol do Flamengo, quando Doval foi contratado. Inclusive, o contrato foi assinado na própria casa da família.

Foto: Arquivo pessoal/Ronaldo Helal

Doval e George Helal jogando sinuca no apartamento de George.

Ronaldo, que tinha 13 anos, relatou que Doval, durante as primeiras semanas no Brasil, ficou hospedado em sua casa e, logo, uma relação de afeto foi estabelecida entre ele e a família de Helal. Para nosso entrevistado, o jogador virou um grande ídolo e, durante sua adolescência, gostava de assumir a mesma posição de Doval, nas “peladas”.

Foto: Arquivo pessoal/Ronaldo Helal

Doval (primeiro à esq.), acompanhado de Zico e Ronaldo (terceiro e segundo à dir.).

Ronaldo Helal conta, também, sobre uma lembrança curiosa. Helal ficou um tempo sem encontrar Doval, após ele ingressar no Fluminense. Em um dia qualquer, ao chegar a casa, ouviu a voz do argentino em algum cômodo. Depressa, Helal correu para seu quarto e trancou a porta, em meio a lágrimas, acusava o jogador de “traição” por ter saído do rubro-negro e ido vestir a camisa tricolor. Depois de muita insistência, por parte do goleador, pedindo que Ronaldo abrisse a porta, se viram novamente e trocaram um abraço de saudade, mesmo que Ronaldo ainda estivesse chateado com o amigo.